Príncipe da Arábia Saudita compra 5% da Nintendo

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Imagem: Nintendo Blast

A Bloomberg informou nesta quarta-feira (18) que o Fundo de Investimento Público (PIF) da Arábia Saudita, presidido pelo príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, adquiriu 5% de participação na Nintendo para fins de investimento. Com a aquisição a Arabia Saudita se torna a quinta maior acionista da empresa.

Este não é o primeiro movimento do príncipe herdeiro em direção a empresas de jogos. Desde dezembro de 2020, o fundo adquiriu mais de US$ 3 bilhões em ações da Activision Blizzard, Electronic Arts e Take-Two. O PIF ainda receberá lucro caso a aquisição da Activision Blizzard pela Microsoft seja concluída.

No início de 2022, eles adquiriram mais de 5% de participação na Capcom e na editora de jogos online sul-coreana Nexon, totalizando mais de US$ 1 bilhão em investimentos. Por último, em abril, através de sua empresa de desenvolvimento de jogos eletrônicos, Salman adquiriu 96% da desenvolvedora japonesa SNK, em que assumiu a propriedade dos estúdios de Fatal Fury, Metal Slug e King of Fighters.

Com a aquisição a Arabia Saudita se torna a quinta maior acionista da Nintendo  (Fonte: Mandel Ngan/Pool/Reuters/Reprodução)Com a aquisição a Arabia Saudita se torna a quinta maior acionista da Nintendo  (Fonte: Mandel Ngan/Pool/Reuters/Reprodução)Fonte:  Reuters 

Polêmicas e tecnologia em foco

Segundo o site do Fundo de Investimento Público, o seu objetivo é ser “uma potência de investimento global e o investidor mais impactante do mundo, permitindo a criação de novos setores e oportunidades que moldarão a futura economia global, enquanto impulsionam a transformação econômica da Arábia Saudita.”

O PIF também é, supostamente, a ferramenta central para o objetivo do príncipe herdeiro de diminuir a dependência da economia saudita das receitas do petróleo. No entanto, os investimentos contínuos em empresas de videogame causam certa preocupação, considerando o histórico da Arábia Saudita de abusos dos direitos humanos, incluindo a criminalização de pessoas LGBT.

Em 2021, o próprio Mohammed bin Salman foi acusado pelos Estados Unidos de ordenar o assassinato do jornalista Jamal Khashoggi — crítico do governo saudita e correspondente do Washington Post na Turquia.