Insanidade e Controle: as DLCs de Far Cry 6 valem a pena?

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Em dezembro de 2021 e em janeiro de 2022, a Ubisoft lançou 2 downloadable contents (DLCs) de Far Cry 6, o Vaas: Insanity e o Pagan Min: Control. A ideia dessas expansões é que o jogador entre na mente dos icônicos vilões da franquia e compreenda um pouco mais suas histórias. Esses conteúdos estão inclusos no pacote de Season Pass de Far Cry 6, que ainda vai contar com mais um capítulo: a história de Joseph Seed, chamada de Collapse, com lançamento marcado para fevereiro.

Mas até agora esses conteúdos valeram a pena? O que devemos esperar dessas DLCs? Essa e outras perguntas esperamos responder neste texto e também no vídeo que vocês podem conferir logo abaixo.

Vaas: Insanidade

Vamos começar falando daquele que foi lançado antes, o Insanity (Insanidade), que coloca o jogador no controle de Vaas Montenegro, provavelmente o vilão mais adorado da franquia. Não vamos dar spoilers da história da DLC nem mesmo de Far Cry 3 aqui, mas, para a completa compreensão da narrativa deste conteúdo, é necessário ter jogado ou conhecido a história de Far Cry 3, senão você vai ficar boiando e se perguntando: “quem é essa tal Citra?” e “quem é Jason?” ou até mesmo “quem é Vaas?”.

Divulgação - Vaas: Insanity

De maneira geral, Insanity é um tipo de roguelike. O gamer entra em um mundo, coleta uma cacetada de pontos (nesse caso aqui, “dinheiro”), troca-os por armas melhores ou skills em um tipo de checkpoint. Como em todo roguelike, se morrer, vai ter que começar tudo novamente; porém, mais bem equipado e com as skills adquiridas na run anterior. Além do mapa que já mostra os pontos de interesse pelos quais passamos.

Entre esses pontos, há algumas atividades, como derrotar hordas de inimigos para ganhar uma vida extra ou um grupo de soldados para liberar novas armas, além de missões, as quais têm o nome “piração”, que vão contar um pouco mais da história de Vaas.

Tela de upgrade

Para avançar no conteúdo geral, deve-se pegar 3 partes de uma adaga (quem jogou Far Cry 3 conhece bem essa arma) e, para isso, é preciso explorar bem o mapa e encontrar as localidades que são marcadas com um ícone de um símbolo de uma adaga.

O objetivo em cada uma dessas missões é diferente, mas a estrutura é a mesma: encontrar alguns objetos no mapa enquanto uma grande quantidade de inimigos atira, morde, taca fogo, enfim… deu para entender.

Só vencer hordas é repetitivo

Enfim, a base da DLC Insanidade é esta: após cumprir o objetivo e terminar o conteúdo, é preciso refazer tudo para ganhar ainda mais pontos, armas e até destravar um final secreto caso todos os requisitos sejam cumpridos. É bom ter em mente que, cada vez que se cumpre o objetivo principal — que é reunir as três partes da adaga e levá-las para a base principal —, é necessário começar tudo novamente e em um nível mental mais avançado, o que significa dificuldade maior, mas recompensas maiores também. No total, há cinco níveis mentais para explorar.

Pagan Min: Controle

Agora vamos falar da DLC de Pagan Min, “Controle”. Se você está esperando algo muito diferente do que vimos na do Vaas, não espere, pois basicamente a DLC do Pagan Min é similar só que se passando em Kyrat, e não mais nas ilhas Rook. Se você leu o texto até aqui, então possivelmente jogou Far Cry 4 e sabe quem é Pagan Min, por isso vamos fazer um resumo bem raso disso.

Divulgação - Pagan Min

Pagan Min é um tipo de Rei de Kyrat, um pequeno país fictício da região do Himalaia. Durante os eventos de Far Cry 4, ele lutou contra um exército rebelde conhecido como Caminho Dourado. O único desejo do protagonista, Ajay, ao ir para Kyrat era realizar o último pedido de sua mãe: ter as cinzas jogadas em um rio local. Porém, ele acabou se envolvendo em conflitos e destronando Pagan Min.

Agora, voltando a falar da DLC, ela é essencialmente a mesmíssima coisa da anterior: lutar contra um determinado número de soldados para liberar armas novas e fazer missões que vão revelar mais da história do personagem — inclusive uma que dá uma boa olhada no passado do vilão e um foco em personagens de sua família, como sua esposa, Ishwari, e até mesmo seu pai.

A história é bem explorada

Uma pequena diferença é que as missões para ganhar vida extra não é de derrotar hordas de inimigos, bem, na verdade, tem sim, mas o jogador precisa fazer isso enquanto fica em uma área delimitada no pé de estátuas de ouro de Pagan Min. Tudo isso para conseguir “respeito”, que é o mesmo que o “dinheiro” da DLC do Vaas, que serve ao mesmo propósito: upar as armas e liberar novas skills para a empreitada não ser tão complicada.

Enfim, o objetivo final também segue a mesma linha de raciocínio, mas ao invés de pegar três partes de uma adaga, é preciso juntar três pedaços de uma máscara (mas a ideia é a mesma). No final, tudo deve ser levado à base principal, para o gamer enfrentar a última provação e passar ao próximo nível mental ou morrer tentando.

Morrer = começar de novo

Vale a pena?

As DLCs podem ser curtas, a do Vaas levamos 2 horas e 15 minutos para passar do 1° nível mental, mas dá para fazer mais rápido caso o jogador queira se arriscar ao ter poucos equipamentos e skills, mas também podem ser bem mais longas caso a intenção seja ficar repetindo o looping para acessar um nível mais desafiador.

Também depende do quanto a intenção é explorar os mapas para desvendar todas as partes das histórias dos vilões ou até mesmo conseguir pontos suficientes para upar personagem até o máximo possível.

Então, o tempo é relativo. Outro ponto a ser considerado é que a DLC do Pagan Min é ligeiramente mais difícil do que a do Vaas, visto que na do Vaas conseguimos terminar o primeiro nível mental fazendo várias atividades extras sem morrer. Já a do Pagan, morremos algumas vezes.

Vale a pena?

Em fevereiro, teremos o novo capítulo dessa trilogia, a DLC Collapse, estrelada por Joseph Seed. O que jogamos até agora achamos legal, pois boa parte da redação aqui curte roguelike; em contrapartida, as DLCs poderiam ter diferenças mais óbvias entre si, e não apenas a história dos vilões.

Algumas missões mais interessantes também viriam bem a calhar se fossem além do simples “derrotar uma horda de inimigos”, por mais divertido que isso possa ser em um primeiro momento, chega uma hora que se torna sempre similar e parece que se está jogando o mesmo capítulo só que com uma skin diferente.

Uma sugestão: para quem gosta muito de um desses vilões e quer experimentar o Roguelike do Far Cry, é indicado comprar a DLC do personagem favorito, pois as outras não mudam quase nada (quer dizer, vamos esperar para ver como vai ser a do Joseph, não é?).

Essa foi a nossa análise das DLCs de Far Cry 6, Insanity e Control, espero que a gente tenha ajudado. Se tiver qualquer dúvida ou quiser um vídeo mostrando mais das DLCs é só pedir nos comentários abaixo e no canal do Voxel no Youtube.