Ubisoft anuncia aumentos de salários para evitar saída de funcionários

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A Ubisoft anunciou aumentos nos salários de seus funcionários no Canadá. A informação foi revelada pelo Kotaku, que afirma que a decisão visa parar uma debandada de desenvolvedores da empresa.

Os novos salários já começam a valer a partir deste mês, começando a serem pagos no final de novembro. Além de pagamentos mais altos, os profissionais da empresa também terão acréscimo de dias de férias e mais tempo de licença parental.

Composta por times divididos em escritórios nas cidades de Montreal, Quebec, Toronto, Chicoutimi, Halifax e Winnipeg, a Ubisoft Canada é responsável por alguns dos maiores sucessos da produtora, como os blockbusters Assassin’s Creed Valhalla, Far Cry 6 e Watch Dogs: Legion.

Uma pessoa que atualmente ainda faz parte do quadro de funcionários da empresa disse ao Kotaku que "eles estão desesperadamente tentando segurar os poucos desenvolvedores experientes que ainda estão aqui".

De acordo com o site, uma fonte teria dito que o aumento salarial vai depender diretamente da posição hierárquica dos profissionais. Enquanto funcionários juniores veriam um acréscimo de 5% a 7% aos seus pagamentos mensais, o novo valor pago a empregados de nível sênior poderia ser até 20% maior do que sua remuneração atual.

Embora os aumentos sejam válidos para todos os colaboradores, essa diferença nos percentuais deve reforçar ainda mais a desigualdade no estúdio. Pelo menos é isso o que teme o grupo ABetterUbisoft, formado por atuais e ex-profissionais da empresa, que afirma que as ações tomadas não dizem respeito aos seus pedidos por um melhor ambiente de trabalho.



"Ao aumentar os salários enormemente a favor de empregados sêniores, a gerência está ampliando a separação entre trabalhadores com maiores e menores remunerações", disse o grupo em um e-mail enviado ao portal.

Um representante da Ubisoft justificou, também por e-mail, que os aumentos se dão porque "o mercado está mudando dramaticamente no Canadá", afirmando ainda que um novo ajuste salarial será feito em abril do ano que vem, conforme agenda anual da companhia. Segundo a empresa, os acréscimos salariais são apenas "a primeira de uma série de iniciativas anunciadas para oferecer uma oferta de emprego competitiva".

Fontes teriam dito que nos últimos dois anos a empresa vem perdendo vários de seus principais colaboradores. As saídas teriam sido impulsionadas não apenas pela pandemia, mas também por causa de alegações de assédio sexual, conduta imprópria e ambiente tóxico de trabalho que começaram a surgir em 2020.

Apesar de ter escritórios em vários países ao redor do mundo, não há informações sobre aumentos nas remunerações de equipes da empresa fora do Canadá.

Fontes