O Cerco de Paris traz de volta os famosos black box para AC: Valhalla

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Imagem: The Siege of Paris
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Assassin's Creed: Valhalla está de volta! Não pense que você ficará com saudades de suas incursões vikings, pois a Ubisoft lança neste mês de agosto o DLC O Cerco de Paris. Prepare-se para conhecer a cidade-luz de uma maneira que você jamais viu.

Além de apresentar um contexto diferente e único para o game, a nova atualização do jogo tem mecânicas interessantes e a possibilidade de fazer um grande cerco para evitar o crescimento do poder inimigo.

Como acessar o DLC?

Se você já se divertiu com o Wrath of the Druids, com certeza a aventura francesa estará desbloqueada; basta ir até o porto de Ravensthorpe e acessar o menu de missões.

A França estará entre seus objetivos. Selecione a primeira aventura e voilà, hora de se divertir. Diferentemente do DLC anterior, onde muitos jogadores tiveram dificuldade para acessar o arco principal da Irlanda, a Ubisoft facilitou a vida de todos.

Pano de fundo

A aventura começa quando você recebe a visita de Toka. A nórdica é sobrinha e ajudante direta de Siegfried , líder do clã Elgring. Ela chega com um belo jantar e muitos presentes para cativar a sua atenção e pedir sua ajuda.

Após incursões realizadas com êxito, na França, Siegfried percebe o crescimento de um inimigo mais forte do que todos os vistos até hoje: Carlos, o Gordo. Com medo de perder tudo o que conquistou, ele começa a recrutar aliados para uma sangrenta batalha.

Carlos conseguiu unir os reinos francos e iniciou uma marcha devastadora junto aos nórdicos, dizimando todos que encontrava pela frente. Inclusive fez uma vítima importante em toda esta história: o pai de Toka.

Ao ser informada sobre a situação, Eivor não se preocupa tanto com o ocorrido, mas ela não havia pensado em uma situação exposta por Toka. Depois de conquistar a França, Carlos atacará a Inglaterra, o que entra em rota de colisão com os interesses da viking.

Resta então unir forças com Siegfried e tentar acabar com o mal que vem pela frente, mas se prepare, pois não será tão simples. A aventura tem cerca de 15 horas, sendo 10 para o arco principal e 5 para os objetivos secundários.

Prepare-se para o pior. Como Siegfried diz, não será uma batalha contra camponeses, que mal sabem empunhar uma arma. Será uma guerra contra verdadeiros soldados. Prepare-se para se aventurar na França no nível 200; caso contrário, vai passar bons apuros.

Aterrorizante

Grande parte do que é apresentado em O Cerco de Paris é sombrio, mórbido e desgastante para o psicológico. A Paris que encontramos está devastada pela pobreza e imundice.

A Ubisoft utilizou paletas de cores escuras para mostrar da melhor forma possível a imersão existente naquela época. Você vai se deparar com carcaças de animais no meio da cidade e muitas pessoas pedindo comida pelas ruas.

A trilha sonora é aterrorizante e coloca o jogador dentro do que era encontrado na França daquela época. Junte a tudo isso um ingrediente que encontramos em A Plague Tale: Innocence, da Focus Home Interactive. Quem jogou o game deve se lembrar bem da enxurrada de ratos que tomava conta das cidades.

Os pequenos mamíferos nojentos estão em todas as partes da França. A Ubisoft tentou inserir uma mecânica parecida do encontrado em Plague Tale, mas sem sucesso. Você utiliza sua visão especial para detectar os bichos e o seu machado para espantá-los.

Seria muito mais interessante se fosse possível usar uma tocha com fogo, como ocorre no título de referência. Em Assassin's Creed: Valhalla, basta intimidar os roedores com o seu machado que eles fogem.

Para dar o ar sombrio e empobrecido, a Ubisoft novamente utilizou artifícios de luminosidade para transformar o jogo em uma bela obra de arte, mas isso não acabou chamando a atenção.

Em muitos momentos, percebemos quebra nas luzes e principalmente falta de sincronismo nelas. Pelo menos, temos que levar em consideração a otimização, que finalmente está adequada, agradando até mesmo quem joga em 4k.

Black Box

Assassin's Creed Unity está longe de ser um dos melhores games da franquia, mas, ao longo dos anos, ganhou cadeira cativa na comunidade, principalmente pelas infiltrações com segurança.

A Ubisoft novamente percebeu o desejo da comunidade e retornou com as caixas pretas em O Cerco de Paris. Para matar algum superpoderoso, será necessário investigar nas redondezas e entrar dentro do covil do inimigo sem ser notado.

O mais curioso de tudo é que a última vez que encontramos o cenário parisiense no jogo foi exatamente em Assassin's Creed Unity. Finalmente, o jogador terá a sensação de ser um verdadeiro assassino.

Revolta popular

Em paralelo ao cerco que será feito, em Paris surge Pierre, um francês aliado de Siegfried e Toka. Ele defende o interesse da população, que está cansada do reinado de Carlos, o Gordo.

Eivor terá diversas missões para serem executadas contra os legalistas. Em troca, o jogador ganha recompensas generosas. Ao longo de cada missão, Eivor também contará com a ajuda dos rebeldes, que poderão empunhar armas ou servir de apoio com arco e flecha. Você escolhe.

Vale a pena?

O Cerco de Paris apresenta muitas outras novidades, como uma dublagem bem interessante dos franceses, além de inimigos diversificados. Ainda será possível se divertir com novos armamentos, inclusive uma espada de mão única.

Outras habilidades especiais estarão presentes na vida de Eivor para deixar a aventura mais diversificada e empolgante. A Ubisoft finalmente começa a acertar "na mão" dos seus DLCS, trazendo conteúdo que agrada a comunidade. E que de certa forma dá vida longa aos seus títulos, no caso de agora, Assassins Creed: Valhalla.

O Cerco de Paris foi cedido gentilmente pela Ubisoft para a realização desta análise.

"A cidade-luz como você nunca viu!"