The Witcher: Monster Slayer impressiona ao trazer o bruxo para nosso mundo

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Jogos que usam realidade aumentada (popularmente conhecida como AR) não são novidade para a indústria. A primeira experiência que eu lembro de ter foi com o Nintendo 3DS, mas não passou de algo "legalzinho" na época. Foi então que em 2016 a tecnologia chegou à boca do povo com Pokémon GO, título lançado para plataformas mobile que usava a câmera e o GPS para transformar o jogador em um mestre dos monstrinhos de bolso.

Eu nunca fui um fã assíduo dos desenhos e dos jogos de pokémon, o que fez com que eu abandonasse o joguinho pouco depois de um mês do dia que ele chegou às plataformas. Tudo mudou quando a CD Projekt anunciou que seu novo estúdio Spokko estava trabalhando em um projeto que levaria o universo de The Witcher para a nossa realidade, chamado The Witcher: Monster Slayer. Depois de pouco mais de uma semana jogando e tendo a oportunidade de conversar com um porta-voz da empresa, posso garantir que vai demorar um tempo até eu parar de jogá-lo.

Familiar, mas não muito

Em alguns aspectos, ele lembra Pokémon GO: um personagem levemente modificável em um plano do Google Maps com os indicativos de ruas e os inimigos aparecendo na tela, sendo necessário se aproximar fisicamente para enfrentá-los. Essas semelhanças param aí.

Os visuais têm um aspecto premium, com a maioria dos modelos de inimigos sendo os mesmos de The Witcher 3: Wild Hunt e outros criados especificamente para o título. Alguns são grandes, outros pequenos, mas todos têm uma boa quantidade de detalhes que ficam ainda mais evidentes durante as batalhas.

Os detalhes são visíveis também na movimentação do nosso protagonista, que é um bruxo assim como Geralt, Vesemir e Eskel. Caso o player esteja em alta velocidade, como dentro de um carro, o personagem irá subir em seu cavalo para se igualar à velocidade do veículo. Pode ser algo pequeno, mas agrega bastante no pacote geral.

Se garante na espada e na magia?

O brilho do jogo está na preparação e nos combates. Assim como no terceiro game para consoles da franquia, há uma variedade bem grande de inimigos, como Draconídeos, Espectros e Necrófagos. Por conta das gritantes diferenças entre esses grupos, é necessário tomar cuidado e usar o equipamento certo para que os combates não se tornem um incômodo.

Antes de cada confronto, é preciso escolher sua espada, óleos, poções e bombas. Os inimigos têm fraquezas que são especificadas acima da personalização, então é importante prestar atenção nisso e escolher principalmente as poções e os óleos certos. Para quem tem poucas preocupações, há uma opção de preenchimento automático adequando os itens para cada adversário, mas isso terá um certo custo caso não os tenha no inventário.

O combate é simples, mas tem certas “camadas”. Arrastar o dedo lentamente dá um ataque forte enquanto movimentar sem parar realiza ataques rápidos, apertar e segurar a tela defende os ataques do inimigo, diminuindo o dano recebido, e é possível usar sinais como "Igni", que joga fogo no adversário.

Mesmo que pareça muita coisa, não é difícil administrar tudo para que o combate seja efetivo. Ainda assim, é necessário atenção para evitar desperdícios, já que os itens levados são perdidos caso morra em batalha, com exceção da espada.

E não para por aí!

O jogo ainda traz diversas outras coisas interessantes, como um modo história com várias missões que se passam muito tempo antes das histórias de nosso querido Geralt de Rivia, mas conta com personagens conhecidos pelos fãs (que não serão comentados para não estragar a experiência).

Assim como em Wild Hunt, há uma árvore de atualizações que melhoram diversos aspectos do personagem, como o dano físico, mágico e na alquimia, já que é possível criar bombas, poções e óleos com os loots obtidos.

Como não poderia ser diferente, o título conta com microtransações, disponibilizando a compra de moedas para aquisição de novas espadas, armaduras e consumíveis. O jogador pode conseguir esse dinheiro durante a aventura, mas como é normal gastar bastante para se preparar para os combates, ter uma quantidade mínima guardada é interessante se você pretende jogar muito, principalmente considerando que o preço não é tão elevado.

Ok, mas e a pandemia?

Lançar um jogo que exige do jogador uma locomoção externa em pleno ano de 2021 não é de bom-tom, mas em conversa com o produtor executivo da Spokko, Mateusz Janczewski, a situação ficou mais clara.

Além de muitos países estarem numa situação melhor que a do Brasil em relação à vacina, a ideia que os desenvolvedores tiveram foi de que não é necessário interagir com as outras pessoas, além de que o jogo constantemente avisa o jogador para se afastar de aglomerações.

Sendo assim, é possível jogar The Witcher: Monster Slayer de forma relativamente segura, mas nós do Voxel recomendamos a vocês que evitem sair de casa por motivos desnecessários, mesmo após tomar a primeira dose da vacina.

The Witcher: Monster Slayer está disponível de forma gratuita para aparelhos móveis com sistema Android e iOS.

The Witcher: Monster Slayer impressiona ao trazer o bruxo para nosso mundo