Skull & Bones segue vivo por aporte de US$ 120 mi e acordo com Singapura

2 min de leitura
Imagem de: Skull & Bones segue vivo por aporte de US$ 120 mi e acordo com Singapura
Imagem: Ubisoft
Avatar do autor

Equipe TecMundo

via nexperts

Quem acompanha o desenvolvimento de Skull & Bones já deve estar um pouco descrente no fato de que ele enfim seja lançado algum dia. Entretanto, uma matéria publicada recentemente pelo site Kotaku revelou que, de alguma forma, ele terá que ser lançado não importa o que aconteça.

A matéria em questão toca no assunto de diversos problemas que ocorreram ao longo de anos de desenvolvimento, incluindo nessa relação a falta de um direcionamento para o time no início do projeto e uma cultura tóxica entre o time de produção. Entretanto, o fato de o game já ter alcançado um investimento de US$ 120 milhões e um acordo com o governo de Singapura fazem com que o projeto continue em andamento.

Para se ter uma ideia, o valor injetado no título o aproxima dos cerca de US$ 137 milhões que foram gastos pela Rockstar no desenvolvimento de GTA V. Na lista dos games mais caros da história, Skull & Bones entraria por volta da 6ª colocação, acima de nomes como Max Payne 3 (US$ 105 milhões) e Battlefield 4 (US$ 100 milhões).

O Kotaku também ressalta que o acordo com o governo de Singapura envolveu a contratação de talentos locais em troca de subsídios, bem como o comprometimento em lançar uma propriedade intelectual inédita nos próximos anos.

Projeto conturbado

De acordo com as fontes do veículo, o desenvolvimento caótico também envolvia as constantes mudanças e instabilidade na Ubisoft Paris. “Toda vez que recebíamos feedback de Paris, eles simplesmente piravam e mudavam tudo e, em seguida, mudavam as pessoas que trabalhavam nisso. E isso acontecia várias vezes”, afirmou um ex-desenvolvedor da empresa europeia.

As diferenças criativas e a má-gestão faziam com que os envolvidos tivessem muita dificuldade para ajustar o escopo. A estrutura da progressão dos personagens e a escolha de um mundo aberto ou espaços menores mais lineares eram questões que foram debatidas e tiveram seus consensos mudados várias vezes, por exemplo.

Uma das pessoas que conversou com o Kotaku disse que se fosse em qualquer outro lugar a não ser a Ubisoft, Skull & Bones já teria sido cancelado. “Desde o início, este projeto sempre foi movido pelo medo”, revelou um desenvolvedor que está atualmente na Ubisoft.

Foram vários os depoimentos obtidos pela reportagem e alguns deles bastante pessimistas. “Ninguém sabia o que diabos eles estavam fazendo”, disse uma fonte, enquanto possivelmente uma outra afirmou que “se Skull & Bones estivesse em uma empresa concorrente, ele já teria morrido 10 vezes”.

Apesar das idas e vindas, o projeto não parou. Em 2015, cerca de 100 pessoas trabalhavam no título, enquanto em 2019 esse número chegou a 400.

Para aqueles que se perguntam em que pé está a produção do game, a Ubisoft revelou que o game já passou pela fase Alpha de desenvolvimento e, se tudo correr de acordo com o planejado, deve chegar às lojas em algum momento antes de março de 2023.

Fontes

Skull & Bones segue vivo por aporte de US$ 120 mi e acordo com Singapura