Driver: do pior ao melhor, segundo a crítica

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A maioria das vezes que nós pensamos em séries de corrida no mundo dos games, vêm à cabeça Need For Speed, Forza, Gran Turismo e assim vai. Mas uma que tem ganhado um status cult bem grande nos últimos anos e ganhado espaço entre essas, mesmo sem lançar jogos recentes, é a que vamos falar hoje.

Preso dentro do carro ou não, o importante é acabar com os criminosos com velocidade e estilo. Vocês pediram, votaram e aqui está o do Pior ao Melhor da franquia Driver. Aqui estão nossos critérios, prestem bastante atenção:

  • As notas apresentadas são baseadas no agregador de notas Metacritic. Se o título foi lançado para mais de uma plataforma inicialmente, pegaremos as notas de cada uma das versões e faremos uma média aritmética.
  • Nós consideramos quase todos os games da franquia, com exceção de Driver: Speedboat Paradise.
  • Nós não consideramos versões de consoles portáteis, mas consideramos os jogos exclusivos dessas plataformas.

7) Driver: Renegade (2011) - 48 (3DS)

Começamos com o game mais recente da lista. Lançado em 2011, Driver: Renegade, acompanha o protagonista John Tanner abandonando a polícia de Nova Iorque e salvando o senador Andrew Ballard, que promete ajudar Tanner a acabar com os crimes da cidade, custe o que custar.

No total, o exclusivo de 3DS traz 80 missões e 50 carros que podem ser tunados na garagem, 7 Challenge Modes, com Time Attack e Road War entre eles, e suporte ao StreetPass junto de outras conexões onlines pode meio do Nintendo Wi-Fi Connection.

Mesmo tendo mecânicas de direção bem robustas, há pouca variedade nas missões, a atuação e os diálogos são horríveis, a cidade é vazia, os gráficos bem fracos e é muito fácil quebrar o jogo, forçando o player a recomeçar a missão. Sua nota é 48.

6) Driver 3 (2004) - 51 (Xbox, PS2, PC, Game Boy Advance, Mobile)

Driver 3, lançado em 2004, ficou em sexto lugar na nossa lista. Na história, o agente secreto do FBI, John Tanner, está investigando um contrabando de carro e tem como tarefa identificar os líderes do esquema e descobrir para quem eles estavam planejando vender os veículos.

O game se passa em três locais diferentes, que são Miami, nos Estados Unidos, Nice, na França, e Istambul, na Turquia. No modo “Undercover” que é a história, o player pode não só dirigir seu carro pelas cidades mas também sair deles e até trocar tiros, com uma câmera em terceira pessoa. Além desse modo, há também o “Take a Ride”, que permite o jogador explorar livremente os mapas, e “Driving Games”, que é composto por desafios. Além do tiroteio, outras coisas introduzidas no jogo foram barcos, barra de vida, motos e a possibilidade de nadar.

Enquanto alguns analistas elogiaram os gráficos, as batidas de carros e as localidades, outros criticaram os controles desajeitados, as animações pouco responsivas e duras, os glitches, diversas partes frustrantes e a repetitividade das missões, o que trouxe uma sensação de produto inacabado. Sua nota é 51.

5) Driver 76 (2007) - 57 (PlayStation Portable)

Driver 76, lançado em 2007, foi o primeiro jogo da série a chegar exclusivamente aos consoles portáteis. A história é um prequel para Parallel Lines, se passando em 1976, na cidade de Nova Iorque, e acompanha Ray e seu parceiro Slink que se envolvem em diversos problemas de gangue relacionados ao pai do interesse romântico de Ray.

As missões são estruturadas em perseguições e fugas com veículos aliado a tiroteios, assim como em Parallel Lines. No total, as 26 missões principais são divididas em 6 capítulos e elas vão ficando cada vez mais complicadas, mas rendem boas recompensas como dinheiro, carros e armas.

Mesmo que a trilha sonora baseada em funks dos anos 70 e a história inteiramente apresentada em quadrinhos sejam pontos bem positivos, a história curta e previsível, as perseguições sem graça com a polícia, os tempos de carregamento aleatórios, as ruas vazias e a falta de coisas para se fazer são bem negativas. Sua nota é 57.

4) Driver 2: Back on the Streets (2000) - 62 (PS1, Game Boy Advance)

Driver 2: Back on the Streets, ou Driver 2: The Wheelman Is Back, lançado em 2000, acabou ficando em quarto lugar. A história acompanha John Tanner e Tobias Jones que são designados a investigar a ligação de Pink Lenny com as gangues de Chicago após se envolver com um crime que deixou morto um homem que trabalhava para Alvaro Vasquez, o líder de uma organização criminosa brasileira.

O game introduziu a exploração a pé e a possibilidade de assumir outros veículos para dirigir, além de trazer uma abordagem mais realista na jogabilidade. Ele contém uma variedade bem grande de carros, que é baseada em veículos reais como da Chevrolet, Ford e GMC e se passa em 4 cidades bem diferentes entre si: Chicago, Havana, Las Vegas, e Rio de Janeiro.

Os analistas ficaram bem divididos, alguns amando o título e outros nem tanto. Enquanto alguns acharam que ele melhorava tudo o que o anterior tinha apresentado, outros achavam que ele tinha menos brilho que o primeiro jogo da série, sendo taxado como uma das maiores decepções do ano 2000. Sua nota é 62.

3) Driver: Parallel Lines (2006) - 64,5 (Xbox, PS2, PC, Wii)

Driver: Parallel Lines, lançado em 2006, ficou com a medalha de bronze da nossa lista. O jogo se passa em Nova Iorque, entre 1978 e 2006, acompanhando o piloto TK que está em busca de vingança de uma gangue com a qual trabalhou durante sua juventude após eles o incriminarem pela morte de um grande traficante.

Seu mapa é um mundo aberto bem grande, ele foca mais nas partes de corrida, traz diversas novidades como mira automático, sistema de dinheiro, carros totalmente modificáveis, ambientes destrutíveis e, para fechar, os visuais são completamente diferentes em relação à época em que se passam.

Os analistas gostaram do frame rate estável, do grande número de missões secundárias e da boa trilha sonora na parte de 1978, mas criticaram a história rasa, a gameplay no máximo decente e todas as cópias que fizeram da franquia GTA. Sua nota é 64,5.

2) Driver: San Francisco (2011) - 75,75 (Xbox 360, PS3, PC, Wii)

Em segundo lugar, empatado no quesito mais recente da lista, temos um dos queridinhos dos fãs. Driver: San Francisco, lançado em 2011, acompanha John Tanner que está em um coma após uma perseguição atrás de seu nêmesis Charles Jericho. Agora, o detetive deve montar um plano no seu mundo dos sonhos que acontecerá no mundo real.

Uma nova mecânica chamada Shift foi introduzida, que permite com que Tanner teleporte de um carro para o outro sem atrapalhar a missão. Outra coisa bem interessante é que a mecânica de sair do carro, introduzida no segundo jogo da série, foi completamente removida, voltando às origens da série. O jogo conta com um multiplayer online e local com 19 modos diferentes, incluindo sprint GT, tags e trailblazer. Em 2016, o game foi retirado de todas as lojas online, sendo assim não é mais possível adquiri-lo.

Os analistas elogiaram a mecânica de Shift, que deixa a gameplay mais rápida e divertida, o mundo aberto gigantesco, a quantidade enorme de conteúdo e os modos online divertidos, mas criticaram a história ridícula, os problemas de frame rate no split screen e a repetitividades das missões perto do fim da história. Sua nota é 75,75.

1) Driver (1999) - 87 (PS1, PC)

E em primeiríssimo lugar, o primeiro jogo da franquia. Driver, lançado em 1999, acompanha o policial disfarçado John Tanner, que se infiltrou no mundo das ilegalidades para investigar operações criminosas e acaba descobrindo um plano para matar o presidente dos Estados Unidos.

O título se passa totalmente dentro de veículos e teve como inspiração filmes de perseguição de carros, sendo o foco da gameplay. Quatro cidades diferentes estão presentes, que são Miami, San Francisco, Los Angeles e Nova Iorque. Também há Newcastle Upon Tyne, uma cidade bônus desbloqueável que não tem nenhuma missão disponível e contando com uma área bem pequena. Todas elas dão liberdade para o jogador explorar como quiser.

O jogo foi um completo sucesso em relação à mídia especializada. Os analistas elogiaram ele pela gameplay profunda e divertida, pelo equilíbrio entre ação e realismo e pelo seu conceito tipicamente hollywoodiano. Ficando com 87 de nota, ele leva a medalha de ouro para casa. Dirija com segurança.