Contra: do pior ao melhor, segundo a crítica

12 min de leitura
Imagem de: Contra: do pior ao melhor, segundo a crítica

Algumas experiências mudam as nossas vidas para sempre e nos transformam. Pode ser um acidente, um relacionamento fracassado, uma graduação, ou até um jogo de videogame que te faz aprender o real significado das palavras “frustração” e “raiva”.

A franquia de hoje definitivamente separa crianças de adultos, disso não há como ter dúvida. Vocês pediram, votaram e aqui está o do Pior ao Melhor da franquia Contra. Aqui estão nossos critérios, prestem bastante atenção:

  • As notas apresentadas são baseadas nos agregadores de notas Metacritic e GameRankings. Se o título foi lançado para mais de uma plataforma inicialmente, pegaremos as notas de cada uma das versões e faremos uma média aritmética.
  • Não encontramos alguns títulos da franquia nos sites citados, então buscamos avaliações de grandes veículos de midia gringos e fizemos uma média aritimética com as notas.

13) C: The Contra Adventure (1998) - 39,1 (PS1)

Lançado em 1998, C: The Contra Adventure ficou em último lugar. Esse foi o segundo jogo da série produzido pela Appaloosa Interactive em parceria com a Konami of America. Sua história se passa após os eventos de Contra: Legacy of War, com um meteoro premiado com uma infestação de aliens colidindo com a Terra. Com isso, Ray Poward vai sair da aposentadoria para neutralizar esses invasores malditos.

O jogo possui diversas perspectivas que vão mudando de acordo com os níveis, como 2D Side-scrolling e 3D em terceira pessoa. Ele mantém tudo introduzido no game anterior e possui 3 níveis de dificuldade, sendo que o jogo acaba no nível Pyramid 1 se o jogador estiver no fácil.

Dá pra dizer facilmente que o game foi uma catástrofe, tanto que nunca foi lançado na terra natal da empresa, o Japão. Além de ter uma direção de arte, trilha sonora e gráficos horrorosos, a mistura de perspectivas mais atrapalha do que ajuda. Muitos nem conseguiram entender o motivo desse jogo levar o nome da franquia Contra (além da parte do dinheiro, claro). Sua nota é 39,1.

12) Contra: Rogue Corps (2019) - 49,3 (Xbox One, PS4, Nintendo Switch)

Em penúltimo lugar, temos o mais recente da lista. Contra: Rogue Corps foi lançado em 2019 e se passa dois anos após os eventos de Contra III: The Alien Wars, com a Damned City em um estado pós-apocalíptico abrigando demônios bizarros que atacam tudo o que está vivo.

Assim como em Neo Contra, sua visão é top down isométrico com gráficos 3D. Com um foco no PvE, ou seja, Jogadores contra NPCs, ele possui um modo história single player e modos cooperativos online e local, esse último para até quatro jogadores.

O jogo foi um vacilo gigantesco e recebeu críticas por conta de seus controles, gráficos, estruturas de missões e conteúdos de Season Pass, ao mesmo tempo que recebeu alguns elogios por seu sistema complexo de upgrade e customização. Sua nota é 49,3.

11) Contra Force (1992) - 60 (NES)

Em décimo primeiro lugar ficou Contra Force, lançado em 1992. O jogo, que é um spinoff da série, não conta com alienígenas como vilões, mas sim humanos terroristas que ameaçam a vida dos habitantes de Neocity.

Ele conta com 4 personagens diferentes e 5 níveis, sendo 3 jogados no estilo side-scrolling e 2 em uma visão overhead. Os controles e a jogabilidade são bem similares aos dos outros games da série, com algumas pequenas diferenças como nos power-ups.

O jogo não é ruim, mas também não é exatamente bom. Ele tem uma pegada estratégica interessante, mas sofre com slowdowns e flickers. Além disso, ele foi lançado para o NES e, no mesmo ano, Contra III chegou ao Super Nintendo, o que acabou influenciando negativamente na sua nota, que ficou em 60.

11) Contra: Legacy of War (1996) - 60 (PS1, Sega Saturn)

E também em décimo primeiro lugar, temos Contra: Legacy of War, lançado em 1996. Esse foi o primeiro de dois jogos produzidos pela Appaloosa Interactive em parceria com a Konami of America. O jogo acompanha Ray Poward, Tasha, CD-288 e Bubba que devem acabar com o Coronel Bassad, um ditador de um pequeno país que se juntou à uma entidade alien para dominar o mundo.

Ele foi o primeiro game da série a trazer uma gameplay totalmente 3D com visão isométrica. Excluindo o tipo de arma que eles carregam e a velocidade de movimentação, os 4 personagens têm a mesma exata jogabilidade. Outra novidade é que o progresso dos jogadores podia ser salvo usando um memory card.

Mesmo que ele tenha aquele tiroteio frenético típico da franquia e tenha bons gráficos, uma boa quantidade de armas, inimigos e territórios, ele tem pulos imprecisos, slowdowns, uma quantidade frustrantemente grande de inimigos na tela, o que não ajudou nem um pouco na sua avaliação. Sua nota é 60.

10) Neo Contra (2004) - 65 (PS2)

Lançado em 2004, Neo Contra se passa no ano de 4444 e é uma continuação direta de Contra: Shattered Soldier. A Terra se tornou uma prisão planetária para criminosos e políticos rebeldes. Das margens da sociedade, surge uma ordem chamada Neo Contra, que deverá ser parada por Bill Rizer e seu parceiro samurai Genbei Yagyu.

Mesmo sendo 3D, raramente o jogador precisará mirar nas 3 dimensões, as fases têm diferentes ângulos de câmera, o jogador não pode pular, foram adicionados o dash e o spin e há 7 stages no total.

O jogo foi elogiado pela sua gameplay, pela ação simultânea de dois jogadores e alguns chefões, mas não há muito conteúdo, as armas têm péssimo balanceamento e há slowdowns pesados, principalmente no modo de dois jogadores. Sua nota é 65.

9) Super Contra (1988) - 75 (Arcade, NES, PC)

Super Contra, lançado em 1988, é o segundo jogo da franquia a chegar ao mercado. Um ano depois da batalha com a organização Red Falcon, Bill e Lance são mandados para uma missão em que devem recuperar uma base militar tomada por alienígenas, que inclusive estão controlando a mente daqueles que residiam no local.

Super Contra pode ser jogado por um ou dois players simultaneamente e mantém a estrutura do seu antecessor. Ele possui algumas mudanças e novidades, como a possibilidade de controlar a altura dos pulos, upgrades nas armas e fases com a perspectiva overhead.

No arcade, as versões americanas e japonesas possuem uma pequena diferença: enquanto a ocidental finaliza após o fim da última fase, a japonesa volta do começo depois dos créditos finais. Nesse segundo loop, os pontos, armas e vidas continuam e a dificuldade é colocada na mais difícil automaticamente.

A crítica avaliou que ele conseguiu melhorar alguns pontos de seu antecessor e trazer uma ótima experiência para jogadores hardcores. O problema é que ele não traz grandes novidades em relação à Contra, o que fez com que ele ficasse com 75 de nota.

8) Hard Corps: Uprising (2011) - 75,5 (Xbox 360, PS3)

Em oitavo lugar, temos Hard Corps: Uprising, lançado em 2011. Mesmo sem possuir o nome da série, ele é tanto um spin-off de Contra: Hard Corps quanto um prequel para o Contra original, lançado em 1987. O jogo acompanha um grupo de elite que deve executar um plano desesperado para salvar todo o mundo.

Ele conta com dois modos de jogo, que são o Rising e o Arcade. O primeiro possui diversos pontos que podem ser coletados para comprar upgrades e customizações tanto para as armas e roupas quanto para as habilidades dos personagens. Já o segundo é mais difícil e não possui lojinhas para comprar melhorias. Diversos movimentos, como o um dash no meio do ar, foram adicionados e o jogador pode carregar duas armas diferentes e trocar entre elas, assim como em Contra III.

O game foi elogiado pela sua jogabilidade ótima, seu level design criativo, seus chefões divertidos e pelo fato de usar só uma tela para jogar o modo coop. Já as críticas ficaram para a curva de dificuldade absurda e a quantidade limitada de checkpoints, que acaba trazendo muita repetitividade ao game. Sua nota é 75,5.

7) Contra ReBirth (2009) - 76 (Nintendo Wii)

Contra ReBirth foi lançado em 2009 para o Wii por meio do WiiWare, que era tipo um Xbox Live Arcade. No game, Bill Rizer e Genbei Yagyu têm que viajar no tempo para impedir vilões que fizeram o mesmo com objetivos malignos de dominação mundial.

O game volta às raízes, com visuais baseados em sprites e jogabilidade 2D side-scrolling. Ele aceita até dois jogadores simultaneamente, traz o sistema de duas armas de Contra III mas não traz o clássico lança-chamas. Se o player escolher jogar no fácil, não poderá enfrentar o chefão final e nem ver o final verdadeiro do título.

Ele acabou não sendo um grande jogo, principalmente pelo seu método de comercialização, mas agradou a maioria dos jogadores old school que tinham jogado os primeiros games da franquia. Sua nota é 76.

6) Contra: Shattered Soldier (2002) - 78 (PS2)

Contra: Shattered Soldier, lançado em 2002, é uma sequência de Contra: Hard Corps, que tinha chegado no mercado 8 anos antes, e Bill Rizer e sua nova parceira Lucia, também conhecida como Bionoid LCR, devem acabar com com uma nova ameaça: o grupo terrorista Blood Falcon.

O jogo segue a jogabilidade clássica da série, que estava em vigor, se assim posso dizer, até o lançamento de Contra: Legacy of War. Ele é quase totalmente 2D side-scrolling com gráficos totalmente poligonais, seus controles são parecidos com os de Contra III, os power-ups foram substituídos por 3 armas permanentes e ele possui diversos finais.

O game agradou muito por voltar às origens da franquia, trazendo uma boa jogabilidade e um ótimo fator replay, mas ele peca pela curtíssima duração de menos de 5 horas e pelo design antiquado. Sua nota é 78.

5) Operation C (1991) - 80 (Game Boy)

Operation C, lançado em 1991, foi o primeiro jogo da franquia a chegar aos consoles portáteis. Nele, acompanhamos Bill Rizer na tarefa de neutralizar forças inimigas que estão escondendo células aliens em sua base.

O jogo é bem parecido com seu antecessor, Super Contra, contando com 5 fases, sendo 3 com a perspectiva side-scrolling e 2 overhead. Ele foi o primeiro jogo da série a ter como padrão o auto-fire, o que ocasionou na exclusão do power-up Machine Gun. Além dele, o Laser Rifle também foi removido, mas um novo, chamado Homing Gun, foi adicionado.

O game foi muito elogiado por sua gameplay, controles, inimigos, armas e música, mas o fato dele ser muito parecido com Super Contra e não ter uma opção multiplayer desagradou os críticos. Sua nota é 80.

4) Contra 4 (2007) - 83 (Nintendo DS)

De um game portátil para outro. Contra 4, lançado em 2007, é uma sequência direta dos jogos da série lançados para o NES e o Super Nintendo, a história acompanha uma nova entidade alienígena, chamada Black Viper, atacando o planeta Terra, o que faz com que a Federação Terrestre mande seus 4 melhores soldados da Contra Force para acabar com essa ameaça.

O game tem uma jogabilidade bem similar a dos primeiros jogos da série, tanto que ignora mecânicas introduzidas em jogos mais recentes, como Shattered Soldier e Neo Contra. Ele possui um modo Arcade, que é o principal, e o Challenge, que é liberado após a conclusão do Arcade em qualquer dificuldade. Assim como em Super Contra, é possível pegar o mesmo poder duas vezes, o que libera uma versão melhorada daquela arma.

Os analistas gostaram do level design desafiador e viciante, das batalhas com chefões incríveis, a grande quantidade de extras e da mistura de nostalgia com conteúdo novo, mas criticaram a curta duração, a falta de um multiplayer e a dificuldade frustrante em alguns momentos. Sua nota é 83.

3) Contra III: The Alien Wars (1992) - 83,6 (SNES, Game Boy)

Em terceiro lugar, temos o jogo mais conhecido da franquia. Contra III: The Alien Wars, lançado em 1992, acompanha Bill Rizer e Lance Bean que têm como objetivo derrotar os alienígenas que invadiram o planeta e começaram uma guerra contra a espécie humana.

Assim como em outros jogos já citados, seus níveis são divididos nas perspectivas side-scrolling, que está presente em 4 fases, e overhead, que está em 2 fases. Além de andar e atirar em tudo o que se move, o jogador pode pegar power-ups que vão desde armas novas a escudos de proteção temporários. No final de cada fase, um chefão deverá ser derrotado para progredir na aventura.

Os analistas elogiaram seus gráficos, o uso do Mode 7, a trilha sonora, as armas, o design sonoro e o nível de dificuldade, mas alguns analistas discordaram desse último, dizendo que ele se tornava extremamente frustrante em alguns momentos, dando vontade de desistir. Mesmo assim, o game chegou no nosso pódio e ficou com 83,6 de nota.

2) Contra: Hard Corps (1994) - 87,5 (Sega Mega Drive)

Em segundo lugar, temos Contra: Hard Corps, lançado em 1994. A história se passa em 2641, com um hacker se infiltrando no sistema de segurança da cidade e reprogramando robôs para trazer caos à cidade. Com isso, um grupo chamado Hard Corps, formado por Ray Poward, Sheena Etranzi, Brad Fang e Browny, são designados para cuidar dessa situação.

Entre as diversas novidades que Hard Corps trás, temos a exclusão dos níveis em perspectiva overhead, a possibilidade de escolher entre os personagens disponíveis, cutscenes que contam a história, a habilidade de deslizar, a possibilidade de carregar até quatro armas diferentes e diferentes caminhos que são feitos de acordo com as decisões tomadas durante momentos importantes da trama.

O jogo foi muito elogiado por seus lindos gráficos, seus protagonistas, sua ação intensa e seus efeitos visuais lindos. A única coisa criticada foi sua dificuldade extremamente frustrante, mas isso já era esperado. Sua nota é 87,5.

1) Contra (1987) - 90 (Arcade, NES, PC)

E chegamos ao primeiro lugar com o primeiro jogo da série. Contra, lançado em 1987, se passa no futuro, mais especificamente em 2633, época que uma organização maligna, chamada Red Falcon, planeja destruir toda a humanidade. Por conta disso, Bill Rizer e Lance Bean são designados para a base deles para destruir tudo.

O jogo contém 3 perspectivas: side-scrolling, um pseudo-3D e um com visão lateral mas com o background fixo. O game inteiro pode ser jogado em dois players, cada um controlando um dos 2 protagonistas. A arma padrão é um rifle, mas é possível pegar outras através de power-ups. Como as fases são cheias de adversários, a dificuldade fica por conta de desviar dos ataques dos inimigos, já que qualquer contato com seus tiros ou mesmo com eles fazem o player perder uma vida.

Os críticos ficaram impressionados com a qualidade do game, elogiando sua jogabilidade totalmente focada em ação frenética que conquistou diversos corações e fichas. O jogo foi um sucesso tão grande que a Konami não esperou para lançar sua sequência, Super Contra, que chegou ao mercado no ano seguinte. Se não fosse por sua dificuldade extremamente desafiadora, sua nota poderia ser maior, mas 90 não é de se reclamar.

Contra: do pior ao melhor, segundo a crítica