Borderlands: do pior ao melhor, segundo a crítica

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Correr, atirar e lootear. Hoje, inúmeros games multiplayer têm esse formato, pela diversão gerada ao metralhar tudo no caminho e fazer aquela bela politicagem na hora de dividir os prêmios. A série que vamos listar hoje foi a que começou com isso.

Juntar três amigos para acabar com os adversários e rir sem parar? Gostamos e queremos! Vocês pediram, votaram, e aqui está o “Do Pior ao Melhor” da franquia Borderlands. As notas apresentadas são baseadas no agregador de notas Metacritic. Se o título foi lançado para mais de uma plataforma inicialmente, pegamos as notas de cada uma das versões e fizemos uma média aritmética.

5. Borderlands: The Pre-Sequel (2014): 75,3 (PS3, PS4, Xbox 360, Xbox One, PC)

Em último lugar, ficou o game que deixa bem claro onde sua história se encaixa na cronologia. Lançado em 2014, Borderlands: The Pre-Sequel se passa entre o primeiro e o segundo jogos da série e acompanha um grupo de Vault Hunters que está em busca de um cofre localizado em Elpis, uma lua do caótico planeta Pandora. Sabe quem mandou a oferta para eles? Um jovem programador da Hyperion chamado Jack. É isso aí: o mesmo Jack que se transforma em Handsome Jack, o grande vilão do segundo game.

Assim como em quase todos os outros títulos da franquia, o jogador tem a opção de escolher entre os quatro personagens disponíveis, cada um com classe e habilidades diferentes: Athena "the Gladiator", Nisha "the Lawbringer", Claptrap "the Fragtrap" e Wilhelm "the Enforcer". Outros dois personagens foram adicionados via DLC: Jack "the Doppelganger" e Aurelia "the Baroness".

Grande parte da gameplay do título é parecida com a de seu antecessor, mas com adicionais como armas de laser, itens que geram efeitos criogênicos, ambientes de baixa gravidade, kits de oxigênio por conta da exploração externa no local, uma nova máquina moedora que combina armas para gerar uma mais forte e dois novos tipos de veículos.

Analistas elogiaram o combate e a exploração em baixa gravidade, a beleza dos ambientes, as novas opções de armamentos e os novos personagens jogáveis, incluindo o Claptrap, mas criticaram algumas missões extremamente tediosas, a história que fracassa em alguns momentos, a repetição de áreas e o final decepcionante. Sua nota é 75,3.

4. Borderlands (2009): 82,6 (PS3, Xbox 360, PC)

Lançado em 2009, Borderlands acompanha um grupo de quatro Vault Hunters — os caçadores de recompensas daquela área da galáxia — que estão atrás do cofre, uma lenda que muitos dizem conter tecnologia alien e diversas riquezas de valor inestimável. Juntos, eles exploram a selvagem e caótica Pandora, lotada de animais agressivos e humanos hostis, para conseguir dicas da localização desse tesouro.

O título trouxe o conceito de atirar e saquear, mais conhecido pelo termo em inglês "looter shooter", já que basicamente todos os inimigos dropam alguma coisa, como dinheiro e armas, e o ambiente está cheio de itens para serem coletados. Além de completar as missões principais, o jogador deve cumprir missões secundárias para subir de nível e descobrir mais sobre a trama. O game pode ter até quatro jogadores de forma online ou em LAN, gerando de volta aquela vibe de juntar os amigos em uma casa, cada um com seu computador, para passar a noite jogando e rindo.

Os quatro protagonistas disponíveis para o player escolher são Mordecai “the Hunter”, Lilith “the Siren”, Roland “the Soldier” e Bick “the Berserker”. Todos eles, com destaque para Lilith, acabam se tornando figuras importantes nos títulos seguintes da série. O game recebeu quatro DLCs, mas nenhuma adicionou personagens jogáveis.

Ele foi elogiado pela gameplay satisfatória de tiro desenfreado, pela quantidade de armas e itens, pelos personagens únicos e divertidos, pelo estilo artístico diferenciado e pelo ótimo sistema de recompensas, mas criticado em virtude de problemas de conexão no lançamento, modo solo lento, clímax nem um pouco satisfatório e sistema de compartilhamento de loot sem graça. Ele levou para casa a nota 82,6.

3. Borderlands 3 (2019): 83 (PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series, PC)

Borderlands 3 foi lançado em 2019 e se passa 7 anos após o fim do segundo game da série. Com a descoberta de que Pandora tem diversos cofres e a ausência de Jack, os gêmeos Calypso, líderes do grupo Children of the Vault, surgiram para ir atrás do Grande Cofre. Lilith, personagem jogável do primeiro game, cria uma resistência para parar esses malfeitores e recruta novos Vault Hunters.

Os novos Vault Hunter são Flak “the Beastmaster”, Moze “the Gunner”, Amara “the Siren” e Zane “the Operative”. Um fato interessante é que, excluindo o Pre-Sequel, há uma personagem Siren em cada um dos games, sendo a única classe que se repete. O jogo ainda está recebendo DLCs, mas até o presente momento nenhum novo Vault Hunter foi adicionado por esses pacotes.

Entre as novidades na gameplay há a introdução das armas com radiação em troca da remoção das armas com slag, uma quantidade bem grande de armamentos (já que eles são gerados de forma procedural), adição de covers e de slides em corridas, um hub entre as missões chamado Sanctuary III e integração com a Twitch.

Para os analistas, a história funciona como um final satisfatório para a franquia; o jogo encoraja diferentes estilos de gameplay, por conta dos adversários e ambientes únicos; os quatro novos personagens têm muitas opções de customização em suas árvores de habilidades; e nota-se maior importância à marca das armas, necessitando de uma montagem estratégica do arsenal. Ao mesmo tempo, alguns chefões são esponjas de balas, o que tira parte da diversão do combate, e os Calypsos são bem fracos considerando que são os vilões principais. Inclusive, um dos críticos disse que esse é o melhor e o pior game da série. Sua nota é 83.

2. Tales from the Borderlands (2014): 86,3 (PS3, PS4, Xbox 360, Xbox One, PC)

Tales from the Borderlands, lançado em 2014, foi desenvolvido pela Telltale Games, é dividido em cinco episódios e acompanha os personagens Rhys, um empregado da Hyperion, e Fiona, uma vigarista barra-pesada, que devem trabalhar juntos para encontrar um cofre no planeta Pandora. Como se a relação dos dois já não fosse complicada o suficiente, dentro da cabeça de Rhys há uma versão IA de Handsome Jack, que parece querer ajudar, mas se não pode ter muita certeza disso.

A gameplay é bem parecida com o de outros títulos da empresa, com o jogador tendo que explorar os ambientes para resolver puzzles e tomando decisões que afetam tanto a relação dos personagens quanto o desenvolvimento da trama. Em diversos momentos a história separa os dois protagonistas, e o player deve acompanhar a perspectiva de cada um.

Enquanto Rhys tem um olho cibernético capaz de escanear itens e ambientes, Fiona usa uma pistola que pode causar dano elemental. Há um sistema de loot, assim como nos outros jogos, em que é possível coletar dinheiro e gastá-lo em determinados contextos. Além das árvores de diálogos, há alguns quick time events que devem ser realizados corretamente para progredir na trama.

O título como um todo foi bem elogiado pelos personagens cativantes, pelo roteiro divertido, pela carga emocional, pela criatividade narrativa e pela fidelidade com a franquia; por outro lado, foi criticado por se prender à mesma engine dos outros jogos da empresa e não trazer grandes novidades na jogabilidade. Usando a nota da versão completa, com os 5 capítulos, ele ficou com 86,3.

1. Borderlands 2 (2012): 89,6 (PS3, Xbox 360, PC)

Em primeiro lugar, ficou o jogo que popularizou de vez a franquia no mundo dos games. Lançado em 2012, Borderlands 2 acompanha alguns Vault Hunter que se juntam aos Crimson Raiders, um grupo de resistência que combate fortemente o tirano Handsome Jack. A batalha entre eles é pelo poderoso Cofre que pode mudar todo o rumo de Pandora.

Os personagens disponíveis no game são Axton “the Commando”, Maya “the Siren”, Salvador “the Gunzerker” e Zer0 “the Assassin”. Assim como no Pre-Sequel, o game contém duas classes lançadas em DLCs, que são Gaige “the Mechromancer” e Krieg “the Psycho”.

O game expande todo o mapa de Pandora, traz novos tipos de armas e inimigos, um roteiro sete vezes maior que o antecessor e maior quantidade de missões secundárias, além de introduzir o Badass Rank, baseado nos desafios dentro de cada missão. No total, o game recebeu quatro DLCs que adicionam missões, inimigos e desafios, e todos estão inclusos na versão Game of the Year.

Foi um completo e absoluto sucesso de vendas, sendo o segundo mais vendido nos Estados Unidos no mês de seu lançamento. Até 2015, foram comercializadas mais de 12 milhões de unidades e, segundo a Take-Two, 20 milhões foram enviadas mundialmente.

O título foi elogiado em virtude da ótima história, dos loots e de outros sistemas de recompensa, das árvores de habilidades interessantes, do estilo artístico único e do mundo rico e convidativo, mas algumas mensagens de voz interrompem outras, e a maioria das habilidades dos personagens não afeta diretamente os tiroteios. Ele levou a medalha de ouro e ficou com a nota 89,6.