Activision processa Warzone.com por uso de marca registrada no CoD

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A desenvolvedora Activision entrou em uma batalha judicial contra um desenvolvedor independente chamado Randy Ficker pelo uso da marca "Warzone" em games.

O motivo? O termo é ao mesmo tempo o subtítulo do fenômeno Call of Duty: Warzone, que é o popular battle royale da franquia, e também batiza um jogo de estratégia chamado Warzone.com, que roda no navegador e foi criado por Ficker anos antes.

Ao perceber que a gigante havia lançado um jogo que utiliza a mesma marca, o desenvolvedor procurou meios legais para confirmar que ele é o dono do nome. Entretanto, o jogo virou e agora a própria Activision está lutando pelo direito de manter o título, fazendo com que a concorrente desista da tentativa de registro. Ambas não chegaram a um acordo e o caso agora vai para julgamento.

O lado da Warzone.com

Segundo Ficker, o projeto do Warzone.com foi lançado em 2017 e, apesar de não ser um fenômeno global, possui uma base fiel de jogadores. Entretanto, o nome não estava oficialmente registrado no USPTO, o órgão oficial dos Estados Unidos para patentes e marcas registradas.

Ele percebeu a ameaça quando a Activision não só lançou CoD: Warzone, mas foi ao órgão meses antes que ele para solicitar o registro da marca — não apenas com o nome completo, mas também só a palavra "Warzone" como título de um jogo.

O desenvolvedor diz que a ação é "absurda", além de argumentar que ele já recebe mensagens de jogadores que confundem os dois games.

Isso se reflete em buscadores e até plataformas de streaming, como o Twitch, por exemplo, que junta transmissões de ambos os títulos sob uma mesma categoria.

Um dos argumentos do desenvolvedor para acusar a gigante de roubo de marca é o marketing e divulgação sem o uso da franquia "Call of Duty" no nome.Um dos argumentos do desenvolvedor para acusar a gigante de roubo de marca é o marketing e divulgação sem o uso da franquia "Call of Duty" no nome.Fonte:  Activision 

Para ele, a companhia quer vencer na base da desistência, já que é mais poderosa e consegue levar o julgamento adiante sem problemas com custos legais.

Ficker, por outro lado, iniciou uma campanha de financiamento coletivo para arrecadar verba e ajudar nas futuras despesas com advogados, listando todos os argumentos da rival e as suas defesas.

A campanha de Ficker para evitar problemas judiciais e recuperar a marca.A campanha de Ficker para evitar problemas judiciais e recuperar a marca.Fonte:  GoFundMe 

Até a publicação desta matéria, ele conseguiu US$ 13,4 mil dos US$ 50 mil planejados.

O que diz a Activision

Segundo a Activision, CoD: Warzone "não poderia ser mais diferente" do que o Warzone.com, descrito como "um jogo de tabuleiro virtual de baixo orçamento e de nicho". Ela reforça que "é inconcebível que qualquer membro do público possa confundir os dois produtos ou acreditar que eles estão afiliados ou relacionados entre si".

A marca ainda defende que o termo Warzone era relativamente comum em dispositivos móveis, o que indicaria que a marca de Ficker nunca chegou a ser única. Desse modo, ela poderia ser a primeira a adotar o termo "Warzone" de forma registrada pelo USPTO.

Por enquanto, a corte distrital norte-americana acionada pela Activision ainda não iniciou a tramitação do processo.

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