Jogamos LoL: Wild Rift! Confira as nossas impressões da versão mobile

7 min de leitura
Imagem de: Jogamos LoL: Wild Rift! Confira as nossas impressões da versão mobile

League of Legends (LoL) é um um fenômeno, um jogo que alcança milhões de jogadores no mundo inteiro, um MOBA que surgiu em 2009 inspirado em um outro derivado de um Mod de Warcraft 3 chamado Dota

É difícil explicar o motivo exato do sucesso estrondoso de LoL, mas algo é certo: não há gamer no planeta que não já tenha pelo menos ouvido falar no jogo. Com toda essa popularidade, foi apenas uma questão de tempo trazer o Summoner's Rift, campo de batalha principal do título, para as telas dos smartphones. Ouso dizer que isso até demorou mais do que eu imaginava, mas finalmente o dia chegou, e fomos convidados pela Riot para testar o League of Legends Wild Rift — o Lolzinho que cabe na palma da sua mão um pouco antes do lançamento do seu beta aberto nas Américas, no dia 29 de março. 

Bom, sem mais delongas, vamos ver quais foram as nossas primeiras impressões de League of Legends: Wild Rift

AFonte: Voxel

O que é Wild Rift?

Quem conhece bem LoL não vai ter muitos problemas para se sentir em casa com Wild Rift. Assim como em sua versão para PC, uma equipe de cinco jogadores controlam personagens, chamados de campeões com habilidades únicas, e batalham contra outra, também de cinco gamers (ou bots), com o objetivo de destruir o nexus atravessando um campo de batalha composto de três caminhos.

Bem, até aqui novidade nenhuma, certo? O que não é algo ruim, na verdade, é muito bom! Todas as mecânicas que existem na versão de PC estão aqui: lanes duo, jungle, mid, lane bot e o meta (que é basicamente o mesmo). Inicialmente, 41 dos mais de 150 campeões de League of Legends estão presentes, mas a Riot já avisou que tem planos de lançar 2 novos campeões por mês até que o elenco esteja completo.

Fonte: VoxelFonte: Voxel

Só pode jogar Wild Rift quem manja de LoL? De maneira nenhuma, para quem está começando no mundo do MOBA, o game oferece um tutorial bem completinho com as principais mecânicas do jogo. No entanto, quem já sabe os poderes dos campeões vai ter uma leve vantagem. 

Igualzinho no PC?

Wild Rift é uma versão do Lolzinho que os gamers amam ou odeiam, mas isso não quer dizer que ele é exatamente igual à sua versão para PCs. Para se adequar à fórmula mobile, alguns cuidados foram tomados, como o balanceamento dos heróis e a, vamos dizer assim, aceleração das partidas. Além disso, as recompensas em gold são maiores do que na versão normal, dessa forma o gamer acaba conseguindo completar sua build mais rápido e o jogo acaba sendo mais dinâmico.

AFonte: Voxel

Outra mudança mecânica é a dos dragões. Ao invés de cada equipe ter que derrotar quatro  dragões de elementos aleatórios (podendo ser o mesmo elemento), para finalmente receber a alma e, a partir disso, lutar contra o dragão ancião, em Wild Rift aparecem apenas quatro de elementos diferentes, independente de qual equipe derrotar o bicho, a partir do quinto todos serão dragões anciões e também elementais, dando um buff ainda mais poderoso do que o do dragão normal. 

O nosso querido Barão Na’shor funciona de forma bem parecida com a versão de PC. Quando derrotado, ele oferece o buff “Mão do Barão” em Wild Rift; portanto, não há muita coisa diferente para falar dele, a não ser que ele aparece aos 10 minutos de jogo e não 20. Como eu disse, as batalhas aqui são mais dinâmicas. 

Obviamente que também vamos falar do controle, pois essa é a maior diferença entre LoL e Wild Rift. Enquanto no PC tudo é extremamente simples, basta clicar no lugar certo e está pronto, na tela touch o manejo dos heróis pode ser um pouco mais desafiador. É tudo bem intuitivo, claro, a Riot fez questão de deixar tudo simples, mas não deixa de ter suas complexidades.

AFonte: Voxel

Para andar, o jogador usa um analógico virtual do lado esquerdo da tela e, para atacar e usar habilidades, aperta os botões que ficam do lado oposto. 

Habilidades com mira manual, como o ultimate da Ashe ou da Jinx, são fáceis de usar, afinal, basta segurar o toque e mirar; porém, outras, como atirar as armadilhas da própria Jinx ou do Jhin, podem ser um pouco mais complicadas em momentos mais tensos — por exemplo no meio de uma TF com um monte de coisas rolando na tela. Posicionar sentinelas também é um pouco mais complicado e menos preciso do que usar o mouse, mas todos esses aspectos vão melhorando com a prática.  

Um pequeno problema que pode acabar ocorrendo é que, dependendo do tamanho da tela do smartphone, o gamer pode sem querer escorregar o dedo do controle de movimento do personagem e acabar encostando no minimapa que fica no topo esquerdo da interface e, assim, acabar com alguma jogada sem querer. 

AFonte: Voxel

Falando em mapa, acontece algo meio doido em Wild Rift: a base do jogador sempre estará no canto inferior direito, mesmo que seja da equipe vermelha, o que pode ser confuso já que nesse caso a rota duo se torna o top e não o bot. Segundo os desenvolvedores do game, isso foi feito para facilitar  a visualização dos inimigos e a mira de disparos com precisão.

O confuso, porém funcional, sistema de mira

Um ponto muito importante para destacar é o sistema de mira automática do jogo. Como é de se imaginar, não é nada parecido com o do PC, afinal, lá o jogador tem um mouse e uma setinha; aqui, um controle touch e a própria noção de direção. 

Em Wild Rift, existem diversos alvos na tela para o herói atacar, mas como definir o alvo que se deseja atacar sem um mouse? Bem, primeiro vamos entender o básico: ao tocar no botão de ataque, o herói vai priorizar o campeão inimigo ao alcance, se houver mais de um em seu raio, o ataque básico vai priorizar aquele com uma porcentagem de vida menor.

AFonte: Voxel

Pode-se também tocar e arrastar o botão de ataque para travar o alvo em um inimigo específico, fazendo isso uma mira amarela vai aparecer e, colocando-a em cima do campeão que se quer priorizar, ela vai travar nele. Se isso for muito confuso, é possível ativar, nas configurações, um menu no qual vão aparecer o retrato dos campeões inimigos perto do botão de ataque; dessa forma, para travar a mira em um deles, basta tocar na foto do inimigo em questão. 

Além disso, existem mais dois outros botões de ataque que fazem o jogador se virar para outros alvos: o de tropa e o de torre. Como o próprio nome diz, tocando neles os ataques serão direcionados para as tropas ou para as torres. 

Os menus de Wild Rift

Saindo um pouco da questão das batalhas, vamos falar sobre o que há no menu principal do game agora no lançamento do Beta aberto. Já temos um evento introdutório chamado de Colegial Wild Rift, nele tem algumas missões diárias que devem ser feitas a fim de ganhar heróis, skins, emotes, ciscos azuis (que servem para comprar novos campeões) e vários outros.

AFonte: Voxel

Também há as missões diárias normais que nos dão “pontos semanais” e vão enchendo uma barrinha na parte superior da tela. Ao chegar em certa pontuação, é recebido o baú semanal que tem alguns prêmios, como XP, ciscos azuis e moedas poro. 

O menu preparação é onde o gamer pode personalizar os campeões usando as famosas runas, e não só isso, ele também pode montar várias builds para os campeões e salvá-las — basta carregar a build durante as partidas que os itens aparecerão para serem comprados automaticamente sem nem precisar abrir a loja.

AFonte: Voxel

Falando nisso,  vamos falar da Loja de grana real do jogo. Não é muito diferente da do PC, ela vende skins e pacotes de itens estéticos, nada que influencie na gameplay. Os pacotes de Wild Cores (nome da moeda paga de Wild Rift) vai de 500 cores, por R$ 15,90, a 11,5 mil cores, por R$ 445. 

Vale a pena? 

Não vamos dar uma nota para Wild Rift por enquanto, ainda tem MUITO do jogo para ser explorado, como o comportamento dos servidores e a velocidade para encontrar partidas. Não conseguimos falar disso no momento, pois jogamos apenas em servidores preparados para esse teste fechado, por isso esperaremos mais para fazer uma análise completa desses pontos. 

Não podemos esquecer também que o game está em Beta, existem campeões ainda desbalanceados em comparação à versão de PC, mas não tem como não dizer que Wild Rift não vale a pena. Mesmo para quem não tem muita intimidade com MOBA, ele pode ser uma ótima porta de entrada para quem quer conhecer mais desse gênero. Então, baixem o jogo e deem uma chance, afinal é de graça, vai que vocês encontram aqui uma ótima opção para quando vocês não tiverem acesso ao Lolzinho do PC. 

Espero que vocês tenham curtido as nossas primeiras impressões de League of Legends: Wild Rift. É claro que vamos trazer muito mais informações do game e, se vocês quiserem, também fazemos uma transmissão para mostrarmos como somos ruins em MOBA. Deixem aí nos comentários: vão jogar o Beta? Qual é o campeão preferido de vocês?  

Jogamos LoL: Wild Rift! Confira as nossas impressões da versão mobile