Tekken: do pior ao melhor, segundo a crítica

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Quando o avô, o pai e o neto são especialistas em artes marciais e se odeiam e ainda por cima a liderança de uma poderosa empresa está em jogo, tudo vale, até criar um torneio de luta.

Essa série é descrita por muitos como uma das melhores do mundo da porradaria digital. Vocês pediram, votaram e aqui está o "do pior ao melhor" da franquia Tekken.

Nossos critérios são os seguintes:

  • As notas apresentadas são baseadas no agregador de notas Metacritic. Se o título foi lançado para mais de uma plataforma inicialmente, pegaremos as notas de cada uma das versões e faremos uma média aritmética.
  • As notas apresentadas são das versões de consoles, já que no site não há notas dos arcades.
  • Não encontramos a nota do primeiro game da franquia no Metacritic, então fizemos uma pesquisa entre as análises dos grandes veículos de games da época do lançamento e fizemos uma média aritmética.
  • Só consideramos os principais jogos da franquia, então spin-offs não entraram.
  • Não consideramos as versões de consoles portáteis.
  • Se você tem uma opinião diferente, deixe sua lista nos comentários.

7. Tekken 4 (2001) — 79

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Em último lugar está Tekken 4, de 2001. Ele foi o primeiro da série principal a ser lançado para o PS2, e a história mostra que Kazuya, filho de Heihachi Mishima e pai de Jin Kazama, é revivido depois de 20 anos e entra na quarta edição do torneio King of Iron First para se vingar do pai.

O game traz diversas mudanças à franquia, como revisões e novidades. Algumas delas são interações com obstáculos e paredes no ambiente para causar mais dano no adversário, modificações na engine para focar mais os cenários, diminuindo a velocidade dos personagens, e um novo sistema de gráficos com luzes melhoradas, física dinâmica e superfícies mais lisas. No total, são 23 personagens disponíveis, sendo 6 novos.

Vale ressaltar que a versão de console tem um mini game beat 'em up chamado Tekken Force, em que o jogador deve derrotar diversas hordas de guerreiros Heihachis por quatro estágios até finalmente enfrentar o próprio Heihachi.

Os analistas o acharam pouco inspirado e parecido demais com o antecessor, mas acabaram elogiando por ser extremamente sólido, acessível e ter uma natureza experimental e linda.

6. Tekken 6 (2007) — 79,5

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Em sexto lugar temos o sexto jogo da série principal, Tekken 6, lançado em 2007. Ele foi o primeiro a chegar à sétima geração de consoles e não ser exclusivo para as plataformas da Sony.

Depois do fim do último game, Jin está à frente da empresa Mishima Zaibatsu e a usa não só para declarar independência mas também para armar uma guerra contra todas as nações do planeta. Seu pai, Kazuya, que comanda a G Corporation, coloca um prêmio pela cabeça do filho, o que deixa Jin muito bravo; em retaliação, ele anuncia uma nova edição do torneio King of Iron Fist com o único objetivo de sentar a porrada em seu progenitor.

O game tem 39 personagens na versão de arcade, enquanto a de console tem 41. Os cenários são maiores que os anteriores e têm partes no chão e na parede que quebram e levam os lutadores a novas áreas. A customização de personagem foi melhorada com itens que implicam no gameplay, e há um novo sistema, chamado Rage, que dá ao personagem mais dano quando sua vida fica abaixo de certo limiar.

Além disso, o jogo conta com multiplayer online por meio da PSN e da Xbox Live e um motor gráfico novo que foca mais as animações dos personagens e permite 60 quadros por segundo.

Assim como em Tekken 4, as versões de console têm um modo especial beat 'em up chamado Scenario Campaign, que foca Lars Alexandersson, que perdeu a memória e se junta à ciborgue Alisa Bosconovitch para recuperar sua identidade e continuar a missão. Depois de terminar a primeira vez, é possível escolher qualquer personagem e jogar coop, mas só online.

Entre os elogios, estão as novas adições no plantel, suas mecânicas, seus modos, seus visuais, os movesets dos lutadores e Scenario Campaign, mas as críticas destacaram as telas de carregamento bem longas, os problemas de conexão no online e a falta de um coop local para Scenario Campaign.

5. Tekken 7 (2015) — 81,6

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O game mais recente da série, Tekken 7, lançado em 2015, ficou em quinto lugar na lista. O primeiro título da franquia a ser lançado para a oitava geração de consoles segue os acontecimentos de Tekken 6, com a guerra causada pela Mishima Zaibatsu e pela G Corporation, mas foca o último confronto entre Kazuya e o pai, Heihachi.

O jogo trouxe diversas novidades, como Rage Art, Power Crush, Screw hits, Rage Drive, a habilidade de cancelar ataques com golpes especiais e a possibilidade de escolher em qual lado da tela lutar no online. No total, são 52 personagens disponíveis, sendo 18 novos. Um desses estreantes é Akuma, de Street Fighter, que aparece com seu visual clássico e tem certa importância no modo campanha.

Mesmo sendo lançado inicialmente para arcades, o produtor-executivo Katsuhiro Harada afirmou em 2014 que o novo título da franquia teria como plataforma primária o PlayStation 4, o então recém-lançado console da Sony. O game foi oficialmente anunciado em 13 de julho de 2014 durante a EVO, o evento anual de jogos de luta, mas de forma apressado por causa do vazamento do trailer que tinha acontecido na manhã daquele dia.

Tekken 7 foi elogiado pela quantidade de estilos de luta, pela mistura de melodrama e comédia pastelão, pelas novas mecânicas, pelos personagens inesquecíveis e pelas opções de customização, mas recebeu críticas relacionadas à péssima conexão online, que atrapalhava as partidas ranqueadas, e às mecânicas não explicadas.

4. Tekken (1994) — 86,6

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Em quarto lugar, vamos para o primeiro jogo da franquia. Tekken foi lançado em 1994 e começa com Heihachi matando a esposa e jogando o jovem Kazuya de uma montanha. O que ele não esperava é que o filho sobrevivesse e se tornasse um campeão invicto de artes marciais. Heihachi então funda o torneio King of Iron Fist só para poder dar uma surra nele.

O jogo tem 18 personagens, todos com o próprio estilo de luta, e 11 fases. Diferente de outros jogos, Tekken permite controlar cada um dos membros de forma independente.

Mas o game não nasceu de um projeto bem elaborado e estruturado por parte da Namco. Na verdade, ele era um teste de modelagem 3D da empresa que foi aproveitado pelos desenvolvedores recém-contratados da Sega que haviam trabalhado em Virtua Fighter em 1993.

O título foi elogiado pelos analistas pela qualidade das animações, pelos controles impressionantes, pelo plantel de lutadores e pelo gameplay estratégico e balanceamento. Ele foi criticado pelos visuais pouco atraentes e pela falta de animação no background, mas isso não abalou seu desempenho.

3. Tekken 5 (2004) — 88

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Começando o podium, Tekken 5, lançado em 2005, com a medalha de bronze. Heihachi aparentemente morre depois de uma batalha com os robôs Jacks e a Mishima Zaibatsu é comandada por outra pessoa, que, 2 meses após o ocorrido, anuncia uma nova edição do torneio King of Iron Fist.

Diversas novidades apresentadas em Tekken 4 foram retiradas desse game para deixar a jogabilidade mais rápida e fluida, mas algumas mecânicas foram introduzidas, como o crush system, que afeta a vulnerabilidade de um personagem enquanto ele ataca. O jogo tem 32 personagens, sendo 7 totalmente novos.

Ele também conta com o mini game beat 'em up, chamado Devil Within, que acompanha Jin Kazama em busca da G Corporation para conseguir mais informações sobre a mãe desaparecida. Por conta do foco narrativo, o jogador não pode fazer escolhas como nos games antecessores.

O título foi muito elogiado pelo sistema de luta, pelo plantel de personagens, pelos gráficos lindos, pela ótima história e pelo chefão final bem difícil. A principal crítica foi para a falta de suporte online, o que não afetou muito a recepção geral.

2. Tekken 2 (1995) — 89

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Em segundo lugar, com a medalha de prata, Tekken 2, lançado em 1995. Na história, Kazuya transformou a Mishima em uma empresa extremamente poderosa e corrupta; por causa de seus experimentos genéticos, Jun Kazama recebe a tarefa de prendê-lo. Heihachi volta e está com sangue nos olhos para acabar com o filho. Kazuya então anuncia a segunda edição do torneio King of Iron Fist para se livrar de todos os inimigos.

Enquanto a versão de arcade tem 10 personagens jogáveis, a de console tem 25, sendo 8 novos. O game introduziu diversos modos que estão em todos os títulos lançados depois dele, como Survival, Team Battle e Time Attack.

O título foi elogiado pela iluminação, pelo movimento fluido do personagem, pelo fundo detalhado, pelo complexo sistema de golpes e combos, pela acessibilidade a novos jogadores, pela quantidade bem grande de personagens e pelo modo prática. Ele foi considerado o melhor jogo de luta 3D da época.

1. Tekken 3 (1997) — 96

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Em primeiro lugar, levando a medalha de ouro, Tekken 3, lançado em 1997. O título se passa 19 anos depois do segundo torneio King of the Iron Fist, com Heihachi anunciando uma nova edição na qual seu neto, Jin, competirá pela primeira vez.

Diferente dos antecessores, a jogabilidade de Tekken 3 dá bastante foco à movimentação em três dimensões, com o jogador podendo se aproximar ou se afastar do background. Além disso, conta com melhorias como uma recuperação mais rápida de knockdowns e novos combos com lançamentos. No total, são 24 personagens, sendo que a esmagadora maioria está fazendo sua estreia porque o jogo se passa em um futuro distante.

Ele foi o primeiro a ter o mini game beat 'em up, que aqui se chama Tekken Force, além de Tekken Ball, que é como um vôlei de praia com porradaria.

Não é surpresa para ninguém que Tekken 3 foi um completo sucesso de vendas e de crítica. Os analistas elogiaram sua jogabilidade, seus personagens, seus visuais, o foco nas batalhas 3D, suas animações, sua história e assim vai. No total, foram mais de 8 milhões de unidades comercializadas, diversos prêmios recebidos e o topo da lista, com nota 96.

Tekken: do pior ao melhor, segundo a crítica