Persona: do pior ao melhor segundo a crítica

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A franquia Shin Megami Tensei sempre fez muito sucesso no Japão. Com o passar do tempo, ela acabou vindo para o Ocidente e agradando diversos fãs de RPGs.

O que ninguém esperava é que seria sua série de spin offs que conquistaria o mundo e criaria uma legião gigantesca de fãs. Esse é o Pior ao Melhor da franquia Persona, que faz parte do especial de fim de ano do Voxel. Aqui estão nossos critérios, prestem bastante atenção:

  • As notas apresentadas são baseadas no agregador de nota Metacritic. Se o jogo foi lançado para mais de uma plataforma inicialmente, pegaremos as notas de cada uma das versões e faremos uma média aritmética.

  • Nós não encontramos a nota de um dos games da lista no site citado, então fizemos uma pesquisa e fizemos uma média baseada nas análises dos grandes veículos gringos da época do lançamento.

  • Nós só consideramos os jogos principais e suas versões iniciais, então spin offs e versões especiais não vão aparecer aqui..

  • Se você tem uma opinião diferente, só deixar sua lista aí nos comentários que iremos ler tudo. E, se gostar do vídeo, deixe um like e se inscreva no canal.

6) Revelations: Persona (1996) - 78 (PlayStation)

Em último lugar da lista, encontramos o primeiríssimo jogo da série, Persona Revelations, lançado em 1996. O jogo que se derivou da série principal, Shin Megami Tensei, conta a história de um protagonista sem nome, que também pode ser chamado de Naoya, e seus amigos que um dia decidiram jogar um jogo ou ritual chamado “Persona”.

No meio do jogo, os estudantes da Escola de St. Hermelin desmaiam, e acordam em um lugar misterioso onde conhecem o ainda mais misterioso Philemon. Em seu estranho mundo, Philemon presenteia o grupo de amigos com Personas, e os manda de volta para a escola onde desacordaram.

Após visitarem uma amiga no hospital, Naoya e seus amigos descobrem que a cidade está sendo tomada por demônios, e que o responsável por isso era o presidente de uma empresa chamada SEBEC, Takahisa Kandori. Porém, agora que o mais interessante desse jogo chega em cena. De volta na escola, o jogador tem uma escolha: tentar destruir a SEBEC para salvar a cidade, ou investigar acontecimentos antigos de sua escola.

Se escolherem o caminho da SEBEC, os jogadores seguiram a campanha principal do jogo, porém se escolherem investigar a escola, os jogadores serão apresentados a uma nova e totalmente diferente campanha! O jogo foi muito bem recebido pelo público japonês quando saiu, porém aqui no ocidente, a sua adaptação foi bem… problemática.

Em uma tentativa um pouco bizarra de localizar o jogo para o público americano, umas mudanças um tanto quanto estranhas foram feitas ao jogo. A cidade chamada Mikage-cho virou Lunarvale, O personagem Masao Inaba, um estudante japonês que usa uma touca, virou Mark, um estudante negro que usa boné.

O dinheiro do jogo foi mudado para doláres e a dificuldade foi diminuída também. Porém uma versão sem essas alterações chegou ao ocidente algum tempo depois para o PSP. Os críticos gostaram da história, do mundo e da gameplay, mas, como era de se esperar, a localização não agradou nem um pouco e alguns aspectos foram descritos como datados. O game ficou com 78 de nota..

5) Persona 2: Eternal Punishment (2000) - 83 (PlayStation)

Em penúltimo lugar temos o Persona 2 dois! Persona 2: Eternal Punishment, lançado em 2000, por mais estranho que pareça, é o terceiro jogo da série, e uma sequência direta para o segundo jogo da série: Persona 2: Innocent Sin.

O jogo segue a história de uma protagonista diferente do que seu antecessor chamada Maya Amano, a repórter que fazia parte do grupo principal do primeiro jogo. Em um mundo onde os eventos de Innocent Sin nunca aconteceram graças ao final inesperado do jogo, acompanhamos Maya e uma nova party de personagens investigando os estranhos eventos que acontecem na cidade de Sumaru.

Como uma repórter, Maya investiga o boato do “Joker”, que dizem que se você ligar para o seu próprio número, o Joker mataria a pessoa que você quisesse. Indo um pouco à fundo, eles encontram Joker na escola de Seven Sisters, depois dele ter matado o diretor do local.

O vilão os derrota e corre para a torre do relógio da escola, onde ele tenta forçar um estudante a se lembrar dos eventos que aconteceram em Innocent Sin, mas Tatsuya, o protagonista do jogo passado aparece e impede o ocorrido. Curiosa para saber mais, Maya tenta falar com Tatsuya, mas ele vai embora e pede para ela esquecê-lo.

Com muitos mistérios envolvendo o Joker, e até mesmo Tatsuya, o grupo segue caminho pela cidade para tentar entender o que está acontecendo, e quem está por trás de todo esse caos. Por mais que o público geral não conheça o jogo, principalmente no ocidente, onde o remake do Eternal Punishment nunca chegou nas lojas, os fãs mais dedicados da série consideram a duologia de Persona 2 como a melhor de todos da série.

Já para a crítica, o game traz melhorias na mecânica em relação ao seu antecessor, a história é muito intrigante, os personagens são relativamente fortes, mas os gráficos não chamam muita atenção e alguns aspectos da gameplay são desbalanceados. Sua nota é 83.

 

4) Persona 3 (2006) - 86 (PlayStation 2)

Em quarto lugar, nos encontramos com o diferente Persona 3, lançado em 2006. Ele foi o começo do que conhecemos como Persona atualmente. O jogo fugiu um pouco do estilo dos primeiros games e introduziu sistemas completamente novos para a franquia, como o sistema de amizade, o de calendário, cutscenes animadas como anime, e muito mais.

A vida escolar ganhou um foco bem maior do que nos outros jogos, e agora o jogador poderia escolher como e com quem passar o tempo nos intervalos entre uma parte da história e outra. Porém enquanto o protagonista não passeia pela cidade ou participa de clubes escolares, ele e seu grupo de amigos que participam do SEES, Specialized Extracurricular Execution Squad, investigam uma misteriosa hora extra que pode ser percebida entre meia noite e uma da madrugada por pessoas com o “potencial”.

E junto desta hora misteriosa, eles também investigam o surgimento de uma estranha torre chamada de Tartarus, que eles acreditam poder obter a resposta para todos os mistérios do mundo que nos foi apresentado. O jogo tem uma interessante relação com a morte, fazendo dela a principal temática da obra.

Quase todos os links de amizade feitos no jogo vão citar a morte em algum momento, e a história faz questão de mostrar que mesmo com medo dela, os personagens aprendem a superar esse pensamento, que muitas vezes pesava sobre eles. No final de tudo, o jogo nos traz um assustador, mas verdadeiro pensamento: o tempo não espera por ninguém, então precisamos aproveitar a vida como podemos.

Como a própria abertura do jogo diz: Memento Mori. Porém mesmo com o tema, Persona 3 certamente não morreu nos olhos do público e da crítica. Assim, o level design que exige grinding em alguns momentos, os problemas na interface e os frequentes loadings não foram bem vistos, mas a história é excelente do início ao fim, há dois estilos de gameplay diferentes e divertidos, a forma de ativar, se assim posso dizer, a Persona nunca perde a graça e os valores de produção são requintados. Sua nota é 86.

3) Persona 2: Innocent Sin (1999) - 87,25 (PlayStation)

Em terceiro lugar vamos explorar mais uma vez a cidade de Sumaru. Em Persona 2: Innocent Sin, lançado em 1999, o protagonista é Tatsuya Suou, o misterioso personagem que ajuda Maya Amano na sequência do jogo, que agora está no papel de personagem secundária.

A história começa com Tatsuya consertando sua moto antes de levar uma bronca do diretor de sua escola, a Seven Sisters. Depois disso, Tatsuya anda um pouco pela escola até encontrar sua amiga Lisa, que pede ajuda para resgatar uma garota que foi sequestrada pelo líder de uma escola rival.

Brigas vão e vem, e os personagens acabam fazendo uma espécie de ritual que ficou popular na cidade chamado de jogo do Joker. Nele, as pessoas invocam o Joker e tem que falar seus desejos, se não conseguirem, elas perdem sua essência de vida e se transformam em cascas sem vida, que mais parecem zumbis.

Tentando investigar esse negócio bizarro, eles também ouvem falar do fenômeno que transforma boatos se tornam realidade, o que nos apresenta a um sistema muito interessante no jogo.

Se for o interesse do jogador, Tatsuya pode ir em um lugar do mapa para espalhar boatos, como por exemplo, sabia que a padaria lá da esquina vende armas nucleares se você dar a senha certa pro padeiro? Por mais idiota que soe, se esse boato se espalhar, pode ter certeza que você poderá armar a sua party até os dentes com armas, pois é assim que o jogador pode equipar os personagens do jogo!

O sistema de boatos também pode te ajudar a pegar mais personas e até mesmo enfrentar chefões secretos pelo mapa. Uma curiosidade, sabia que os subtítulos da duologia se referem à Tatsuya? Se você quiser saber qual foi o pecado inocente que ele fez, ou a punição eterna que ele sofre, faça questão de jogar os jogos. E olhando pra crítica, podemos dizer que ele impressionou.

A história é emocionante e inovadora, sendo o principal aspecto do game. A gameplay também foi elogiada, sendo descrita como simples, balanceada e polida e a parte sonora foi descrita como excelente. Agora, entrar e sair de combates requerem loadings longos, a falta de direção deixa os jogadores perdidos e para alguns o sistema de boatos é maçante. Sua nota é 87,25.

2) Persona 4 (2008) - 90 (PlayStation 2)

Persona 4, lançado em 2008, foi o jogo que realmente popularizou a saga. O game segue a mesma mecânica introduzida no seu antecessor e conta a história do clássico protagonista sem nome, que no caso chamaremos de Yu Narukami, chegando em uma pequena cidade do interior chamada de Inaba. Ao chegar no local, ele rapidamente encontra problemas, se deparando com um corpo no meio da rua ao voltar da escola.

Não muito tempo depois, Yu ouve falar da lenda do Midnight Channel, que uma pessoa pode ver sua alma gêmea na tela da tv, se ela for ligada na meia noite de um dia chuvoso. Para a surpresa do nosso protagonista, uma pessoa realmente aparece na tela! Surpreso, ele tenta tocar na tv, mas sem esperar, o jovem garoto quase cai dentro da telinha, tendo a sorte dela ser pequena demais para que ele entrasse por completo.

No dia seguinte ele leva seus amigos para uma tv maior, e entra no mundo atrás do aparelho. Lá, eles conhecem o mascote do jogo, uma fantasia de urso vazia chamada Teddie.

Agora podendo entrar e sair livremente do mundo da tv, os personagens rapidamente descobrem que as pessoas que aparecem no midnight channel não são suas almas gêmeas, e sim vítimas de um assassino em série, e que se eles não se apressassem para salvá-las lá de dentro, elas apareceriam mortas depois de dias com neblina na cidade.

E é aí que entra algo diferente do Persona 4: Os dias também possuem previsão do tempo, para que os jogadores soubessem até quando eles podem salvar as vítimas do misterioso assassino em série.

Porém, mesmo com essa base um tanto sinistra, o game é visto como o jogo mais leve da série, focando bastante na amizade entre os personagens principais e tendo momentos que aliviam o coração depois de quatro jogos com temas bem obscuros. Assim como o terceiro jogo, ele possui um tema que a história segue, e nesse caso, é como devemos aceitar quem nós realmente somos, e essa mensagem é demonstrada principalmente por trás das boss fights.

A maioria dos chefões são versões sombrias dos personagens, que mostram suas reais vontades e pensamentos. E somente depois de derrotá-los e aceitá-los, é que os personagens ganham o poder da persona.

É importante prestar bastante atenção em tudo que acontece no jogo, já que no final ele não te dirá quem é o ou a assassina, você tem que descobrir sozinho! Caso contrário, vai ter que ser no chute mesmo, boa sorte para acertar quem que está matando inocentes em uma lista com literalmente todos os personagens do jogo!

Para a crítica, o game equilibra bem as partes de RPG com as de gestão de recursos, os personagens e diálogos são memoráveis, ele melhora a interface e o combate da saga, traz muitos locais novos e a história é bem misteriosa. Ele até demora algumas horas pra pegar no tranco e os problemas com loading continuam, mas ele ainda é um game incrível e ficou com 90 de nota.

 

1) Persona 5 (2016) - 93 (PlayStation 3, PlayStation 4)

E enfim chegamos no grande primeiro lugar com Persona 5. O jogo lançado em 2016 inovou a já inovadora série de jogos. Com uma nova engine em mãos, a Atlus conseguiu fazer um game extremamente estiloso que impressiona em relação ao seu antecessor, Persona 4.

Cheio de charme e carisma, Persona 5 conta a história de Akira Kurusu, um jovem que foi injustamente acusado de um crime que não cometeu, e por isso teve que se mudar e passar a morar com um amigo de seus pais na grande cidade de Tóquio. Porém isso não é a única coisa que perturba nosso protagonista: um estranho aplicativo aparece em seu telefone como um vírus, e ele não tem a menor ideia do que isso faz.

Deixando esse mistério para outra hora, o nosso herói, junto de seu amigo Ryuji, sem querer descobrem o que o aplicativo fazia: ele te manda para o metaverso, onde todo o mau de uma pessoa se manifesta em um palácio, e logo o primeiro palácio que eles encontram é o de seu professor de educação física, que secretamente abusa de suas alunas e trata os alunos como lixo.

Dentro do palácio, eles encontram um estranho gato humanoide chamado Morgana, que ensina para eles algumas coisas sobre o metaverso, as personas, e sobre como roubar o artefato no final do palácio limpa todo o mau de uma pessoa. Numa bela metáfora, o jeito de despertar suas personas é se revoltando contra a sociedade, e arrancando uma máscara não tão metafórica que está grudada em seus rostos.

Persona 5 foi ainda mais popular que Persona 4, e tão bem visto pelos jogadores que concorreu como jogo do ano no Game Awards de 2017! Além disso, ele concorreu como melhor trilha sonora, melhor direção de arte, e melhor RPG, ganhando esse último. Com essa informação do prêmio, não é difícil imaginar que ele foi amado pela crítica.

O combate em turnos é ótimo, o balanceamento entre mundo real e metaverso é equilibrado, a trilha sonora é uma obra prima, ele tem as melhores dungeons da série e o plantel de personagens é completo. As batalhas com boss no fim do jogo são bem injustas, mas o game como um todo é uma obra de arte, tanto que ficou com 93 de nota e a coroa.

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Lembrem-se, essas notas não são nossas, mas sim do agregador de notas Metacritic. Esse foi o Pior ao Melhor da franquia Persona, que faz parte do especial de fim de ano do Voxel. Não concorda com a lista? Deixe aí nos comentários.

E com qual persona vocês mais gostam de jogar? Coloque aí embaixo que vamos ler tudo.

Persona: do pior ao melhor segundo a crítica