Nintendo diz que não trará jogos físicos ao Brasil, mas veio pra ficar

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Imagem: (Fonte: Nintendo/Reprodução)
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Agora em outubro, nós aqui do Voxel tivemos a oportunidade de conversar com Romina Whitlock, diretora de marketing da Nintendo na América Latina, sobre a chegada oficial do Nintendo Switch no Brasil. Confira nossa matéria para descobrir tudo o que ela compartilhou com a gente!

Quando perguntamos sobre a recepção do console em nosso país, Romina explicou que foi um plano de basicamente dois anos e realizado em pequenos passos para que tudo desse certo. Como muitos devem saber, a Nintendo havia deixado as terras brasileiras em 2015, alegando principalmente que as altas taxas de importação eram um problema para sua permanência.

(Fonte: Twitter - Romina Whitlock/Reprodução)(Fonte: Twitter - Romina Whitlock/Reprodução)Fonte:  Twitter 

Por isso, o primeiro passo foi a vinda da Loja Nintendo em 2018, como uma forma de permitir que os jogadores que já possuíam o aparelho pudessem adquirir seus jogos com mais facilidade, utilizando formas de pagamentos locais (como boletos) e eliminando a necessidade de cartões de créditos internacionais.

Ainda neste mesmo ano, a empresa marcou presença na BGS, um momento importante para socializar com os fãs e apresentar seus produtos. Uma curiosidade legal é que os consoles estavam ocultos em caixas escuras, porque como a própria diretora explicou, não era possível apresentar um produto que ainda não estava disponível para venda.

Depois, em 2019, a próxima etapa foi a criação de canais da Nintendo nas mídias sociais do país, facilitando a interação com a comunidade e fornecendo a chance de lançar conteúdos exclusivos. Além disso, o console também precisou passar por mudanças de hardware, adaptando a tomada para o padrão brasileiro.

(Fonte: Nintendo/Reprodução)(Fonte: Nintendo/Reprodução)Fonte:  Nintendo 

Tudo isso garantiu que venda do Nintendo Switch através de distribuidores oficiais fosse um sucesso, com varejistas que já vendiam os games em suas lojas, como a Magazine Luiza e as Lojas Americanas, também disponibilizassem o console para que os compradores pudessem adquirir com facilidade tudo no mesmo lugar.

Quanto a escolha de vender os jogos de forma digital, Romina disse que a decisão foi tomada levando em consideração principalmente o preço, pois as taxas e impostos de importação dos cartuchos são altas por aqui. Além disso, a Loja Nintendo foi um meio essencial, pois permite que a empresa continue produzindo os títulos no Japão e os disponibilizando para o mundo todo com mais facilidade.

Para aqueles que ficaram imaginando se a chegada do hardware traria mais títulos localizados, infelizmente não há novidades sobre esse ponto, com Whitlock explicando que o foco agora é a ampliação do catálogo da companhia na América Latina.

(Fonte: Nintendo/Reprodução)(Fonte: Nintendo/Reprodução)Fonte:  Nintendo 

E falando mais sobre esse assunto, a diretora de marketing explicou mais uma vez que tudo está sendo feito com pequenos passos, pois a equipe responsável pela região ainda é muito pequena em comparação ao território que precisam coordenar, e que querem ir com calma, estudar bem o mercado, e garantir que as coisas sejam feitas corretamente para garantir uma longa permanência no mercado brasileiro.

No momento, as lojas oficiais estão vendo o Nintendo Switch e joycons, mas os planos para 2021 incluem trazer também o Switch Lite. Infelizmente, ainda não há previsão para vendas nacionais do Ring Fit, mas sempre podemos ter esperanças não é mesmo?

(Fonte: Nintendo/Reprodução)(Fonte: Nintendo/Reprodução)Fonte:  Nintendo 

Para finalizar, ela frisou a importância da assistência técnica aqui no Brasil, que no momento está sediada em São Paulo. Romina disse que eles se orgulham de ter um ótimo atendimento ao cliente, e que o serviço também foi essencial para a chegada do console, pois ajuda seus usuários a lidarem com possíveis dúvidas ou problemas que podem surgir.

Se você está preocupado em enfrentar dificuldades na hora de consertar seu aparelho, fique tranquilo! Jogadores de todas as regiões podem enviar as peças apresentando defeitos gratuitamente para a assistência, e os receber de volta sem custos adicionais de envio. Muito legal, não é?

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