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Um RTS complicado e profundo, mas divertido e envolvente

schedule10/03/2010, às 13:46

Enquanto Starcraft II não chega ao mercado, fãs de RTS que estão buscando algo para passar o tempo se dividem em inúmeros títulos. Os gostos sempre variam, desde as escalas épicas da franquia Total War até os combates mais pessoais de Warcraft 3. Supreme Commander 2 tenta expandir o que foi visto no primeiro game da série ao mesmo tempo em que constrói uma identidade mais sólida e aumenta a acessibilidade.

Elementos-chave da série retornam e não é difícil para os fãs se sentirem em casa. O mais importante é que a complexidade do jogo permanece, disponibilizando aos jogadores inúmeras opções táticas e estratégicas, que se expandem ainda mais ao considerar as combinações possíveis nos modos multiplayer. O revés, no entanto, é que não é simples adaptar-se ao estilo de jogo caso você seja um iniciante.

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O título continua nos passos do antecessor também em termos de história. Vários personagens importantes no capítulo passado reaparecem de alguma forma, mesmo que não diretamente. Além disso, os personagens que os substituem no protagonismo da trama possuem vínculos com as mesmas facções e instituições vistas pelos usuários no jogo original da série.

Esse conjunto define bem Supreme Commander 2: um game que é bastante profundo, complexo e envolvente, mas que tenta fazer as pazes com os jogadores novatos ao focar um pouco mais a experiência e deixá-los aprender mais gradativamente — com a exceção do multiplayer contra outros jogadores, é claro, que continua tão imperdoável quanto antes.

Quem não conhece a franquia pode compreendê-la rapidamente através da mecânica de jogo: o usuário controla um comandante dentro de uma armadura enorme, chamada de ACU — acrônimo de Armored Command Unit, Unidade de Comando Blindada em bom português — e tem o poder de construir inúmeros exércitos. Isso é feito através de apenas dois recursos: massa e energia. O primeiro é bastante limitado e aparece em pontos específicos do mapa, enquanto o segundo é utilizado em maior quantidade e pode ser gerado por usinas que podem ser construídas em qualquer lugar.

Dois recursos e uma unidade central que comanda tudo pode parecer algo simplista, mas não é. Basta começar a jogar para ver as várias nuances e especificidades do título com relação a concorrentes do gênero. Especialmente quando levamos em consideração um terceiro recurso que é utilizado apenas para pesquisar novas tecnologias. Saber balancear tudo isso é complicado, mas é o necessário para se tornar um comandante supremo... É o que diz o jogo, pelo menos.

Vale, se você gostar de se empenhar em um jogo para entendê-lo completamente. O título certamente não é para os leigos, e novatos em RTS terão dificuldades para absorver completamente todas as nuances nele presentes, mas é inegável que Supreme Commander 2 proporciona várias horas de diversão, mesmo considerando apenas a campanha single player.

Além disso, envolve o jogador com sua temática mesmo que não seja um fã de robôs e ficção científica, algo bastante difícil de se realizar. Está longe de ser perfeito, e não chega perto de outros nomes mais bem estabelecidos do gênero, mas tem potencial para se tornar o favorito de muitos jogadores mundo afora.

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