DO PIOR AO MELHOR – BATMAN: Arkham

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Batman, Bruce Wayne, o homem morcego, o melhor detetive do mundo, o bilionário sem poderes que usa artes marciais e equipamentos caros para descer a porrada nesses psicopatas que se consideram super-vilões… chame como quiser. O que é inegável é que o morcegão é um dos personagens mais conhecidos de todo o mundo pop. 

E, como era de se esperar, ele já apareceu no mundo dos videogames diversas vezes, mas foi com a franquia Arkham, criada pela desenvolvedora britânica Rocksteady, que fez com que ele chegasse no topo do mundo dos joguinhos digitais. 

Aproveitando que essa semana teremos o anúncio de um novo jogo do morcegão, vamos listar Do PIOR ao MELHOR: jogos da franquia Arkham, lembrem-se:

  • As notas apresentadas são baseadas no agregador de nota Metacritic.
  • Nós colocamos somente os games originais e lançados para consoles. Não computamos as notas de nenhum Remaster, Deluxe Edition ou exclusivo de mobile.

Confira  a lista abaixo ou, se preferirem, nossa versão em vídeo:

5) Batman: Arkham Origins Blackgate - 64,5 (PS Vita, 3DS, Xbox 360, PS3, Wii U e PC)

No mesmo dia que Batman: Arkham Origins foi lançado para os consoles e PC lá em 2013, Batman: Arkham Origins Blackgate chegou aos consoles portáteis. Ele foi desenvolvido pela Armature Studios e se diferencia bastante do resto da série não só pelas plataformas para qual foi lançado, mas também em sua jogabilidade, já que ele é um jogo de plataforma 2.5D. Batman não consegue pular aqui, então sua locomoção para locais mais altos ficam por conta de um batgancho. A mecânica de batalha Freeflow, como é chamada, foi adaptada aqui para o estilo do jogo. 

A história se passa 3 meses depois dos acontecimentos de Akrham Origins, quando uma explosão misteriosa na prisão Blackgate ocorre e diversos presos escapam, o que resulta em uma grande rebelião. Além da campanha, o jogo também possui missões secundárias que ajudam o jogador a entender mais sobre essa explosão. 

Ele não foi muito bem recebido pelos críticos, dizendo que que ele não estava terminado já que não fazemos nada que avança a série ou a história dos personagens. A mídia especializada da época também criticou o level design complicado, o backtracking, ou seja, voltar em ambientes já explorados, considerado chato, a necessidade de escanear objetos que são obviamente interativos, entre outras características negativas. Mesmo assim, muitos ficaram gostaram da chegada da franquia aos portáteis. Ele ficou então com a nota de 64,5.

4) Batman: Arkham VR - 74 (PSVR e PC)

Desenvolvido pela Rocksteady e lançado em 2016, Batman: Arkham VR saiu com exclusividade pro PSVR mas, após 5 meses, chegou também aos PCs. Nele, assumimos a visão do morcego justiceiro e podemos utilizar três itens de seu cinto de utilidades: batrang, batgancho e um scanner forense para recriar as cenas dos crimes. 

Diferente dos outros jogos da franquia, ele não possui combate, focando totalmente sua gameplay em resolver quebra-cabeças para encontrar pistas e avançar no mistério. Sua história se passa entre os acontecimentos de Arkham City e Arkham Knight e acompanha Batman tentando descobrir o que aconteceu com Asa Noturna e Robin, que desapareceram. 

A crítica gostou da experiência, fazendo com que o título fosse citado em diversas listas de melhores jogos para o PSVR e ganhando prêmios como Jogo mais Inovador e melhor jogo em realidade virtual. Ao mesmo tempo, alguns disseram que parecia mais um tour virtual do que necessariamente um jogo da franquia Arkham. A nota dele foi de 74, empatando em quarto lugar.

4) Batman: Arkham Origins - 74 (Xbox 360, PS3, Wii U e PC)

O outro jogo que também ficou em quarto na lista, com 74 de nota, é Batman: Arkham Origins. Lançado em 2013, ele não foi desenvolvido pela Rocksteady, mas sim pela WB Montreal. A mudança veio por parte da Warner Bros por conta do tempo que a desenvolvedora inglesa demoraria para criar Arkham Knight.

Para não ficar um longo período sem jogos do Morcegão, esse projeto de prequel para a franquia foi dado para a subsidiária canadense da empresa. Continuando o que foi apresentado em Arkham City, Origins é um jogo de mundo aberto com muito combate e stealth combinados. 

Dessa vez, há um sistema de fast travel através do Batwing, facilitando a locomoção pelo mapa. O combate Free Flow, que tinha sido apresentado nos games anteriores, está melhorado, possuindo um sistema de análise relacionada a eficiência do jogador durante as lutas. Ele também tem missões secundárias, colecionáveis e um modo de 1 contra 100, em que devemos batalhar contra 100 inimigos em uma dificuldade elevada. Entre os vilões que aparecem no game, temos Deadshot, Deathstroke, Firefly, Electrocutioner e outros.

A história foi inspirada das obras Batman: Ano Um e Batman: Lendas do Cavaleiro das Trevas, que contam o começo da carreira do herói como vigilante de Gotham. Para esse jogo, as vozes do Batman e do Coringa foram mudadas, com Roger Craig Smith e Troy Baker assumindo os papéis respectivamente. Ele também trás um modo multiplayer em que os jogadores devem escolher um lado na guerra entre Coringa e Bane. Quando olhamos para a crítica, ele não foi tão bem quanto seus antecessores. 

Para alguns, o jogo fez bem em replicar os elementos positivos dos jogos anteriores e dar uma melhorada, mas que não foi nada inspirado. A história com falta de coesão narrativa, o mundo desnecessariamente grande, a cidade nada atrativa e as missões secundárias que não ajudam na história principal e nem dão recompensas também foram citadas pelos críticos. Falando assim parece que ele foi um desastre, mas podemos dizer que ele ele foi “mais do mesmo” em muitos aspectos, ou seja, a falta de grandes novidades desagradou a maioria dos críticos.

3) Batman: Arkham Knight - 80,6 (Xbox One, PS4 e PC)

Batman: Arkham Knight foi o primeiro game da franquia a ser desenvolvido para a oitava geração de consoles. Sua produção começou em 2011, logo após o lançamento de Arkham City e veio como o fechamento para a franquia. Em vez de Paul Dini cuidar do roteiro, como nos dois jogos anteriores produzidos pela Rocksteady, foi a própria equipe da desenvolvedora que criou a história e contou com o apoio do veterano escritor de quadrinhos Geoff Johns. 

O jogo contou com a adição do batmóvel, que era uma feature que a equipe criativa queria adicionar os jogos desde o primeiro game da série, mas só foi possível graças aos novo hardwares do mercado. 

Duas coisas que foram retiradas em relação a Arkham Origins foi o modo multiplayer, já que a equipe inteira se focou em fazer o modo singleplayer ser o melhor possível, e as fast travel, que poderia prejudicar a experiência do jogo. A história se passa nove meses após os eventos de Arkham City, com Batman lidando com problemas de abstinência relacionados a ausência de um certo alguém. 

Com isso, vilões como Pinguim, Duas Caras e Arlequina se juntam para cumprir o objetivo de matar o vigilante mascarado. Agora, o jogo se passa em Gothan City, que é aproximadamente 5 vezes maior que o mapa de Arkham City e é dividida em três ilhas: Bleake, Founders e Miagani. Elas podem ser exploradas com o seu batmóvel. 

Os críticos elogiaram os gráficos, as variedades na gameplay, os detalhes no mundo aberto, as atuações e as melhorias no combate. A sua narrativa também foi destacada, principalmente por conta do plot twist que ela apresenta.

Para a mídia, o batmóvel não se saiu tão bem quanto planejado, já que ele é complicado de ser dirigido. As versões de console foram muito bem avaliadas, só que o mesmo não ocorreu com a versão de PC, o que fez com que a nota desse uma caída e ficasse em 80,6.

2) Batman: Arkham Asylum - 91,3 (Xbox 360, PS3 e PC)

Batman: Arkham Asylum foi o jogo que começou toda a febre do morcegão nos mundo dos games e que colocou o nome da Rocksteady nos holofotes. Lançado em 2009, o jogo teve como roteirista Paul Dini, um veterano em relação à Batman, que se baseou na graphic novel Asilo Arkham - Uma Séria Casa em um Sério Mundo e nos trabalhos de Neal Adams e Frank Miller para criar a história do título. Segundo o produtor Nathan Burlow, a narrativa e a atmosfera do primeiro BioShock influenciaram Arkham Asylum. Ele foi produzido na Unreal Engine 3 por uma equipe de 40 pessoas que foi expandida para 60 até o fim dos 21 meses de desenvolvimento. 

Além de seu estilo de combate, que mistura realismo com os absurdos dos quadrinhos, que virou inspiração para muitos jogos que vieram depois dele, um grande destaque foi o visão de detetive, que ajuda o herói em puzzles além de fornecer informações úteis como o número de inimigos em uma área ou objetos interativos no cenário. 

Diversos supervilões habitam o manicômio e tem encontros com nosso personagem, como Bane, Espantalho, Hera Venenosa e, claro, Coringa, que é dublado por Mark Hamill, assim como nas animações protagonizadas pelo Cavaleiro das Trevas. Para a crítica, esse foi o melhor jogo de personagens de quadrinhos já lançado, com visuais excelentes, uma história atraente e um trabalho de dublagem explêndido.

Para eles, a desenvolvedora conseguiu balancear bem a confiança de um super-herói e as fraquezas que tornam a aventura desafiadora. Tudo isso refletiu nas vendas já que aproximadamente 2 milhões de cópias foram comercializadas nas três primeiras semanas de lançamento. No fim de tudo, sua nota é de 91,3.

1) Batman: Arkham City - 93,6 (Xbox 360, PS3 e PC)

Foi durante o desenvolvimento de Arkham Asylum que a Rocksteady pensou em fazer uma sequência e decidiu colocou algumas dicas disso dentro do primeiro título. Poucos meses após seu lançamento, a desenvolvedora começou a produzir Batman: Arkham City, que viria a ser lançado em 2011. 

Diferente de seu antecessor, ele é um mundo aberto bem sombrio e cheio de criminosos para serem espancados. Outros vilões icônicos fazem sua estreia nesse jogo, como o Pinguim e o Senhor Frio. A jogabilidade continua com muitos elementos de stealth e de investigação. Na parte do combate, ele foi melhorado, podendo usar o counter em diversos ataques simultâneos, fazer ataques aéreos e outras coisinhas a mais. O jogo conta com aproximadamente 15 horas de missões secundárias que juntado com a campanha, oferecem aproximadamente 40 horas de conteúdo. 

Ainda foram lançadas DLCs que adicionam missões e até novos personagens jogáveis, como os aliados de Batman Asa Noturna e o garoto prodígio Robin. Sua recepção por parte da crítica foi ainda melhor que de Arkham Asylum, rendendo a ele 93,6 de nota. 

Os críticos ressaltaram a atenção aos detalhes dos ambientes, as atuações, os desafios, a abertura e o encerramento épico e até comentaram que é difícil não se sentir como o maior detetive do mundo em patrulha. Sem dúvida esse é o jogo apresenta de forma definitiva como é estar na pele do homem morcego.

Lembrem-se, essas notas não são nossas, mas sim do agregador de notas Metacritic. Qual vilão ou vilã do Morcegão você mais odeia e qual você mais ama? Qual desses jogos marcou mais a sua vida como gamer? Coloque aí embaixo que nós vamos ler tudo.

DO PIOR AO MELHOR – BATMAN: Arkham