DO PIOR AO MELHOR: QUAL É O MELHOR JOGO DA UBISOFT, SEGUNDO A CRÍTICA?

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É isso mesmo, vocês não leram o título errado. Recebemos muitas sugestões de vocês nos comentários e uma chamou a nossa atenção. Com isso, decidimos fazer uma edição especial do quadro citando os 10 melhores jogos de uma publisher específica.

E como é de costume, fizemos uma votação para vocês escolherem entre Rockstar, Capcom, WB Games e Ubisoft. E quem ganhou foi a empresa francesa que ao mesmo tempo que é conhecida por seus bugs, produziu grandes clássicos no mundo dos videogames. Esse é o Pior ao Melhor Especial Ubisoft. Aqui estão nossos critérios, prestem bastante atenção:

  • As notas apresentadas são baseadas no agregador de nota Metacritic. Se o jogo foi lançado para mais de uma plataforma inicialmente, pegaremos as notas de cada uma das versões e faremos uma média aritmética.
  • Nós não consideramos as versões de consoles portáteis, de mobile e nem as especiais, como Game of The Year ou Gold Editions.
  • Se você tem uma opinião diferente, só deixar sua lista aí nos comentários que iremos ler tudo.

Confiram a versão em vídeo abaixo: 

6) Assassin's Creed II (2009) - 89 (PS3, Xbox 360, PC)

Assassin’s Creed 2 foi lançado lá em 2009 e é um dos favoritos pelos fãs da saga. Nele, somos apresentados a Ezio Auditore da Firenze, ancestral do protagonista Desmond Miles, que está em busca de vingança das pessoas que traíram sua família. O jogo se passa na Itália entre o fim do século 15 e o começo do século 16, período conhecido como Renascimento. 

Algumas novidades e mudanças em relação ao primeiro jogo são as habilidade de nadar, usar a visão de águia em terceira pessoa enquanto anda e um combate mais complexo. Entre os locais e pessoas histórias presentes temos Florença, Vaticano, Toscana e conhecemos um jovem muito criativo chamado Leonardo da Vinci. O sucesso do primeiro game foi tão grande que para sua continuação a equipe triplicou de tamanho, adicionando 450 membros na produção. 

Acabou que o aumento valeu a pena, já que Assassin’s Creed 2 vendeu 9 milhões de unidades em menos de um ano e foi amado pela crítica. Ele foi descrito como maior, melhor e mais bonito que seu antecessor. Todos amaram Ezio, dizendo que ele é bem mais carismático e cativante que Altair. As cidades são incríveis e muito parecidas com a realidade, a variedade de missões, armas e técnicas de stealth é enorme e a trama é intrigante. O jogo ficou com 89 de nota. 

 

6) Assassin's Creed: Brotherhood (2010) - 89 (PS3, Xbox 360, PC)

E quem também ficou com 89 de nota foi sua continuação, Assassin's Creed: Brotherhood, lançada em 2010. Dessa vez, a tarefa de Ezio é restaurar a ordem dos Assassinos e destruir seus inimigos, a família espanhola Borgia. O game introduziu um sistema de recrutamento em que você juntar aliados para a ordem dos assassinos e dar ordens para eles, como ajudar nas missões. 

O problema é que se eles morrem, não voltam nunca mais. Uma adição muito útil foi o paraquedas desenvolvido por Leonardo da Vinci, que pode ser usado ao pular de prédios altos. Grande parte do jogo se passa em Roma, mas é possível visitar outros lugares, como o Vaticano, Nápoli e até parte de Navarra, na Espanha. Ele foi o primeiro da franquia a contar com um modo multiplayer, que funciona como um treinamento para os Templários. 

Os jogadores devem se disfarçar no meio da multidão e cumprir os objetivos, que vão desde matar os adversários até escoltar algum NPC e evitar que ele seja morto. 

Na parte do desenvolvimento, a Ubisoft Montreal encabeçou a produção mas contou com a ajuda de outros estúdios espalhados pelo mundo, incluindo a Ubisoft Annecy que criou o multiplayer do jogo. Quem cuidou da trilha sonora foi o dinamarquês Jesper Kyd, que trabalhou na série Hitman, Borderlands e foi o responsável pela trilha dos 4 primeiros Assassin’s Creed. 

E o jogo foi tão bem quanto seu antecessor nos olhos da crítica. Os analistas elogiaram a história madura, as diversas melhorias feitas, a beleza das cidades e sua longa duração. E o game também foi ótimo em vendas, atingindo a marca de 1 milhão de unidades comercializadas em menos de uma semana de lançamento. Ou seja, foi uma digna continuação da história de Ezio Auditore.

 

5) Far Cry 3 (2012) - 89,6 (PS3, Xbox 360, PC)

Far Cry 3, lançado em 2012, é amado por muitos jogadores por conta de seu clássico e marcante antagonista, Vaas Montenegro. A história acompanha Jason Brody que foi tirar férias junto de amigos em uma ilha chamada Rook Islands, que fica entre os Oceanos Pacífico e Índico, para comemorar o aniversário de seu irmão mais novo. 

O problema é que o local é infestado de piratas que capturam eles e tem como objetivo vendê-los como escravos. Json consegue escapar e acaba se juntando com uma tribo de nativos para derrotar o império de Vaas e salvar seus amigos. Além de cumprir as missões principais, o jogador pode caçar animais selvagens, acabar com bases inimigas e subir no topo de torres de rádio para liberar o mapa. Há uma variedade bem grande de armas, veículos e upgrades para serem feitos e utilizados. 

Além do modo campanha, há um multiplayer cooperativo e um competitivo para os jogadores acabem com os inimigos ou com eles mesmos. A trilha sonora foi criada por Brian Tyler, que compôs a trilha de filmes como Vingadores: A Era de Ultron e Os Mercenários. 

Para promover o jogo, foi lançada uma websérie de 4 episódios chamada The Far Cry Experience com e Christopher Mintz-Plasse, de Superbad, caindo nas mãos do perverso vilão Vaas Montenegro, interpretado por Michael Mando. Para a crítica, a história não é grandes coisas, usando muitos clichês e tomando decisões duvidosas, mas o antagonista tornou muitas missões memoráveis por sua personalidade doentia e atuação impecável. 

A ilha foi muito elogiada por seu visual, pelas atividades disponíveis e pela rica história por trás dela. A gameplay também foi elogiada pela liberdade dada aos jogadores, mas as missões secundárias são meio repetitivas. Já o multiplayer acabou sendo uma completa decepção, trazendo mais do mesmo só que com uma qualidade bem baixa. Ainda assim, a balança pesou muito mais para o positivo do que pro negativo e o game ficou com 89,6 de nota.

4) Silent Hunter III (2005) - 90 (PC)

Aqui temos uma surpresa. Silent Hunter 3, lançado em 2005, é um jogo de simulação de submarino. Nele, controlamos um U-Boot alemão durante a batalha do Atlântico na Segunda Guerra Mundial. 

O jogador começa como um Tenente Júnior e deve cumprir diversas missões entre os anos de 1939 e 1943, com a situação política da guerra refletindo na geografia dos mapas. Além desse modo campanha, é possível jogar missões inspiradas em eventos históricos. Diferente de outros games do gênero, é possível ver e interagir com os membros da equipe. 

Os visuais foram elogiados, assim como a campanha convincente, os detalhes e até o gramofone. A baixa resolução e o sistema de salvamento não foram tão bem, mas ele foi descrito como um dos melhores jogos de simulação do mercado. Sua nota foi de 90.

4) Trials Evolution (2012) - 90 (Xbox 360, PC)

Também com 90 de nota, vamos para um jogo de motoca. Trials Evolution foi lançado em 2012 para Xbox 360 e chegou no ano seguinte para PC. O game consiste em você passar por diversos níveis com obstáculos usando sua motocicleta. 

Parece simples, né? Só que não é, pois a física dele é bem difícil de ser dominada, o que pode render diversos momentos de raiva e de risadas. Além dos níveis criados pela desenvolvedora RedLynx, subsidiária da Ubisoft, há também uma parte de criações da comunidade, em que é possível baixar pistas feitas por outros jogadores ao redor do mundo que vão desde ideias criativas até níveis ultra mega difíceis. 

Como muitos críticos e jogadores reclamaram da curva de aprendizado de Trials HD, lançado em 2009, foram colocados tutoriais no começo de cada tier de dificuldade. Ele roda travado em 60 quadros e possui gráficos 3D, mas as motos dirigem em linha reta, num esquema meio 2D. 

Além disso, o jogo possui um modo multiplayer local e online competitivo, no qual os jogadores podem escolher baterias de pistas para competir entre si. O game foi muito bem avaliado pela crítica, que gostou dos visuais, da gameplay, do multiplayer, do editor de leveis e do fator replay. A evolução em relação ao seu antecessor foi bem grande e ele foi descrito como uma das melhores experiências disponíveis no Xbox Live Arcade.

4) Rayman 2: The Great Escape (1999)- 90 (Nintendo 64,Dreamcast, PS1, PS2, PC)

Pra fechar o bonde dos 90, temos o segundo jogo do mascote da Ubisoft, Rayman 2: The Great Escape, lançado em 1999. Diferente de seu antecessor, que era plataforma 2D, esse aqui se aventura na terceira dimensão para trazer uma das melhores experiências do gênero. 

Nesse game, Rayman e Globox e outros aliados devem combater os Robôs Piratas, liderados pelo Almirante Razorbeard, que invadiram o mundo chamado de Glade of Dreams. A gameplay consiste em pular obstáculos, enfrentar inimigos, resolver puzzles e colecionar lums, esse último libera novas partes do mundo. 

No início, Rayman começa com algumas habilidade, mas vai ganhando outras com o passar da jogatina. Enquanto as versões de 64, PC e Dreamcast foram desenvolvidas pela Ubi Pictures, que criou o primeiro game, a de PS1 ficou por conta da Ubisoft Shanghai. A crítica simplesmente amou o jogo, dizendo que o design fofo e liso dos personagens e a gameplay polida fizeram com que o jogo seja um dos poucos a ter algo a oferecer para qualquer game, independente da idade ou habilidade. 

Além disso, também foram elogiados o áudio, os controles, o mundo e a trilha sonora. Na época do lançamento, ele era constantemente citado como um dos melhores jogos já produzidos e dá pra entender o porque.

3) Rayman Legends - 90,5 (PS3, PS4, PS Vita, Xbox 360, Xbox One, WiiU, PC)

E vamos de um game do Rayman para outro. Raymand Legends, lançado em 2013, segue o mesmo estilo de gameplay de Rayman Origins, que junta até 4 jogadores para passarem por diversos níveis derrotando inimigos, coletando lumus e salvando os pequenos Teensies. 

Há também um multiplayer competitivo chamado Kung Foot, que é basicamente uma partida de futebol, e níveis especiais de ritmo que contam com covers de músicas como Black Betty, Eye of the Tiger e Antisocial.

Nas versões do WiiU, Vita e PS4 é possível controlar Murfy com o controle touch em vez de apertar um botão para ele ajudar cortando cordas, ativando mecanismos, segurando inimigos e muito mais. O jogo foi muito elogiado por basicamente ser uma evolução do seu antecessor mas trazer muitos conteúdos novos. 

A gameplay e o design dos leveis foram elogiados, assim como a jogatina coop. Muitos descreveram ele como próximo da perfeição, vacilando na curta duração, mas apresentando um game incrível. Ele ficou com 90,5 de nota. 

3) Tom Clancy's Splinter Cell (2002) - 90,5 (PS2, Xbox, GameCube, PC)

E quem ficou também com 90,5 de nota foi Tom Clancy’s Splinter Cell, lançado em 2002. Mesmo levando o nome do famoso escritor, o jogo não foi baseado em nenhuma história dele, mas foi endossado por Tom. 

Se passando em 2004, a história foca em missões realizadas por Sam Fisher, um ex-marinheiro americano e veterano da Guerra do Golfo que aceitou a voltar a ativa entrando para a recém criada divisão “Terceiro Escalão” que, a propósito, era o nome que os desenvolvedores usavam para se referir ao título antes de um anúncio oficial. 

O game usa a Unreal Engine 2 e seu visual tem muito foco em luz e breu, encorajando os jogadores a se movimentarem nas sombras sempre que possível. Para enxergar em locais escuros, os óculos que Sam usa possuem tanto o modo de visão noturna quanto de calor. 

E o que a crítica achou? Obviamente eles adoraram. Seus efeitos de luz foram descritos como os melhores feitos até aquela época, o trabalho de voz de Sam, feita por Michael Ironside, foi classificado como perfeito e os elogios se estendem para seus gráficos e sua jogabilidade, sendo como uma evolução do que tinha sido apresentado em Metal Gear Solid. 

Só que nem tudo são flores. Os gráficos das cutscenes não estavam no mesmo nível do resto do jogo e ele se tornava frustrante às vezes por serem puramente tentativa e erro. Ele vendeu muito bem e abriu espaço para muitas continuações.

2) IL-2 Sturmovik (2001) - 91 (PC)

Já tivemos jogo de submarino, de motoca e agora de avião. IL-2 Sturmovik, lançado em 2001, é um simulador de combate aéreo que se passa durante a Segunda Guerra Mundial e se foca nas batalhas do fronte leste. 

No total, estão disponíveis 31 aviões jogáveis e 40 não jogáveis, que atuam como inimigos. Entre as nações presentes termos Austrália, França, Finlândia, Alemanha, Hungria, Itália, Japão, Holanda, Nova Zelândia, Polônia, Romênia, Eslováquia, Reino Unido, Estados Unidos e União Soviética. Ele também tem um modo multiplayer online que suporta até 100 jogadores ao mesmo tempo. 

O game foi desenvolvido pela russa 1C:Maddox Games e o nome foi escolhido como uma homenagem a um avião soviético de mesmo nome. O game foi elogiado pela sua jogabilidade realista, seus ótimos visuais, e seus sons incríveis e ele acabou sendo um dos maiores expoentes do gênero no mundo dos videogames. Ele ficou com 91 de nota.

1) Prince of Persia: The Sands of Time - 91,25 (PS2, Xbox, GameCube, PC)

E chegamos ao primeiro colocado com ele, Prince of Persia: The Sands of Time. O jogo lançado em 2003 acompanha um príncipe sem nome que consegue um artefato poderoso chamado Adaga do Tempo e uma ampulheta com as areias do tempo. 

O problema é que ele é enganado e acaba soltando essa areia, o que faz com que a população da cidade vire monstros. Com isso, o príncipe e uma aliada devem retornar a areia para a ampulheta e reverter esse desastre. O jogo é uma mistura de ação com plataforma e puzzles. As formas de passar por obstáculos lembram muito movimentos realizados no parkour. 

O grande diferencial da gameplay é a possibilidade de usar a adaga para voltar no tempo para corrigir erros cometidos enquanto pula de cá pra lá além de congelar e matar adversários. Esse foi o primeiro jogo da franquia criada por Jordan Mechner desenvolvido e publicado pela Ubisoft, que acabou contando com a ajuda de Jordan na parte do roteiro. 

Quem deu voz ao príncipe foi o ator Yuri Lowenthal, que fez tanto sucesso que foi chamado para interpretar o personagem nos outros dois games da franquia. A trilha sonora ficou a cargo de Stuart Chatwood, baixista da banda canadense The Tee Party, que fez um trabalho tão bom que retornou para o cargo em outros games desenvolvidos pela Ubisoft. 

Acabou que o jogo foi amado pelas massas e idolatrado pelas multidões. Os críticos adoraram a gameplay, a história, as acrobacias e os desafios, mas a câmera era meio estranha. Ainda assim, muitos classificaram ele como um clássico instantâneo, o que rendeu diversos prêmios de jogo do ano. Ele ficou com 91,5 de nota.

Lembrem-se, essas notas não são nossas, mas sim do agregador de notas Metacritic, mas mais importante do que isso é a opinião da galera do Voxel, então vamos ouvir os três jogos favoritos de cada integrante do nosso canal, do Pior ao Melhor. 

Querem saber as opiniões da galera do VOXEL? Confiram no vídeo acima no finalzinho, o Bruno Micali, o Francesco, o Ruan, a Thais e o Vini comentam, quais são os três melhores para eles.

Esse foi o Pior ao Melhor Especial Ubisoft que foi escolhida por vocês durante essa última semana. Deixe aí nos comentários.

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