Immortals: Fenyx Rising, da Ubisoft: nossas primeiras impressões

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Como vocês puderam ver durante o Ubisoft Forward, na nossa live (se não viu, clique aqui e assista ao evento completo) Gods and Monsters mudou de nome e agora se chama Immortals: Fenyx Rising. A convite da publisher francesa, pudemos jogar 2 horas para mostrar para vocês nossas primeiras impressões sobre o game. Importante lembrar que esse é um trabalho em desenvolvimento pela Ubisoft Quebec, e pode haver mudanças até o lançamento do jogo, que acontecerá em 3 de dezembro.

Também é bom salientar que a build que jogamos estava apenas legendada em português brasileiro, mas o game final será dublado.

Confiram nossas primeiras impressões em vídeo:

O que é Immortals: Fenyx Rising?

Fazia tempo que não falávamos sobre o antes conhecido Gods and Monsters; então, vamos relembrar um pouco o que é o agora chamado Immortals: Fenyx Rising. A narrativa do game se baseia na mitologia grega.

Aqui controlamos Fenyx, uma semideusa que tem a missão para salvar os deuses gregos e sua casa de uma maldição e derrotar o Titã Tifão. O jogo segue o gênero de ação e aventura que conta com um mundo aberto e alguns elementos de RPG.

Logo ao começar, a primeira impressão é de que parece uma fusão de Zelda Breath of the Wild e Assassin’s Creed. O jogo lembra muito o game da Nintendo, não só no visual, mas também no estilo. Temos uma barra de stamina, que se esvai ao realizarmos ações como escalar, usar poderes, voar, nadar e outras coisas.

E as semelhanças com o game da Nintendo não param por aí. Para ganhar “raios de Zeus”, item que garante um aumento na stamina máxima, a protagonista precisa vencer um desafio no Tártaro, atravessando fendas encontradas em todo o mundo do jogo. Esses desafios lembram bastante os templos que Link precisa ativar em Breath of the Wild, mas logo falamos sobre eles.

Mas vamos deixar as comparações de lado um pouco e focar na experiência de jogar a novidade da Ubi. Um ponto que conseguimos notar desde o início é que o humor está bastante presente. A história é contada por Zeus e Prometeus. Enquanto Prometeus faz a narrativa, Zeus faz comentários irônicos e piadinhas, às vezes até quebrando a quarta parede, conversando com o jogador e afirmando que está em um jogo de video game e até citando outros jogos, não necessariamente da Ubisoft.

Combate, equipamentos e itens

Durante a aventura, Fenyx enfrenta dezenas de inimigos, como minotauros, grifos, ciclopes e górgonas, para dar um exemplo. O combate foi a parte que mais curti na demo que jogamos. A semideusa é capaz de usar diversos artifícios em combate que tornam as tretas bem legais.

Entre algumas opções temos armas lendárias, como a espada de Aquiles, o machado de Atalanta, o escudo de Athena e o arco de Odyssey. Masterizar o uso de cada uma dessas ferramentas e diversificar o uso entre uma e outra em momentos-chave das lutas é o segredo do sucesso. Entretanto, apesar de o estilo visual do jogo ter essa pegada mais leve, não pense que vai ter colher de chá; algumas batalhas são bem complicadas e vão exigir que você domine várias nuances, como desviar e usar o parry na hora certa. Se não… é game over com certeza.

Os elementos de RPG do jogo estão presentes nos equipamentos e nas habilidades. As armas e armaduras que a heroína adquire durante a aventura têm status próprios, cada uma com um efeito e vantagens diferentes, enquanto uma armadura oferece mais um ponto de stamina, outra pode oferecer uma porcentagem extra de defesa.

Na build que jogamos, infelizmente não tínhamos a opção de melhorá-las, mas no game final isso estará disponível, então a escolha vai depender da situação na qual você se encontra e das melhorias feitas.

Vamos falar de itens agora. Pelo menos na parte que jogamos, Fenyx conta com quatro tipos de poções para dar uma forcinha nas pelejas. A vermelha cura vida, a azul cura stamina, a roxa aumenta o ataque e a amarela, a defesa; e usar esses itens pode mudar o curso das batalhas radicalmente.

Cada uma dessas poções tem uma árvore de habilidades própria, aumentando os efeitos a cada upgrade.

Falando em upgrades, prepare-se para explorar muito para recolher materiais e fazer essas melhorias. Cada item precisa de um tipo diferente de material para upar. Na build que jogamos não tínhamos acesso a esses upgrades, mas pelo que conseguimos ver e tirar conclusões do menu de equipamentos, são oito tipos de materiais para upar cada atributo ou equipamento da protagonista.

Além da pancadaria

O game é mais do que apenas sair por aí batendo em seres mitológicos. O mundo de Immortals é dividido em sete regiões, cada uma com uma ambientação diferente e governada por um olimpiano diferente. Forgelands, a única a que temos acesso nessa build, é dominada por montanhas e desertos com bastante fogo,  já que é a terra de Hefestos, o ferreiro dos deuses.

Pelo que dá para identificar olhando o mapa, teremos a região de Athena, Afrodite, Ares e mais dois cujas estátuas eu não reconheci.

Você pode querer explorar esses locais voando ou usando sua montaria. Para conseguir uma montaria, é preciso domá-las; cada uma tem um nível de stamina diferente. Nosso cavalo robotizado tem três barras inteiras, enquanto esse que domamos na gameplay tem apenas uma. Cabe ao jogador encontrar as melhores do jogo. É claro que se você não quiser atravessar o mapa dessa forma o recurso de viagem rápida está presente no jogo.

Todas essas regiões estão tomadas pelas criaturas de Tifão, mas nem sempre você vai resolver tudo na porrada; o game está repleto de puzzles, que vão recompensar o jogador que os resolver, com armaduras, armas ou materiais para melhorar itens.

No game existem locais chamados Fendas. Quando o jogador entra nessas fendas, é transportado para o Tártaro. De acordo com a mitologia grega (e não com o seu dentista), Tártaro é a personificação do Mundo Inferior. Nele estão as cavernas e grutas mais profundas e os cantos mais terríveis do mundo dos mortos. Esses locais guardam grandes tesouros que vão vir bem a calhar durante a aventura, mas não é fácil adquiri-los; cada fenda conta com uma sequência de desafios que pode ser tanto derrotar inimigos quanto montar complicados quebra-cabeças.

Conclusão

Eu me diverti bastante com a experiência de Immortals: Fenyx Rising, apesar de achar que no todo ele está bem parecido com The Legend of Zelda: Breath of the Wild. O game cria uma identidade própria, com narradores carismáticos e uma mitologia que, embora seja excessivamente explorada no mundo dos games, aqui tem um viés mais bem-humorado e sem compromisso.

Immortals é aquele tipo de jogo para quem gosta de puzzles, mas também de relaxar a mente com uma aventura divertida.

Immortals: Fenyx Rising, da Ubisoft: nossas primeiras impressões