"A base instalada de consoles está tão grande agora quanto será para sempre. Essa geração não será maior que a última. Nós ficaremos na mesma". Com essas palavras em uma conferência da DICE Europe, o analista Michael Pachter pode ter causado uma dor de cabeça na indústria e no consumidor. Afinal, será que é isso mesmo? Atingimos o ápice na área?

O analista afirma que esse é o último ciclo real de consoles, o que não significa que as empresas vão desaparecer logo depois. O palpite é de que a próxima geração envolva o conceito de que um console em si (e nem mesmo a nuvem) não é mais necessário para rodar um game: só precisamos de CPU, GPU, um controle, armazenamento e uma tela.

Aparelhos como um smartphone ou uma Apple TV, por exemplo, podem ser os "consoles" do futuro. Esses hardwares, inicialmente não voltados só para games, se tornaram tão potentes e sofisticados que já são capazes de segurar jogos bem pesados e complexos. Isso é benéfico até para as desenvolvedoras, já que um futuro sem "travas" de console faria os títulos venderem muito mais.

E a geração atual?

Segundo Pachter, com o PS4 vencendo por "pouco", esses serão os números finais de consoles vendidos por unidade no fim da geração:

  • Wii U: 20 milhões
  • PlayStation 4: 120 milhões ou 130 milhões
  • Xbox One: 100 milhões ou 110 milhões

O ciclo, somado ficaria cerca de 10 milhões de unidades de console atrás da geração anterior — mas isso não significa que são números ruins.

Porém, o tal futuro sem console é muito mais brilhante. "Quantas pessoas jogariam GTA se não precisassem de um console? 100 milhões. São números malucos. Isso faz muito sentido. Vai acontecer", afirma.

Via Baixaki Jogos.

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