Uma experiência sentida na pele por quem comprava discos piratas de baciada na época do primeiro PlayStation – é feio, mas realmente acontecia – e que se agravou com a chegada de serviços como Steam é o tanto deles que você joga algumas vezes para depois deixar de lado. Pudera, já que basta uma promoção-relâmpago como a Summer Sale para que o gamer mais mão de vaca adicione uma nova leva de títulos à sua coleção. Porém, você sabia que essa “mania” está se alastrando até para o tradicional mercado das cópias físicas dos jogos?

Enquanto é fácil entender que esse cacoete de comprar mais do que consegue jogar aconteça nas versões digitais dos games – já que os preços de algumas delas chegam a ser quase simbólicos em portais como o Humble Bundle –, a história é diferente no ambiente do varejo. Para entender esse comportamento, a rede de lojas GameStop encomendou uma pesquisa com os consumidores norte-americanos e descobriu, logo de cara, que nada menos do que 92% desse público confessou possuir ao menos um disco que está encostado há tempos.

O estudo foi feito através de um formulário online dos dias 22 a 24 de junho, contando com informações coletadas de 400 usuários com idades entre 25 e 54 anos. Claro que o resultado da brincadeira revelou uma avalanche de números bastante interessantes. Se você ficou impressionado com a porcentagem de pessoas que têm um jogo ocupando espaço na sala, saiba que 33% delas afirmou ter de cinco a nove títulos nessa situação, enquanto 38% chegam à marca de dez a 20 jogos empilhados e pegando poeira.

Questionados sobre por que não se desfaziam dos games, as respostas mais recorrentes foram de que a preguiça impedia de irem à loja para revender os produtos (28%) ou que só iam atrás do prejuízo quando faltava dinheiro na carteira (27%). Apesar de não parecer ser algo muito significativo no orçamento, estima-se que dois a cada cinco desses clientes deixe de ganhar algo em torno de US$ 200 (cerca de R$ 700) por não passar os discos para frente. Por que tudo isso importa para a GameStop? Porque eles lucram muito com a venda de usados.

Fluxo constante do mercado

Na verdade, a rede norte-americana tem como maior fonte de renda exatamente o comércio de jogos de segunda mão, uma coisa que pode parecer estranha para nós, mas é algo muito comum nos EUA. Assim, nada mais natural que haja um empenho da empresa em estimular seus clientes a levantar da cadeira para deixarem seus discos nas lojas da franquia e muito provavelmente saírem com outro título – novo ou usado – de baixo do braço.

Esse comércio constante de produções de video game acaba beneficiando até o consumidor, uma vez que a pesquisa mostra que mais de 90% deles empurrou para mais tarde a aquisição de um produto gamer por estar com a grana curta. Na opinião de Kyle Leonard, vice-presidente do setor de trocas da GameStop, esse modelo de compra e venda de usados é a solução perfeita para os usuários.

Claro que, quando mais recente for o jogo “descartado”, mais ele vale em dinheiro ou na aquisição de outros produtos do varejo. Adicionalmente, um executivo reafirmou – em outra ocasião – o compromisso da companhia em estender o lema “buy, sell, trade” (“compre, venda, troque”) para além da jogatina tradicional, levando o conceito para o material adquirido nas plataformas digitais das grandes empresas do mercado.

Mais de 90% dos jogadores possui ao menos um game que só ocupa espaço em casa. E você, tem quantos? Comente no Fórum do Baixaki Jogos!

Via Baixaki Jogos.

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