Abandonware, pela fusão de palavras, indica a expressão “abandoned software”, ou software abandonado, representando, desta forma, o grupo de programas e jogos de computador que já não são mais utilizados ou publicados por seus desenvolvedores.

Como a onda surgiu

O termo foi inventado em meados de 1997, quando dois amigos perceberam a falta de programas e suporte para quem tinha computadores antigos em casa. Desta forma, eles criaram dois sites, para máquinas antigas e jogos clássicos, tentando amenizar o problema de muitos usuários.

A quantidade de admiradores e futuros adeptos da idéia cresceu rapidamente, da mesma forma que acontecia com os sites de abandonwares. Poucos meses depois, seria criado o Abandonware Ring, o grupo oficial de sites referentes a softwares abandonados.

Idealizado por usuários frustrados pela falta de programas antigos disponíveis.Definição do termo

A palavra abandonware pode ser definida de várias formas. Segundo os criadores do termo, para ser considerado um abandonware, o programa ou jogo precisa, além de ter mais de quatro anos desde seu lançamento, não ser mais vendido, divulgado ou conter suporte proveniente de seu desenvolvedor.

Desta forma, se os direitos de um software abandonado forem vendidos para outra empresa, ou o próprio desenvolvedor resolver passar a divulgá-los novamente (como acontece com o serviço Virtual Console, da Nintendo, que vende clássicos da empresa desde seus primeiros consoles), o aplicativo deixa de ser um abandonware, voltando a ser um produto normal de vendas.

Contra a lei?

Se considerarmos a lei americana sobre direitos autorais, a divulgação dos abandonwares pode ser considerada um crime, por ferir o prazo de detenção do uso, edição e divulgação dos aplicativos pelo seu desenvolvedor, que é de 95 anos para produções empresariais.

No entanto, levando tal lei para a prática, é ridículo pensar que demoraria quase um século para podermos usufruir livremente dos softwares atuais. Por esse motivo, os sites de abandonwares continuam crescendo em adeptos, mesmo que a prática seja considerada ilegal.

Além disso, empresas como a Disney já mostraram contornar a lei de direitos autorais em seu favor. Se levarmos em conta a primeira exibição do personagem Mickey, seus direitos deveriam ter se tornado públicos no ano de 2004. No entanto, ações movidas pela empresa prorrogaram o prazo, impossibilitando alterá-los ou divulgá-los livremente até, pelo menos, o ano de 2018.

Conjunto de softwares para livre alteração.Open source

Levando em consideração as novas tendências do mercado de aplicativos, bem como os limites do que é legal e o que é pirata, muitos desenvolvedores passaram a criar programas livres para serem editados e modificados por qualquer usuário, o que atualmente chamamos de “open source”.

Isso torna os aplicativos em código aberto fortes concorrentes em relação aos seus congêneres pagos, por permitirem que qualquer pessoa modifique os programas, tornando-os rapidamente aprimorados e atualizados, o que mesmo em um ambiente de desenvolvimento privado pode ser um desafio.

Nadar contra a corrente?

Não há como negar que o advento da Internet veio para conturbar os padrões conhecidos sobre direitos autorais, e, na questão dos softwares e jogos para computador, o processo é semelhante. Os abandonwares são, por sua própria definição, uma questão contraditória.

É estranho pensar que um game não mais utilizado por seu desenvolvedor levaria décadas para se tornar de uso público, fazendo com que, apenas quem conseguiu adquirir o aplicativo a tempo pudesse fazer uso de suas características.

Desta forma, percebemos que a grande maioria das empresas desenvolvedoras de jogos e programas não fazem questão de se envolver em processos jurídicos contra quem se apropria de algumas idéias e até mesmo jogos antigos delas.

Se, por um lado, esse tipo de pirataria usa, ilegalmente, a propriedade autoral de grandes empresas, por outro, torna seus elementos extremamente divulgados na rede, o que é uma maneira excelente de propagar qualquer idéia ou conteúdo.

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