Desde 2009, quando o desenvolvimento de The Witness teve início, o game já triplicou de tamanho, passando de um adventure com puzzles que se estende por oito horas a uma produção que exige de 25 a 40 horas para ser completada.

A criação, que envolve nove pessoas e oito contribuidores, é liderada por Jonathan Blow — o desenvolvedor foi responsável pelo hit Braid, que fez sucesso na geração passada, e é um dos focos do filme “Indie Game: The Movie”.

O lançamento do jogo de plataforma que projetou Blow para o mercado ocorreu em 2008, no Xbox 360 e no PlayStation 3 — com destaque especial para o console da Microsoft. Ao estrear na página principal de lançamentos da Xbox Live, uma onda de sucessos indies não demorou para invadir os mercados digitais.

O problema é que Braid já está datado. As plataformas originais estão caindo em desuso, e, ainda que a versão de PC ainda esteja sendo comercializada, o lucro passa bem longe da era de ouro dos jogos independentes.

Em entrevista ao Engadget, o desenvolvedor explicou que sua renda não é mais o bastante para fundar o time por trás de The Witness, o que o fez recorrer a fundos externos para completar a produção. “Por conta disso, espero que algumas pessoas comprem o jogo quando ele estiver pronto”, diz Blow.

Desafie você mesmo

Blow também deu mais detalhes sobre seu novo jogo, o que é algo bem raro — o plano é manter as informações escassas, para não estragar a experiência. Os números impressionam: no total, The Witness já conta com 677 quebra-cabeças, espalhados em 11 áreas diferentes.

Para conseguir zerar o jogo, é preciso resolver no mínimo oito ou sete dessas seções, mas Blow adianta que quem se esforçar para ter uma pontuação de 100% vai ser agraciado com extras.

A experiência, que já está sendo construída há seis anos, se baseia na ideia de explorar uma ilha, completamente sozinho, e encontrar um motivo maior por trás da solidão em resolver a infinidade de quebra-cabeças que guiam o caminho.

O tempo de desenvolvimento não é algo que Blow enxerga como problemático. Nas palavras do criador, daqui a 20 anos, o que vai importar é a qualidade. “Seria um infortúnio sacrificar parte da qualidade apenas para conseguir lançar [The Witness] um pouco mais cedo”.

Via BJ

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