Uma pesquisa conduzida pela Pew Research, divulgada nesta quinta-feira (23), mostra o que muitos jogadores já sabiam: o ambiente dos games online não é exatamente acolhedor tampouco educado com pessoas do sexo feminino. Entre os 3 mil usuários de internet consultados pela empresa, somente 3% deles consideram esse ambiente como particularmente acolhedor a mulheres — marca que chegou a 44% em relação ao sexo masculino.

Em compensação, 51% dos entrevistados consideraram esse universo como igualmente acolhedor a pessoas de ambos os sexos. No entanto, comparados aos demais ambientes online considerados, a Pew observou que os jogos online tiveram os piores resultados possíveis.

“Enquanto a maioria dos ambientes online foi vista como igualmente acolhedores para ambos os gêneros, os piores resultados vieram dos jogos online. 44% dos entrevistados disseram que a plataforma é mais acolhedora a homens”, afirma o texto que acompanha a pesquisa.

Pesquisa reflete uma realidade negativa

No âmbito geral, 27% dos entrevistados afirmaram que já foram chamados por algum nome ofensivo pelo menos uma vez — número que aumenta para 50% em relação aos jovens adultos. As estatísticas também mostram que aproximadamente 25% das mulheres entrevistadas já sofreram algum tipo de assédio online e quantidade semelhante já se deparou com alguma forma de ameaça física. Para completar, 18% das entrevistadas já tiveram que sofrer com essa situação de forma constante, contra 7% dos usuários em geral.

Infelizmente, a pesquisa da Pew só reforça as impressões deixadas por campanhas como o GamerGate — que, sob a pretensão de cobrar mais “ética”, se aproveita para realizar campanhas de assédio contra mulheres proeminentes da indústria. A agressividade do movimento se tornou grande a ponto de críticos como Anita Sarkeesian terem que abandonar suas casas diante do recebimento de ameaças, algo que chamou a atenção de meios que normalmente passam longe da cobertura do universo dos video games.

Via BJ

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