The Evil Within prometia ser um excelente game de survival horror. Também pudera: tendo como diretor o criador da série Resident Evil, não poderia ser diferente. O BJ já teve a oportunidade de testar esse jogo em nossos gameplays diários e pudemos ter as nossas primeiras impressões sobre ele. Para nos prepararmos antecipadamente, a Bethesda Softworks, distribuidora do título, havia liberado os requisitos mínimos e recomendados para o seu PC rodar este game.

Estranhamos as especificações mínimas sugeridas pela empresa, mas o público constatou que um hardware "relativamente modesto" já era o suficiente para oferecer uma jogatina digna dos consoles da última geração. No entanto, desfrutar da experiência máxima do game parece ser um feito praticamente impossível.

Quem constatou esse fato infeliz foi o site Eurogamer, que, mesmo com um hardware parrudo, não foi capaz de “travar” The Evil Within a 60 fps na resolução de 1080p. Eles conduziram os testes utilizando um processador Intel Core i7 3770K (com overclock para rodar a 4,3 GHz) e 16 GB de memória RAM. Como chip gráfico, foi utilizada uma variedade grande de opções: GTX 750 Ti, GTX 760, GTX 780, AMD Radeon R9 290X e a toda poderosa GTX 980, recém-lançada pela NVIDIA.

Os testes indicaram que a marca é alcançada, mas não se mantém mesmo utilizando um equipamento extremamente poderoso. Ou seja: o game não trava a 60 quadros por segundo em toda a jogatina. O site também testou outras CPUs, não obtendo sucesso em manter a marca. Os resultados, veiculados no canal DigitalFoundry, você confere no vídeo a seguir.

Usuários do fórum NeoGAF também constataram detalhes curiosos a respeito desse game: utilizando um processador Ivy Brigde da geração passada, o i7 3770K, o resultado foi muito mais próximo ao do chip da geração anterior a esse do que o obtido pelo modelo mais recente. O motivo pelo qual a família Haswell, a mais atual da Intel, executa o título com uma qualidade tão superior ainda é um mistério.

Outro usuário verificou que The Evil Within não é capaz de gerenciar muito bem a divisão de tarefas entre os múltiplos núcleos de um processador. O game parece colocar toda a carga sobre apenas um deles, desperdiçando todo o poderio que as CPUs têm a oferecer.

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Os resultados acerca da execução do game a 60 quadros por segundo eram, de certa forma, “esperados”. Isso porque a própria Bethesda havia dito que o desenvolvimento do título estava mirando os 30 fps nos PCs. Porém, comandos debug possibilitariam rodar o jogo a taxas de frame mais altas, apesar de a companhia não recomendar e não oferecer suporte a isso.

Esses resultados mostram que The Evil Within não foi um port perfeitamente trabalhado, como já aconteceu diversas vezes no passado. Computadores mais parrudos não conseguem ter uma “experiência máxima” e todo o poder de fogo de suas máquinas acaba sendo “desperdiçado”. Pelo visto, os PC gamers vão ter que se contentar com isso.

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