Na maioria das vezes, quando ouvimos falar de video game fora dos veículos de informação especializados, o que encontramos são argumentos negativos sobre esse tipo de mídia — quase sempre análises superficiais. No entanto, uma pesquisa recente traz alguns dados que contrariam aqueles que usam os games como bode expiatório.

Um estudo feito pela Universidade de Oxford realizou testes com quase 5 mil crianças e comparou as que nunca jogavam video game com aquelas que jogavam durante um período do dia. Cerca de 75% dos menores de 18 anos no Reino Unido jogam games ao menos uma vez ao dia, mas aqueles que jogam cerca de uma hora são os que ganham os verdadeiros benefícios.

“Aqueles que jogavam video game por menos de uma hora foram associados a maiores níveis de sociabilidade e apresentavam sinais de que estavam mais satisfeitos com suas vidas”, declara a pesquisa. “Eles também pareceram ter menos problemas com amizades e na área emocional, além de apresentarem menos hiperatividade do que integrantes dos outros grupos”.

Porém, o exagero não apresenta benefícios

Aqueles que jogavam em períodos mais longos do que três horas diárias, entretanto, apresentaram efeitos negativos. Cerca de 10% a 15% das crianças gastavam muito tempo do seu dia jogando. O estudo descobriu que esses jovens eram menos ajustados que os demais, porque o “excesso” de jogatina estaria privando-os de “outras atividades enriquecedoras”, como exercícios físicos e contato com os amigos.

Todavia, o estudo descobriu que os efeitos — tanto os positivos quanto os negativos — de jogar games representavam uma influência pequena no comportamento e desenvolvimento das crianças.

O autor do artigo, Dr. Andrew Przybylski, sugeriu que mais pesquisas são necessárias. Ainda assim, parece que o hábito gamer não é tão destrutivo ao bem-estar e à saúde mental das crianças como algumas pessoas insistem em acreditar.

Via BJ

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