As Conquistas, no Xbox e Steam, e Troféus, no PlayStation, são mecanismos bastante comuns nos títulos de hoje. Trata-se de algo que os desenvolvedores e produtores de jogos criam para prolongar a vida dos games, além, é claro, de oferecer alguns desafios a mais para os jogadores.

O Google Play Games é um bom exemplo de como está disseminada essa ideia e de como realmente não importa qual seja a plataforma, há como incluir desafios e conquistas para os jogadores. Além disso, podemos competir com outras pessoas, o que acaba estendendo ainda mais a vida útil de um título.

E, pensando um pouco, é difícil remontar quando tudo isso começou. Provavelmente a prática deve ter nascido de desafios impostos por amigos que duvidaram que determinada façanha fosse realizada. E isso pode muito bem nem ter sido criado diretamente no mundo dos games.

Mas, supondo que tenha começado em algum game, é provável que o Pong, um dos primeiros jogos de video game a existir, tenha trazido os primeiros desafios para serem batidos. Alcançar determinada pontuação talvez seja o principal deles e obviamente o mais difícil. Porém, se transportássemos o título para os dias de hoje, poderíamos incluir provações como “entrar em uma partida 1.000 vezes”, “alcançar 100 pontos 100 vezes seguidas” ou “manter o jogo ligado por 100 horas ininterruptas”. Sabemos que há desafios assim em alguns games.

Dificuldade de alguns desafios

Manter o video game ligado por 100 horas não é algo necessariamente difícil. Há o problema com a conta de luz, mas alcançar o feito não exige habilidades tremendas do jogador ou uma vasta experiência no título. Porém, há algumas conquistas que são realmente difíceis, se não impossíveis, de serem alcançadas.

Um ótimo exemplo é o Seriously 3.0 do Gears of War 3. A extensa lista de afazeres torna quase impossível a conquista, mas foi uma ótima jogada da desenvolvedora para envolver os gamers ainda mais no título. O Demon’s Souls, um dos jogos mais difíceis do PlayStation 3, também trouxe troféus dificílimos de alcançar. O Soldier, que exigia que o Herculano conquistasse todas as “trophy weapons”, oferecia um verdadeiro desafio para os jogadores.

Um clássico que trouxe um desafio verdadeiramente difícil foi o Guitar Hero III: Legends of Rock, game multiplataforma que esteve presente desde o PlayStation 2 até a geração passada. O The Inhuman Achievement desafiava o jogador a executar a faixa “Through Fire and Flames” no modo expert, façanha praticamente impossível.

As conquistas mais complicadas eram aquelas que exigiam fechar o game sem morrer ou tomar algum dano – aí as coisas complicavam. No entanto, há também aqueles achievements que não exigem muito das pessoas: o famoso “melzinho na chupeta”. Muitas vezes o simples fato de você iniciar o game lhe dá o direito a um troféu ou uma conquista e, em relação a esses, não vale a pena comentar.

Conquistas impossíveis

Porém, ao tocar no assunto da dificuldade de alguns desafios, podemos nos deparar com aqueles que são realmente impossíveis. Na há como, por exemplo, terminar Final Fantasy VII sem que a Aeris morra. Isso considerando o jogo tradicional, sem nenhuma modificação ou hack.

Não tem como, minha gente. Ela morreu.

Na época do jogo (no fim milênio passado), não existiam essas conquistas e as próprias pessoas impunham desafios para serem batidos. Muitos acreditavam realmente ser possível realizar essa façanha, mas as tentativas foram em vão. Para saciar o desejo de alcançar o feito, foi necessário criar mods com um final alternativo para o game.

Outro exemplo e que verdadeiramente se mostrou uma conquista impossível foi o caso do título Hate Plus. Sem revelar muitos detalhes de seu enredo, apesar de muitos provavelmente não o conhecerem, o game trazia uma trama em que uma das personagens morria ao final.

Não há o que fazer: ela também morrerá.

E, como achievement no Steam, um dos objetivos do título era terminá-lo sem que ela morresse. O nome da Conquista até remonta uma das esperanças que muitos ostentavam na época de Final Fantasy VII – Level Four Revive Materia era o último nível do suposto item (Revive Materia) que seria capaz de reviver Aeris no final da trama.

Da mesma forma que aconteceu com o título da Square, alguns se reuniram para criar um jogo em que a personagem não morreria. Essa tentativa (que já deu certo, na verdade),levantou algumas questões que valem a pena serem discutidas:

  • Até que ponto os jogadores podem querer interferir na história do game sem desrespeitar o autor?
  • O quanto as achievements ajudam ou atrapalham a experiência do jogo?
  • E quão forte pode ser a ligação emocional criada entre um personagem de video game e o jogador?

Algumas dessas questões podem acabar fugindo um pouco do foco da matéria, mas são bastante interessantes para serem discutidas em uma conversa amigável. É válido gostar tanto de um personagem a ponto de criar um novo jogo para que ele não morra no final e modificar totalmente (ou mesmo parcialmente) o título que o autor imaginou?

Depois de conseguir todas os achievements, resta mais um.

Mas a verdadeira questão gira em torno de conquistas, troféus, medalhas, desafios, stamps ou qualquer que seja o nome dado a esse mecanismo que instiga ao mesmo tempo em que irrita muitos jogadores, existindo de fato (com uma lista ou mesmo escondidos) ou não. Conte-nos suas experiências e como você encara os achievements nas suas jogatinas, independentemente de qual seja a sua plataforma ou título preferido. 

Via BJ

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