Dois mods para o jogo Portal 2 têm despertado a atenção da comunidade gamer. Um deles é pago; o outro, gratuito. Sob o nome de “Aperture Tag: The Paint Gun Testing Initiate”, o pacote com conteúdo pago pode ser adquirido por R$ 13,99 exclusivamente para PCs (Steam). Sob fase de desenvolvimento, “Portal Stories: Mel” vai guiar, de graça, os jogadores rumo à história que precede o evento “Aperture: Science Innovations”.

O conteúdo pago disponibilizado pela desenvolvedora conhecida como Aperture Tag Team já pode ser baixado; espera-se que o lançamento do DLC gratuito seja feito no início de 2015. Fato é que ambos os materiais extras encontram-se no epicentro de agitadas discussões: pagar ou não pelo acesso a conteúdo extra a jogos já comprados?

Uma arma que dispara gel

A icônica “portal gun” é substituída em “Aperture Tag” por uma arma que dispara dois tipos de gel: um de cor laranja, que funciona como um tipo de propulsor, e outro de cor azul, que faz o personagem dar longos saltos a fim de alcançar as saídas dos cenários.

E o dilema está justamente aí: por que pagar por um conteúdo que adiciona ou modifica determinadas mecânicas de um jogo já comprado? Uma cópia já instalada de Portal 2, vale lembrar, é um dos pré-requisitos à jogatina por meio do DLC “Aperture Tag”, que roda apenas nas versões do emblemático jogo de estratégia para PCs.

Segundo comenta de forma enérgica em sua análise sobre o pacote pago, o gamer “BlackEagle” diz que “se o jogo é de graça, então vale a pena gastar seu tempo. Se é pago, gaste seu dinheiro com outra coisa. Não suportem este negócio de ‘vendas de mods’, pois sabemos que outras companhias vão adotar a prática se o modelo for seguido”.

Conteúdo gratuito

Em “Portal Stories: Mel”, um spin-off não oficial pretende contar a história da protagonista Mel, que vive nos anos que precedem os acontecimentos de Aperture Science. Uma história original, mais de 20 mapas e uma “portal gun” inspirada no estilo da década de 1970 são parte do conteúdo que o DLC deverá oferecer de graça aos fãs de Portal 2.

Já em desenvolvimento por três anos, este mod pretende narrar a trama do universo de Portal por meio de uma “perspectiva pessoal diferente”. O lançamento de “Portal Stories: Mel” está previsto para o início de 2015 (confira detalhes por meio deste link, via Steam).

A discussão

Mas, afinal, pagar ou não pela adição de conteúdo a um jogo já adquirido? Fato é que a compra de DLCs é prática comum e, ainda conforme observado por outro dos internautas participantes de fóruns acerca deste tema, “ninguém está disposto a trabalhar de graça”. A busca por incentivos por meio de programas de financiamento, porém, é uma boa saída a quem deseja oferecer aos jogadores pacotes de forma gratuita.

O desenvolvimento de mods depende, naturalmente, da demanda de esforços que um ou outro título exige. Não parece ser razoável traçar um corte que separa, de um lado, fervorosos defensores da não tarifação sobre conteúdo adicional e, de outro, gamers dispostos somente a desembolsar certo valor pela aquisição de conteúdo. O desenvolvimento de qualquer mod gera gastos, e alguém deverá pagar a conta.

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