(Fonte da imagem: Reprodução/Hover)

A Microsoft está usando um pouco da nostalgia da era do Windows 95 para novamente tentar convencer os usuários e desenvolvedores da web que jogos rodando direto de um navegador podem competir em desempenho com aplicativos nativos. A companhia acaba de lançar uma versão atualizada de Hover, o jogo de roubar a bandeira em hovercrafts que vinha escondido na pasta “Fun Stuff”, inclusa nos CDs originais do antigo sistema operacional.

O novo game é quase idêntico ao clássico, que ganhou status como jogo cult para alguns de seus seguidores, e tem fases que replicam o original até mesmo em detalhes como posicionamento de paredes e itens. As novidades são a seleção de até quatro veículos diferentes, cada um com seus parâmetros de movimento e força, e um modo multiplayer que permite que até oito pessoas compitam simplesmente ao compartilhar uma URL padrão.

No entanto, o novo Hover é muito mais do que um esforço para reviver uma marca de jogos que estava enterrada para a maior parte das pessoas. De acordo com Roger Capriotti, o chefe de marketing de produtos para o Internet Explorer, o game faz parte das ações da Microsoft para criar “sites do mundo real que mostrem tudo o que a web pode ser”.

(Fonte da imagem: Reprodução/Gizmodo)

O meu é melhor que o seu

Segundo Capriotti, basta tentar lembrar da última vez que alguém veio te mostrar um site em um tablet para perceber que a utilização de navegadores nesses dispositivos vem perdendo a competição com os apps. “Hover é uma ótima forma de mostrar ao consumidor que é possível ter esse excelente desempenho em um website, de forma que você até pensaria que se trata de um aplicativo”, disse.

A Microsoft não é a única se esforçando nesse sentido. Tanto a Mozilla quanto a Google realizaram vários experimentos para mostrar que seus browsers podem rodar jogos potentes mesmo sem plugins como o Flash ou o Unity Web player. O executivo da Microsoft, no entanto, vê os esforços de sua empresa como algo mais série o duradouro do que os da competição.

“Não quero atacar o pessoal do Chrome, mas [Hover] é mais do que um teste de conceito. É um game completo. É mais do que um projeto de ciência, é muito mais um site do mundo real. Uma das formas de fazer com que os consumidores fiquem empolgados com o que um navegador e um website podem ser é mostrar a eles uma página à qual eles vão voltar várias e várias vezes”, pontuou.

(Fonte da imagem: Reprodução/Ars Technica)

Um belo mundo novo

Obviamente, a utilização de padrões abertos de internet como o HTML5 significa que Hover funciona em qualquer browser. No entanto, Capriotti afirma que a experiência tem mais brilho no IE, especialmente em tablets. “‘Touch’ está se tornando o novo ‘rápido’, de forma geral, porque as pessoas ainda não puderam sentir o desempenho veloz, fluido e que acompanha seus dedos em um gadget com Android, mesmo usando o Chrome”, afirmou.

Ao mesmo tempo em que jogos de navegador possuem compatibilidade com múltiplas plataformas e acesso facilidade sem download, eles também possuem um histórico de desempenho reduzido que se torna mais visível nos jogos mais exigentes. Segundo o executivo, isso é cada vez menos verdade graças à capacidade dos novos browsers de utilizar totalmente a aceleração de hardware e padrões WebGL, o que o game deve demonstrar.

“Hover é algo que um dia facilmente poderia ser desenvolvido como um aplicativo para a Windows Store. O que mais nos interessa hoje é expor o que se pode fazer por meio dos navegadores com os padrões de web modernos. As pessoas costumam pensar que esse tipo de desempenho e experiência é algo exclusivamente disponível para apps... No fim das contas, existe uma oportunidade de termos ambas as coisas”, concluiu.

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