No que diz respeito a jogos, o computador sempre foi vítima de bullying. Além de sofrer com uma enormidade de games piratas, ao longo do tempo o PC virou uma plataforma voltada a gêneros específicos, pois a maioria dos gamers teria problemas com o mouse e teclado.

Muitos jogadores ainda ficam receosos quanto à migração para o computador por conta das configurações complicadas. O alto custo dos itens de hardware é outro senão que complica a popularização do PC como plataforma de jogos.

Com tudo isso em mente, vamos avaliar se com as novas tecnologias e facilidades ainda é difícil jogar no computador. Será que as novas investidas da Valve são suficientes para tornar o PC um console fácil para a maioria dos jogadores?

O melhor de dois mundos

Não é de agora que os computadores suportam joysticks. Desde os tempos mais primórdios, muitos games trazem configurações fáceis para o jogador escolher qual dispositivo usar como controle. Assim, quando você vai jogar um FPS, pode ativar mouse e teclado, mas se você pretende partir em uma aventura, pode conectar um controle e se divertir da mesma forma.

(Fonte da imagem: Divulgação/Microsoft)

Além de oferecer múltiplas opções de periféricos, o computador sempre saiu na frente por possibilitar que o jogador pudesse escolher qual marca e modelo deseja utilizar. Dessa forma, os jogadores que fazem questão de ter máxima precisão podem optar por um mouse de altíssima qualidade e um teclado que ofereça botões personalizáveis.

Claro, o mesmo vale para os joysticks e outros tantos controles específicos. Você pode usar um produto da Microsoft, da Logitech, da Razer, da Genius ou de qualquer outra marca. O melhor de tudo é que o computador até mesmo aceita periféricos que não são feitos para PC. Com o driver certo, você pode instalar e aproveitar todos os recursos até do controle de PS3.

Não tão prático

Quem joga no PC sabe das complicações que existem cada vez que um novo produto é instalado. Tanto na adição de um novo componente de hardware quanto na instalação de jogos, as dores de cabeça são quase inevitáveis.

(Fonte da imagem: Divulgação/Sapphire)

Nos PCs, os itens físicos precisam “conversar” com o sistema na linguagem correta e com os termos mais recentes. Isso quer dizer que você precisa de um driver apropriado e atualizado para seu produto. Problemas desse tipo não são muito frequentes, mas são um dos fatores que fazem muitos jogadores manterem distância dos computadores.

Há também situações em que os jogos não se comportam da maneira devida. Em alguns casos, os games não instalam; em outros, instalam, mas não funcionam apropriadamente. Todos os softwares dependem de uma série de variáveis e nem sempre o jogador poderá aproveitar sua jogatina sem interferências. Nos consoles, tudo é bem diferente.

(Fonte da imagem: Reprodução/NVIDIA)

Por fim, temos a questão da configuração dos games. Cada jogo traz uma série de opções, as quais podem ser ativadas conforme o potencial da sua placa de vídeo. Esse tipo de situação raramente existe nos video games. Ao ligar um jogo no PlayStation 3, por exemplo, você vai precisar no máximo ajustar o brilho e as legendas.

A solução da Valve

Tentando driblar tudo isso, temos empresas que apostam severamente nos computadores. A Valve é o maior exemplo. A desenvolvedora responsável por grandes títulos como Half-Life e Portal teve a brilhante ideia de lançar um sistema virtual para concentrar seus jogos.

O Steam é uma plataforma revolucionária que vem fazendo o computador ganhar muita força. Além dos preços camaradas, o serviço da Valve conta com uma série de recursos que facilitam a jogatina e garantem que o jogador não precise se preocupar com tantos pormenores.

A mais recente jogada da Valve foi o Steam Big Picture, um adicional do Steam que faz o PC se portar como um video game. Esta novidade é ideal para quem busca uma forma fácil de usar o computador conectado à TV. Basta plugar o cabo HDMI, pegar o controle e começar a jogar.

Com interface intuitiva recheada de ícones grandes e efeitos especiais, compatibilidade com joysticks e um navegador de internet funcional, o novo recurso do Steam vem transformando o modo como as pessoas jogam no computador. Se você ainda usa a velha desculpa de que é complicado jogar no PC, talvez esteja na hora de rever seus conceitos.

Ainda não é um console

Não importa se você conecta seu notebook à televisão, utiliza o Steam Big Picture e aproveita as facilidades de um controle de Xbox 360 sem fio. No fundo, você ainda está trabalhando com um computador e deverá se adaptar a uma série de situações que são inevitáveis.

Você deve estar ciente que sua rotina básica com o computador continuará sempre a mesma. Toda vez que quiser jogar, você precisará ligar a máquina no botão do gabinete, aguardar o carregamento do sistema operacional, iniciar o Steam e, finalmente, ativar o Big Picture.

(Fonte da imagem: Reprodução/Steam)

Apesar de facilitar muita coisa, o novo recurso do serviço da Valve não evita problemas de hardware e software. Além disso, ninguém está imune às configurações manuais de cada game, portanto, pelo menos uma vez, você precisará configurar os gráficos dos seus títulos favoritos.

O Steam Big Picture nem tem como driblar isso, pois todas as máquinas têm especificações diferentes, o que impede o nivelamento de configurações gráficas. Se pararmos para analisar, essa possibilidade de modificar os recursos visuais é um ponto a favor do PC, afinal, graças a tais opções temos jogos mais bonitos nos computadores.

Jogar no PC não é mais complicado do que nos consoles, mas há certa complicação antes da jogatina. Todo o processo de instalação e configuração torna a experiência geral um pouco menos agradável. Entretanto, você deve considerar que os computadores têm uma série de vantagens, incluindo a liberdade de escolha de componentes e visuais mais belos.

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