Nos últimos tempos, um novo tipo de distribuição de jogos e programas começou a ser disseminado pelo mundo — principalmente em plataformas móveis e redes sociais. Em vez do que acontecia anteriormente, o modelo Freemium funciona de um modo ao qual os consumidores ainda não estavam acostumados.

Os jogos distribuídos de maneira Freemium funcionam da seguinte maneira: os jogadores podem baixar e executar os games gratuitamente e sem que haja limitações de fases ou funções essenciais para o bom andamento das partidas. Mas há uma série de itens especiais e fases extras, por exemplo, que só pode ser aproveitada por quem paga por isso.

(Fonte da imagem: Reprodução/Apple)

E quais seriam as razões para que esse sistema tenha se espalhado com tanta força? Há quem diga que ele é a melhor saída para fugir da pirataria, mas ao mesmo tempo uma grande quantidade de pessoas afirma que o Freemium gera várias injustiças. Será que esse é realmente o futuro dos softwares?

Uma luta contra a pirataria

Independente de qual seja a plataforma utilizada, é preciso dizer que a pirataria está muito presente no mercado de aplicativos e jogos. Usuários de video games, computadores e aparelhos portáteis estão percebendo a distribuição ilegal de softwares de uma forma cada vez mais forte. Por esse motivo, várias produtoras e desenvolvedoras já foram obrigadas a fechar as portas. Mas outras decidiram buscar soluções diferentes.

E uma das principais saídas é justamente a utilização das licenças Freemium. Permitindo que os consumidores experimentem as principais funções dos jogos, as desenvolvedoras conseguem cativá-los de uma forma bem interessante e então atraem também alguns investimentos importantes — em seguida falaremos sobre a efetividade desse sistema.

A MadFinger Games foi uma das empresas que melhor expôs essa realidade para os consumidores. Depois de perder uma grande quantidade de usuários do game Dead Trigger — que optaram por realizar downloads ilegais —, a companhia partiu para o mundo Freemium e disponibilizou uma grande quantidade de itens para o modo In-App Purchases do título.

Há mercado para isso?

Alguns dos jogos mais populares da atualidade estão sendo distribuídos dessa forma. Ainda não estamos falando de grandes títulos produzidos para os consoles, mas em computadores isso é muito comum. Combat Arms e Grand Chase, por exemplo, seguem esse modelo de aplicativos Freemium. O já mencionado Dead Trigger passa pelo mesmo momento e a grande maioria dos games sociais também.

O CNET publicou um estudo realizado pela empresa de pesquisas NPD mostra que pelo menos 40% dos usuários que jogam games Freemium em seus sistemas acabam optando pela compra de itens especiais pelo menos uma vez. Esse número revela que o modelo realmente funciona e pode gerar bons lucros para os desenvolvedores — o que é o grande motivador para o desenvolvimento de novos títulos.

Agradando aos consumidores e gerando dinheiro para as empresas, o modelo Freemium se mostra realmente uma saída para fugir do fracasso. Mas é claro que o mercado não se adequa a todos os games, por isso a qualidade deles continua sendo algo insubstituível. Afinal de contas, ninguém gastaria dinheiro em algo ruim, sendo que há opções muito melhores no mercado.

Injustiça com quem não paga?

Sabendo que 40% dos jogadores acabam gastando dinheiro com os games Freemium, é preciso pensar que 60% deles ficam apenas com as funções gratuitas dos títulos. E será que dar vantagens para alguns não seria uma injustiça com os outros —a maioria — que não quer pagar? É preciso pensar em alguns fatores antes de responder essa questão.

(Fonte da imagem: iStock)

Jogos online costumam dar vantagens para os que compram itens especiais, o que torna mais fáceis as tarefas distribuídas ao longo das missões. Mas isso não significa que os outros jogadores ficarão impossibilitados de ganhar, apenas o nível de desafio que aumenta um pouco — é a forma de incentivar a compra de itens, o que leva à questão dos lucros que discutimos anteriormente.

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Se você pensa que esse modelo só pode conseguir ser bem-sucedido em games sociais e móveis, é preciso pensar que isso ainda está dando os primeiros passos. A Electronic Arts já revelou que não é impossível que o Freemium chegue aos consoles, pois as pessoas adoram coisas gratuitas e não se importam em pagar um pouco se gostarem delas.

Por mais que seja impossível uma previsão concreta e exata de como será o mercado de games e softwares nos próximos anos, não é de se duvidar que o modelo Freemium consiga atingir o sucesso em outras plataformas. Você apostaria nesse modo de distribuição ou ele já está fadado ao fracasso?

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