Que tal passear pelo seu novo apartamento antes mesmo de ele ficar pronto? Já imaginou poder ver como ficaria a mobília antes de comprá-la? Melhor ainda, já pensou em poder jogar Call of Duty, Bioshock e outros jogos extremamente imersivos, podendo caminhar de verdade pelos cenários, vê-los como se fossem reais e sentir tudo o que acontece dentro do jogo?

Pois isso não está muito longe de acontecer, já que a tecnologia da realidade virtual está cada vez ganhando mais aplicações práticas e úteis para o dia a dia de muitos. O que você talvez não saiba é que ela está sendo misturada com objetos do mundo real, o que pode também ser denominado Realidade Ampliada.

Realidade Ampliada Vs. Realidade Aumentada

Apesar da semelhança dos nomes, existe diferença entre as duas tecnologias. A Realidade Aumentada é uma tecnologia nova, que permite que objetos virtuais sejam projetados em imagens capturadas do mundo real, na tela de monitores, televisões, etc. Os objetos reais podem interferir nos virtuais, mas o contrário não é possível — na Realidade Aumentada, não há como uma pessoa sentir o impacto de um soco, por exemplo.

Já a Realidade Ampliada é uma evolução da Realidade Virtual, que povoa os sonhos das pessoas há décadas. Equipamentos capazes de produzir Realidade Virtual já existem há muito tempo, mas só agora, com o nível de tecnologia atingido em nosso tempo, é que está sendo possível trazer tais aparelhos para mais perto do público.

A Realidade Ampliada traz o usuário para dentro de um mundo baseado somente em objetos virtuais, mas com a inserção do usuário em cenários totalmente construídos pelo computador — alguém aí se habilita a entrar no Matrix? A tecnologia não interage com outros objetos, além do usuário e aqueles criados dentro da simulação.

Se quiser saber mais sobre a Realidade Aumentada, confira os artigos que o Baixaki já produziu sobre o assunto:

Filmes em que as pessoas entram em salas especiais, ou vestem óculos especiais para verem um mundo criado por computador já fazem parte do cinema há décadas, mas agora eles estão próximos de se tornarem reais. Hologramas no estilo “Guerra nas Estrelas” e “O Vingador do Futuro” permitem que objetos virtuais não somente sejam projetados, como também interfiram com objetos reais, ou vice-versa: partes do mundo material interagindo com o mundo virtual.

Tudo isso está cada vez mais perto de acontecer, limitados somente aos recursos tecnológicos atuais. Mesmo assim, tais recursos se desenvolvem sem parar, fazendo com que todos os dias surjam novas ideias de como melhorar e aplicar as novas tecnologias. Como qualquer ideia pioneira, primeiro o mundo corporativo será atingido pelas mudanças, e pouco tempo depois tudo será viável e disponibilizado também para usuários domésticos.

Um dos exemplos mais utilizados para o mundo corporativo é na área de construção civil e na indústria de automóveis. Arquitetos e engenheiros poderão ir até o canteiro de obras, capturar imagens do terreno e ver no monitor, em tempo real, como ficará a construção do imóvel. Se alguma falha for encontrada no projeto, os idealizadores poderão consertá-la na hora da constatação e já ver os resultados na projeção virtual.

    No caso da construção de um carro, os projetistas poderão fazer os desenhos, tridimensionalizá-los no computador — ou mesmo já fazer o desenho em três dimensões — e consultar os coordenadores de projeto para solicitar a aprovação. Caso os chefes não concordem com algum detalhe, seja ele no desenho, aerodinâmica ou característica menor, como presença ou não de acendedor de cigarros, será possível redesenhar o automóvel e ver como ele ficará, sem a necessidade de gastos estrondosos para construir um novo protótipo.

    Os benefícios para o mundo corporativo são praticamente mágicos, pois fazem crescer os olhos de qualquer empresário, fazendo cifrões aparecerem, já que esse tipo de tecnologia pode exigir grandes investimentos, mas em contrapartida trazer grandes economias para as empresas, o que faz com que a fatia das despesas diminua e aumente a do lucro.

    Wii Remote

    A indústria da diversão é uma das que mais crescem no mundo, pois mais e mais as pessoas estão interessadas em relaxar e esquecer um pouco o mundo real. A Realidade Virtual já é um sonho humano desde os primórdios dos computadores e advento dos filmes de ficção. Desde sempre, temos uma curiosidade sedenta pelo futuro e pelas coisas que poderemos realizar nele.

    No caso dos jogos, está acabando a era em que você senta em frente à TV, pega o joystick e passa horas gastando os dedos em jogos com interatividade limitada. Houve outras tentativas, mas o vídeo game Wii, da Nintento, foi o primeiro a trazer uma maior interação entre máquina e jogador, com o revolucionário Wii-mote. Foi só o começo. Ainda neste ano vimos novidades como o EyePet, para o Playstation 3, e muita coisa ainda está por vir até a chegada do Natal.

    “O amanhã está somente a algumas horas de distância”

    Mas falemos de futuro, já que é esse o tema do artigo. Vários projetos de Realidade Ampliada já estão em andamento. Projetos que misturam objetos reais com pessoas e objetos virtuais, integrando-os em um mundo totalmente novo. Se você é fã do gênero FPS — First Person Shooter, ou Tiro em Primeira Pessoa —, prepare-se, pois no futuro será necessário que os jogadores corram de verdade, abaixem-se de verdade e, pasmem, sintam os tiros de verdade, para jogarem.

    O vídeo abaixo mostra um exemplo de como a tecnologia de Realidade Virtual poderá ser usada em conjunto com a Realidade Ampliada para criar um ambiente novo, com regras diferentes do mundo real, como a ausência de gravidade, a possibilidade de voar, ou a imortalidade quando atingido por uma metralhadora, só para citar algumas.

    Além da esfera do vídeo acima, um projeto chamado CyberWalk tem o mesmo objetivo. O funcionamento consiste em uma plataforma móvel, que reconhece o movimento do usuário e “anda” sob os pés de quem está no comando. O vídeo abaixo mostra o atual estágio de desenvolvimento. Perceba que ainda há alguns problemas, como o jeito desengonçado com que o usuário deve utilizar os aparelhos, além da resposta demorada do equipamento aos comandos.