A cada nova geração, os games passam por evoluções gráficas incríveis: basta comparar consoles como o PlayStation 2 e 3 para perceber a diferença monstruosa entre eles. Mas junto a isso, os defeitos também cresceram, muitas vezes acabando com o realismo das partidas.

Por isso, o Tecmundo preparou uma lista com alguns dos maiores “crimes” que podemos encontrar dentro do mundo dos games, com defeitos gráficos que são capazes de mandar um bom jogo por água abaixo.

1- Ausência de clipping

Esse é, sem sombra de dúvidas, um dos defeitos mais frustrantes nos games atuais. Comumente chamado de “problema de colisão”, jogos com ausência de clipping são aqueles em que objetos conseguem atravessar outros elementos do cenário, como se eles fossem apenas uma projeção. E não é nada divertido ver uma cena extremamente realista, quando você percebe que metade da espada de seu herói “entrou” na parede.

(Fonte da imagem: Rome: Total War)

O motivo para tal problema não poderia ser mais fácil de explicar: falhas na programação impedem que o game seja capaz de reconhecer bordas e pontos de contato com precisão. Mas se você está pensando que “é só arrumar”, é melhor analisar novamente. Você já parou para imaginar como pode ser difícil estabelecer isso para cada pedacinho do universo do jogo? Para corrigir tudo, o tempo de produção aumentaria drasticamente.

Além disso, a culpa nem sempre é dos programadores. Por vezes, criar um sistema de colisão que possa abordar toda e qualquer possibilidade de colisão faria com que o game fosse simplesmente grande demais. Além disso, ele ficaria tão pesado que seriam necessários vários discos para guardá-lo e um hardware poderosíssimo para que ele funcionasse.

2- Flickering

Não, não estamos nos referindo ao problema que ocorre na TV ou no monitor, mas passa perto. O flickering nos games ocorre sempre que um objeto parece “piscar” na tela, como se sumisse por um instante e voltasse no momento seguinte. Isso pode ser visto principalmente em sombras de jogos com gráficos extremamente realistas, como Crysis, Assassin’s Creed e Call of Duty.

Sofrer desse terrível mal pode ser bastante desanimador e infelizmente sua causa indica que o flickering não vai embora tão cedo: bugs no reconhecimento de distância da câmera, por um instante que seja, podem resultar em desaparecimentos parciais ou até mesmo completos da imagem mostrada na tela.

3- Fog e Pop-in

E lá está você passeando na cidade daquele game maravilhoso que você tanto gosta, quando casas, carros e pessoas simplesmente aparecem na sua frente, como se elas estivessem apenas invisíveis momentos antes. Esse é o famoso efeito pop-in, problema que ocorre quando o jogador se mostra mais rápido que o processamento de sua máquina, avançando pelo cenário antes dele ser completamente carregado.

Para corrigir isso, as desenvolvedoras criaram uma solução inteligente, mas que também é muito odiada entre os gamers: o fog, também conhecido como “aquela névoa maldita que não me deixa ver o que tem mais pra frente”. Graças a ela, o problema do pop-in foi minimizado ao custo de termos o campo de visão extremamente limitado nos cenários.

O que antes era uma solução virou defeito, já que, com a evolução de hardware, é possível diminuir os efeitos de pop-in; mas o fog continua sendo usado. Ao menos algumas empresas o utilizam de forma inteligente, tornando-os parte do clima do game, como foi o caso de Silent Hill.

4- Screen Tearing

O screen tearing entra na lista como o defeito que mais “cresceu” nos últimos tempos, tornando-se um dos mais incômodos. Se você tem um console de última geração, já deve ter presenciado a estranha visão de uma imagem onde parte dela parece simplesmente não encaixar, como se tivesse sido recortada e colada na posição errada.

(Fonte da imagem: DudaSkank)

A causa disso é bastante simples: muitas vezes a sua tela e o video game ou PC trabalham em taxas de atualização de imagem diferentes. Sem sincronia, a televisão "desenha" um quadro incompleto, uma vez que, enquanto faz isso, já está recebendo outros.

Há duas soluções para esse problema. A primeira delas é ativar a função Double/Triple Buffering, que armazena quadros para evitar a sobreposição de telas, ao custo de deixar o jogo mais pesado. A outra é usar o V-Sync, que obriga sua máquina e seu monitor a se sincronizarem, mas costuma causar um ligeiro lag no game.

5- Serrilhados

Maior símbolo de um game com baixa qualidade gráfica e provavelmente o mais antigo dos pecados da lista, os serrilhados ocorrem sempre que uma linha diagonal é desenhada em baixa resolução na tela, fazendo-a se parecer muito mais com uma “escada” do que com uma reta.

Mesmo sendo um defeito bastante incômodo, os serrilhados parecem cada vez mais próximos de desaparecer, graças à presença da função Anti-Aliasing, que suaviza as bordas das linhas de forma que elas realmente pareçam retas perfeitas. A diferença é enorme, como é possível ver abaixo.

(Fonte da imagem: nV News)

6- Slowdown

De que adianta ter um game lindo, livre de qualquer outro defeito gráfico, se na hora de aproveitarmos, tudo que temos é uma experiência extremamente travada, onde o mundo parece estar várias vezes mais lento do que devia? O slowdown, também conhecido como “queda de frames” aparece sempre que o jogo pede mais do hardware do que ele pode oferecer.

Esse defeito é o grande inimigo dos PC gamers, já que nem sempre um computador é potente o suficiente para rodar um jogo na velocidade mínima necessária. Mas eles não são as únicas vítimas: embora muito menos frequentes, slowdowns em consoles também existem, como é possível perceber em games como Elder Scrolls V: Skyrim e na série Assassin’s Creed. E para piorar, não há como diminuir a qualidade gráfica deles para deixar tudo mais rápido.

7- Texture Buffering

Possivelmente o pecado gráfico que passa de forma mais despercebida na atualidade, o Texture Buffering é encontrado principalmente em games de alta qualidade gráfica, como Uncharted 3 e God of War 3 ou naqueles que usam a famosa Unreal Engine 3, como Gears of War. A parte mais interessante é que você já deve ter visto e pensado que era apenas um efeito proposital para representar uma diferença de foco ou algo parecido.