(Fonte da imagem: Divulgação/Electronic Arts)

Há uma série de estudos que se ocupa de provar que as gerações atuais são essencialmente multitarefa. Basicamente, trata-se daquela sua capacidade (caso esse seja o seu caso) de mandar “tweets” enquanto assiste a um programa de TV, deixa Arctic Monkeys rolando, atende ao telefone e estuda algoritmos de programação ou sociologia.

É claro, juntamente com todas essas tarefas, é também perfeitamente possível que você ainda jogue algo. De fato, há vários títulos que se contentam com poucos nacos da sua atenção. Sem tempo para se envolver profundamente na epopeia de Dark Souls? Bem, talvez a opção mais apropriada para o momento seja gerenciar a cada cinco ou dez minutos a sua cidade em SimCity Sociedades. Ou, quem sabe, uma nova epopeia através de Hyrule seja impossível de  encaixar nos poucos espaços do cotidiano.

Mas além de títulos em turnos que disputam pouco ou quase nada pela sua atenção imediata, há também alguns casos em que as tarefas são tão longas e arrastadas que é perfeitamente possível deixar a coisa toda em stand-by para tocar a vida adiante, retomando em momento futuro. Se não, basta lembrar das corridas de várias horas de Gran Turismo — não é difícil encontrar casos de jogadores empenhados que alternavam turnos de sono e jogatina...

Enfim, entre games de gerenciamento, jogabilidade em turnos e desafios que funcionam bem em comando automático durante algum tempo, é realmente fácil encontrar jogos adequados à habilidade cada vez mais presente nos jogadores de assobiar e chupar cana ao mesmo tempo. De fato, convém dar uma olhada nos casos mais típicos.

Games de gerenciamento

Administre, toque a vida, e volte para dar uma olhada

Eis um dos gêneros mais clássicos quando o assunto é multitasking. Quer dizer, já que o mundo do jogo precisa apenas de algumas diretivas suas para seguir seu caminho sem maiores problemas (pelo menos durante algum tempo), porque não deixar a coisa toda rolando enquanto sai para fazer uma boquinha ou se ocupar de tarefas no “mundo real”? Confira alguns bons exemplos:

Ok, seus Sims não são exatamente criaturas autônomas. Na verdade, caso você passe muito tempo sem dar atenção aos seus ratos de laboratório antropomórficos, é bem possível que alguma catástrofes ocorra — desde um incêndio que leve consigo toda a mobília até algo que deixe apenas um jarro com cinzas para trás. É claro, caso o seu gerenciamento seja pior do que o comando automático do jogo, talvez algum tempo de liberdade apenas faça bem às pobres criaturas.

Pouco tempo para gastar dando voltas e mais voltas no mesmo circuito? Parar não é uma opção, já que é prêmio em dinheiro é necessário? Sem problemas. Basta apelar para o fabuloso modo B-Spec, capaz de criar instantaneamente um piloto/escravo, cuja única incumbência é encher os seus bolsos de dinheiro.

  • Tycoons e Cia.

(Fonte da imagem: Divulgação/Spellbound)

Gerenciamento de cidades, barracas de limonada, fazendas, parques de diversões etc. De qualquer forma, a ideia aqui se mantém sempre a mesma: indique o caminho (bom ou ruim), que o jogo fará o resto, deixando um tempo precioso para fazer qualquer outras coisa — que bem podem ser, é claro jogar outro game de gerenciamento, por que não?

Button Mashers, batalhas em turnos e outras facilidades

Às vezes, meia jogabilidade já basta

Não, não se trata de defender que algo como God of War ou Final Fantasy XIII pode ser encarado levianamente. Entretanto, em níveis mais fáceis, parece perfeitamente possível esfacelar botões com uma mão e navegar na internet com a outra, ou ainda tomar um belo gole de chocolate quente entre um “Knights of the Round” e um “Omni Slash”. Há vários casos semelhantes, na verdade.

Nos níveis mais difíceis, é realmente impossível direcionar a bela Bayonetta sem devotar toda a sua atenção e habilidade. Entretanto, como todo bom Hack and Slash, quando inimigos mais singelos dão as caras um nível menos desafiador é selecionado, é realmente muito fácil esfacelar botões e pensar na “morte da bezerra” ao mesmo tempo.

Ok, fãs de Pokémon, esperem algum tempo antes de começar a atirar pedras. A ideia do “temos que pegar”, em si, não é nada fácil. Encontrar Pokémons raros; desbravar torneios que exigem bastante tática; saber o momento certo de abater um monstro de bolso, sem botar tudo a perder. Entretanto, verdade seja dita: apenas uma das mãos resolve todo o problema na grande maioria das vezes — deixando a outra livre para enviar mensagens no celular ou coçar o outro braço.

Entre fazendas felizes e passarinhos suicidas

Jogue enquanto fala sobre a vida e envia SMS

O sucesso do filão dos jogos para celulares e navegadores é provavelmente a prova definitiva de que o jogador moderno quase nunca pode dedicar a atenção ou o tempo que gostaria para os seus momentos de jogatina. Afinal, certos jogos são muitos mais indicados para filas de banco e conversas maçantes — já que quase ninguém se importa quando o interlocutor mexe no celular durante uma conversa... Pode ser apenas uma mensagem instantânea, certo?

  • Angry Birds

Arremessar passarinhos contra porcos aparentemente indefesos? Sim, é perfeitamente possível dedicar apenas 25% da sua atenção com isso. O restante do seu poder de processamento pode gerar uma “cara de paisagem” diante dos comentários daquele sujeito inconveniente.

  • Fazendeiros felizes pela internet