Desde os primórdios da indústria do entretenimento eletrônico, vários acessórios foram lançados para alterar e (quase sempre) melhorar o modo como nós jogamos video game. Tudo começou quando os fabricantes decidiram transformar os controladores, que antes ficam acoplados ao hardware principal, em periféricos que podiam ser vendidos separadamente, como é o caso dos primeiros joysticks do Atari.

Com isso, não demorou até que os fabricantes começassem a utilizar as portas de interface dos computadores pessoais para acoplar controles dedicados à interação com games, dando origem aos mais variados tipos de periféricos que transformavam os PCs em máquinas de entretenimento mais versáteis.

O Baixaki/Tecmundo preparou essa matéria mostrando alguns dos periféricos mais estranhos e bizarros já produzidos para incrementar a experiência na indústria do entretenimento eletrônico. Confira!

Luva Peregrine

(Fonte da imagem: Divulgação Peregrine)

 Um dos argumentos mais usados por aqueles que preferem o PC como plataforma de jogos é quantidade de comandos que a combinação entre o teclado e o mouse pode oferecer. A Peregrine Glove pode aumentar ainda mais essa vantagem, permitindo que o jogador use toques entre os dedos para acionar os comandos de atalho.

Não tem nada de tecnologicamente inovador na luva em si: contatos na palma da mão e nos dedos que podem ser tocados com o polegar, executando qualquer comando que você programar.  Assim, acessar as hotkeys de jogos com controles complexos, como “World of Warcraft”, pode ficar muito mais fácil.

Toshiba Full Face Helmet

(Fonte da imagem: Divulgação Toshiba)

Se você gostaria de ter uma visão panorâmica parecida com os óculos de realidade virtual dos anos 80, então este “acessório” pode ser uma boa pedida. O capacete, que parece ter saído da cabeça de um Big Daddy (Bioshock), é na verdade um monitor pessoal em que o usuário pode plugar qualquer fonte de vídeo que desejar, como um video game.

Devido às tecnologias experimentais diferentes que ele usava, o capacete da Toshiba nunca chegou a sair dos laboratórios. Ainda assim, a experiência de jogar um FPS podendo usar os movimentos da cabeça para olhar pelos arredores poderia ser interessante, desde que o usuário tivesse um bom preparo físico para suportar os quase 3 quilos que o capacete pesa.

OCZ NIA – Jogue usando os pensamentos

(Fonte da imagem: Divulgação OCZ)

Se você é um dos que sempre sonharam com o dia em que os games poderão ser jogados usando a mente como controle, saiba que isso está próximo da realidade. Lançado em 2009, o NIA, da OCZ, é um periférico que pode detectar sua atividade cerebral e usá-la como parâmetro para executar comandos no computador.

Mas não pense que você já pode cruzar os braços fazer alguns frags apenas olhando para a tela. O periférico é preciso e sensível o suficiente apenas para substituir os comandos que você faria com uma das mãos em um jogo de tiro, seja movendo o ponteiro da mira ou no lugar dos botões que fazem o personagem andar.

Antes de começar a usar efetivamente, é necessário que o usuário calibre o acessório com o software especial, já que o padrão de atividade cerebral muda de pessoa para pessoa. Usuários que já testaram o NIA afirmam que o tempo de aprendizado para dominar o periférico é o mesmo que você levou para aprender a usar o teclado sem olhar.

Tactical Gaming Vest

(Fonte da imagem: Divulgação University of Pennsylvania )

O Tactical Gaming Vest é um colete para ser usado em conjunto com jogos de tiro em primeira e terceira pessoa. Ainda é apenas um protótipo de pesquisas desenvolvido pela Universidade da Pensilvânia, mas já fez muito fãs na comunidade gamer.

Sua função é retransmitir os impactos dos tiros sofridos pelo personagem na tela para o tronco do jogador, em forma de vibrações precisas em várias partes do tórax, tornando a imersão no game muito mais profunda.

Além disso, o colete também poderia ser usado como acessório de treinamento militar ou até para adicionar mais uma dimensão nos cinemas, repassando para o espectador os impactos sofridos pelo personagem principal. Existem outros coletes similares no mercado, mas esse usa solenoides como atuadores em vez de tubos pneumáticos, o que aumenta a precisão e dispensa o uso de um tubo de oxigênio acoplado ao colete.

Razer Hydra

(Fonte da imagem: Divulgação Razer)

Este acessório da conceituada Razer pode ser chamado de a versão “deluxe” para PC do controle do Wii. Assim como o Wii-mote Wii Remote, ele é capaz de capturar os movimentos que o usuário faz com os bastões e reproduzi-los no PC, mas com a diferença de usar sensores magnéticos, aumentando muito a precisão.

Ele também pode capturar alterações no espaço em frente à tela, assim como faz o controle do PlayStation Move. Vários jogos já são oficialmente compatíveis com acessório, como “Left 4 Dead 2” e “League of Legends”. O Razer Hydra está à venda em sua loja oficial por US$ 139,00 em um pacote que acompanha o game “Portal 2”, mas pode ser encontrado em lojas no Brasil com um valor inicial de R$ 550,00.

Zalman FPS Gun

(Fonte da imagem: Divulgação Zalman)

Apesar de não parecer, esse acessório inovador da Zalman é um mouse dedicado para jogos de tiro no PC. O usuário precisa segurá-lo pela haste, como se fosse uma arma invertida, sendo que seus dedos acionam gatilhos em vez de botões no mouse.

A grande jogada do FPS Gun é o posicionamento do sensor: o usuário precisa fazer movimentos angulares para os lados em vez de mover o mouse inteiro. Segundo a Zalman, isso permite um grau de precisão melhor na hora de mirar, já que dispensa os movimentos com o braço todo.

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