Atualização:

Como era de se esperar, os vazamentos em nada se referiam ao novo Battlefield, que será oficialmente anunciado nesta sexta-feira, 6, com cobertura ao vivo do TecMundo. Trata-se de uma série de capturas do desconhecido jogo Scythe, um board game cuja proposta é explorar, expandir, utilizar e exterminar, tudo ambientado numa história alternativa do século 20 ao leste da Europa. No game, o jogador deve controlar diferentes facções. O produto está em campanha no Kickstarter e tem até trailer:

Notícia original:

Quando uma fórmula começa a ficar desgastada, os gritos por mudanças surgem de todos os lados: comentários no YouTube, discussões em notícias relacionadas, pitacos em vídeos e podcasts etc. A temática futurista tem sido explorada a esmo desde a geração passada, em que shooters das famílias Call of Duty, Battlefield, Halo e os robustos Destiny e Titanfall, entre tantos outros, imperaram nos consoles e no PC. Parece que Battlefield quer tomar uma iniciativa diferente desta vez, ao menos segundo apontam os vazamentos recentes de diversas imagens do novo game no NeoGAF.

Para quem não sabe, o anúncio da próxima entrada da franquia será realizado nesta sexta-feira (6) em transmissão especial ao vivo para o mundo todo, a partir das 17h (horário de Brasília). O TecMundo acompanhará as informações ao vivo. Mas a internet, como manda a cartilha desde sua existência no século passado, cumpre seu papel ao vazar imagens quentinhas cuja qualidade é questionável, mas muito verossímil. Vamos refletir sobre as mudanças que podem estar por vir.

É hora de pensar fora da caixa

Misturar passado e futuro não é novidade, mas a receita funciona muito bem quando bem aplicada. Coloque uma dose de ficção, uma pitada de contexto factível e um toque futurista. Embale tudo na Primeira Guerra Mundial – ou mesmo na Segunda, quem sabe – e voilà: você tem um produto que se diferencia no mercado. Um jogo que sai da mesmice, uma experiência que, única e tão somente por fugir da temática futurista, pode se sobressair numa indústria tão saturada.

Vejamos as duas imagens a seguir, por exemplo. Nelas, temos robôs bípedes e quadrúpedes andando ao lado de humanos nos campos verdejantes da guerra – e são criaturas titânicas, do futuro, alocadas no passado. 

A arte conceitual está muito crível; repare no robô ao fundo

Esse parece ter saído de Metal Slug ou Contra

Wolfenstein: The New Order soube aproveitar bem essa ideia. Quem não se lembra dos cachorros mecânicos e dos outros seres robóticos num mundo dominado pela vitória dos nazistas após a Segunda Guerra Mundial? Você é o único renegado capaz de impedir que esse regime autoritário se perpetue no poder.

A série Metal Gear também faz isso muito bem, ainda mais com o toque de Hideo Kojima para misturar ficção e realidade como ninguém – absolutamente como ninguém. O contexto mais aproveitado, nesse caso, é a Guerra Fria, mas os elementos para a construção de todos os acontecimentos da série datam de filosofias e pecados das guerras mundiais que antecederam os fatos.

Os animais sempre exerceram papel de suma importância em ambientes assim. Adiante, por exemplo, vemos duas imagens com ursos carregando os equipamentos de soldados e outro possível rascunho dos animais. Algo assim é impensável? Por quê? Basta pensar fora da caixa: 

Um urso domado carregando todos os seus equipamentos: por que é impensável fazer algo assim?

Robôs inteligentes, ursos e humanos coexistem numa guerra mundial na possível proposta

Ursos de combate são armas militares

O que dizer do colossal ser metálico abaixo, uma espécie de primogênito aumentado de um Exterminador do Futuro, que mal conhecemos e já consideramos pacas? 

O trabuco do robô também é colossal

E tem esta outra:

Robôs bípedes teriam a possibilidade de portar e utilizar armas

Contexto geográfico? Lá vai:

Historicamente, esse é um dos epicentros das duas guerras mundiais

A engine Frostbite, que já foi completamente absorvida e dominada pelos desenvolvedores, será um prato apetitoso para testar, de maneira mais incisiva, o poder das plataformas da atual geração. Tem até imagem de possível desenvolvedor trabalhando no game: 

Esse é o típico "vazamento propositado"

E ah, antes que nos esqueçamos, o miniteaser do anúncio de amanhã, postado no Twitter oficial do Battlefield, mostra um combatente se assustando com algo titânico. Algo que, muito provavelmente, se assemelha a tudo isso que vimos acima.

Call of Duty Infinite Warfare: avacalhado pelos usuários

Se isso tudo for verdade, o TecMundo acredita que a indústria possa dar uma bela chacoalhada. Como já comentamos acima, misturar o velho com o novo não é exatamente novidade, mas tem potencial para dar novo fôlego a uma fórmula desgastada. Os velhos (e bons) tempos de Command & Conquer que o digam.

Vide o novo Call of Duty, por exemplo, o Infinite Warfare. O trailer de anúncio foi muitíssimo mal recebido pelos jogadores – que esmagaram o conteúdo em dislikes e comentários negativos – por um único motivo: temática futurista. Receita de bolo que a Activision implementa na franquia há anos e que, convenhamos, já enjoou.

Uma guerra mundial vista sob um olhar alternativo pode ser a pedida certa para imprimir um novo vigor em shooters que já enxergam, lá no horizonte, alguma ruína. Se o próximo Battlefield for assim, já saiu do paredão.

Os robôs menores são controlados por humanos, como ocorre em Metal Slug, Star Wars e outras franquias

Você acha que o novo Battlefield tem tudo para apresentar uma Primeira Guerra Mundial alternativa e genial? Comente no Fórum do TecMundo