A esse ponto, você já deve estar cansado de ouvir histórias de tweets que não tinham nada para chamar a atenção, mas acabaram viralizando e se mostrando um enorme sucesso. Curiosamente, parece que isso não é necessariamente resultado de argumentos válidos, mas sim simplesmente resultado da maneira como essas mensagens foram construídas.

Segundo um estudo publicado no jornal científico PNAS, o sucesso de um tweet depende, em grande parte, do uso de certas palavras. Palavras como “dever”, por exemplo, servem como um termo de efeito puramente moral, enquanto “medo” se encaixa como sendo puramente emocional. Estas não têm grande efeito quando usadas separadamente; no entanto, quando adicionamos uma palavra como “ódio”, que é uma mistura de ambas as categorias, temos mensagens que aumentam sua difusão “em um fator de 20% para cada palavra adicional”.

É importante notar, contudo, que isso não é uma técnica perfeita e tem efeitos positivos e negativos. O uso de palavras ao mesmo tempo morais e emocionais aumenta o alcance da mensagem entre aqueles de uma visão política similar, mas se espalham menos naqueles de visão oposta.

A emoção certa também faz diferença

Outro ponto curioso a ser notado é que tweets com esse tipo de palavra tendiam muito mais a viralizar, e que o tipo de emoção presente na mensagem também fazia grande diferença. Posts com linguagens associadas com amor e ódio tendem a se espalhar mais do que aquelas ligadas a desgosto ou tristeza.

Vale avisar, por fim, que o teste utilizou como base 563.312 tweets com tópicos relacionados ao controle de armas, casamentos de mesmo sexo e mudanças climáticas. Visto que outras redes sociais como o Facebook não foram testadas (afinal, isso pediria uma análise absurdamente maior por parte dos pesquisadores), ainda não há como ter uma resposta 100% precisa sobre a eficiência dessas mensagens como um todo.

Mesmo assim, fica difícil não pensar que, com essas informações, podemos ter descoberto a “fórmula mágica” para criar tweets que fazem sucesso.

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