De acordo com o jornal FranceBleu, um homem não identificado de 32 anos foi sentenciado a dois anos de prisão na França por visitar, repetidamente, sites favoráveis ao grupo terrorista Estado Islâmico. Como o veículo francês notou, não havia qualquer indicação de que o rapaz planeja realizar um ataque terrorista — a lei sob a qual o homem foi preso é alvo de críticas duras de grupos de liberdades civis.

O jornal comenta que a polícia notou visitas repetidas aos sites pró-ISIS no histórico de navegação do homem. Além disso, foram encontradas imagens favoráveis ao Estado Islâmico e vídeos de execuções no celular e em um pendrive, além do PC. No papel de parede do computador, a imagem era a bandeira do EI — e senha de login do Windows era "13novembrehaha", referência ao dia em que um terrorista matou 130 pessoas em Paris, na França.

Além dos dois anos na prisão, o homem terá que pagar uma multa de 31 mil euros, cerca de R$ 102 mil.

No tribunal

Durante o julgamento, a defesa do acusado comentou que ele visitava os sites apenas por curiosidade. "Eu queria saber a diferença entre o Islã real e o falso, e agora eu entendo", teria dito o homem. Membros da família do condenado comentaram que ele havia apresentado mudanças de comportamento nos últimos meses, além de ficar irritado facilmente quando o assunto religião era a pauta.

Já a controversa lei francesa, duramente criticada, criminaliza a "consulta a sites que promovem o terrorismo". A controvérsia está em uma parte da lei que diz que ter uma atitude de "boa-fé" ao visitar os sites é exceção — e julgar o que é "boa-fé" pode ser complicado.

O presidente da International Federation for Human Rights (FIDH), Patrick Baudouin, sobre o caso, comentou que a "consulta a um site não define uma pessoa como terrorista".

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