Algumas semanas antes do início da Olimpíada Rio 2016, a Polícia Federal anunciou a prisão de oito pessoas que estavam supostamente planejando um atentado terrorista durante os Jogos. As pessoas também teriam ligação com o grupo extremista Estado Islâmico e já eram investigadas por um bom tempo na Operação Hashtag. Hoje, o Ministério Público Federal (MPF), em Curitiba (PR), denunciou as oito pessoas envolvidas e também pediu a prisão preventiva do grupo.

Os denunciados pelo MPF são as seguintes pessoas: Alisson Luan de Oliveira, Leonid El Kadre de Melo, Oziris Moris Lundi dos Santos Azevedo, Israel Pedra Mesquita, Levi Ribeiro Fernandes de Jesus, Hortêncio Yoshitake, Luís Gustavo de Oliveira e Fernando Pinheiro Cabral.

Ameças de atentados terroristas em solo brasileiro não se restringem aos jogos olímpicos

Todos devem responder por crimes de promoção de organização terrorista e associação criminosa. Ainda, cinco deles foram denunciados por incentivar crianças e adolescentes à pratica de atos criminosos — Alisson Luan de Oliveira, Leonid El Kadre de Melo, Oziris Moris Lundi dos Santos Azevedo, Israel Pedra Mesquita e Hortêncio Yoshitake. Por último, Leonid El Kadre também vai responder por recrutamento para organização terrorista, como apontou a Veja.

Em documento entregue à Justiça, o MPF disse que, por causa da "ideologia cega" do grupo, as "ameças de atentados terroristas em solo brasileiro não se restringem aos jogos olímpicos". Ou seja, a prisão preventiva foi realizada mirando a contenção de futuros ataques.

"Os fatos imputados aos acusados são gravíssimos, na medida em que a organização criminosa internacional com a qual compactuam almeja a execução de atos de destruição em massa, em que não há meios de as vítimas escaparem às ações dos criminosos", diz o documento.

Imagens compartilhadas pelos envolvidos

Até o fim das investigações da Operação Hashtag, Antonio Andrade dos Santos Junior, Marcos Mario Duarte, Daniel Freitas Baltazar, Vitor Barbosa Magalhães, Mouhamad Zakaria Mounir e Valdir Pereira da Rocha devem comparecer mensalmente na Polícia Federal, pede o MPF como medida alternativa. Além de visitar mensalmente, os seis investigados precisam informar as atividades que estão realizando e também estão proibidos de frequentar cursos/atividades específicas — que envolvam explosivos, armas de fogo, artes marciais e simulacros de armas de fogo.

Por último, os acusados sob a Operação Hashtag não podem sair do Brasil. Para entender o caso completo, acompanhe todas as notícias por aqui.

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