Ainda que a internet seja uma ótima ferramenta para unir quem tenha interesses mútuos, ela também pode ser uma maneira prática de juntar pessoas com preconceitos em comum — páginas no Facebook que perpetuam mensagens racistas ou homofóbicas não são difíceis de serem encontradas, por exemplo.

Para combater os chamados “crimes de ódio”, a Secretaria de Direitos Humanos (SDH) anunciou que está utilizando um software especial para a coleta de dados relacionados a tais injúrias. O objetivo é identificar as redes que se reúnem com o propósito de ofender grupos ou indivíduos.

À Agência Brasil, Ideli Salvatti, ministra da Secretaria, frisou a urgência da implementação do sistema. “A gente tem acompanhado e se preocupado com o crescimento desses crimes de ódio, que são incentivados e divulgados na internet. Já está mais do que na hora de criarmos mecanismos para rastrear e retirá-los da rede”, explica Salvatti.

A ferramenta será utilizada para que o Grupo de Trabalho Contra Redes de Ódio na Internet, braço da SDH criado em novembro, possa mapear e monitorar os casos, encaminhando as denúncias para o Ministério Público ou para a Polícia Federal.

O primeiro caso analisado pelo sistema envolve o deputado federal do Rio de Janeiro Jair Bolsonaro e Maria do Rosário, ocupante do mesmo cargo, mas pelo Rio Grande do Sul. Em pronunciamento no plenário da Câmara, o deputado disse que não estupraria sua colega “porque ela não merece”.

Após o ocorrido, um rapaz postou uma foto supostamente ameaçando a deputada de estupro, de acordo com a SDH, que já está agindo para investigar o caso. Outras páginas, como um site que prega a violência contra mulheres, também estão sob processo de avaliação e documentação.

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