Durante o evento Ignition, realizado pelo site Business Insider, o chefão da Oculus VR, Brendan Iribe, revelou o motivo de a companhia ter sido adquirida pelo Facebook em março deste ano. A parceria acabou pegando muitas pessoas de surpresa, que se perguntavam se Google ou outras gigantes do mundo da tecnologia – com mais experiência na produção de hardware – não seriam mais alinhadas com o projeto do Oculus Rift. Porém, o aspecto social da empresa de Mark Zuckerberg foi fundamental para o negócio ser concretizado.

Tendo em vista a liberdade da sua equipe na hora de desenvolver adequadamente os óculos de realidade virtual, o diretor executivo da Oculus VR descartou se comprometer de forma permanente e exclusiva com grandes nomes da indústria dos video games, por exemplo. “Se iríamos fazer parceria com alguém, porque isso leva a uma longa estrada... pensamos durante todo o tempo que não iríamos querer fechar nada com a Microsoft ou com a Sony”, explicou.

Na mente de Brendan, estava a ideia de que essas empresas são muito fechadas em seus próprios sistemas ou plataformas, e esses fatores limitariam muito o alcance do produto ou a criatividade de seu time. Um hardware que nasceu para usos diversos ficaria muito restrito e dividiria os consumidores se fosse atrelado a apenas um console. “Precisa realmente ser uma nova plataforma”, afirma o executivo.

Liberdade é essencial

Uma parceria com a Google também ficou fora dos planos da Oculus VR, mesmo que a Gigante das Buscas fizesse uma oferta maior do que os US$ 2 bilhões oferecidos pelo Facebook. Aqui, o problema seria o fato de a Google já estar comprometida com diversos projetos grandes de tecnologia, o que poderia fazer com que o Oculus Rift ficasse perdido no meio desse bolo. “Não sabíamos quanto tempo nos seria dado pela equipe de liderança”, disse Brendan.

A escolha pelo Facebook, então, foi feita principalmente pelo trabalho da companhia com sua rede social e o fato de o próprio Oculus Rift ter o potencial para se tornar uma plataforma dentro desse sistema. “Seu cérebro acredita que você está lá. O próximo passo é fazer você sentir que está lá com outras pessoas”, acredita o diretor executivo, se referindo ao potencial da realidade virtual na vida das pessoas.

Via BJ

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