A ideia que vamos apresentar a seguir parece ter saído da mente engenhosa de um escritor de ficção científica, porém ela já existe no mundo real e está em fase de testes. Pesquisadores da Universidade de Tóquio criaram uma espécie de display flutuante, que permite transformar pequenas partículas em elementos gráficos.

A tecnologia foi batizada de Pixie Dust e permite mover objetos de até 7 gramas por centímetro cúbico. O mecanismo utiliza ainda o sensor de um Kinect para reconhecer os movimentos do usuário, permitindo a completa interação com as partículas. Para que elas possam levitar, são utilizados campos acústicos. A técnica não é nova, mas é a primeira vez que é utilizada com essa finalidade.

Para que isso seja possível, várias partículas levitam sobre ondas estacionárias criadas por quatro pontos emissores espalhados ao redor da área de exibição. Isso cria uma área específica para que cada objeto possa ser posicionado de forma precisa, com variações máximas de 0,5 milímetro e movimentos de até 72 centímetros por segundo.

Yoichi Ochiai, pesquisador responsável pelo projeto, sugere ainda que essas partículas não precisam ser necessariamente sólidas: em teoria, é possível fazer o mesmo com partículas de fumaça, gotas de água ou bolhas de sabão. O trabalho será apresentado publicamente pela primeira vez em agosto, durante a conferência SIGGRAPH.

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