Capa é capaz de "cegar" apenas determinadas frequências. (Fonte da imagem: Reprodução/Mashable)

Tecnologias fantásticas parecem estar assumindo traços cada vez mais firmes em nosso cotidiano (veja mais aqui). E a notícia da vez é a criação de um novo ativo de “invisibilidade” por parte dos cientistas da universidade do Texas, em Austin. Mas antes de comemorarmos a descoberta de uma preciosa relíquia, é preciso que entendamos o que o casaco de invisibilidade forjado de fato é.

Apesar de ter sido batizado como “capa da invisibilidade”, a tecnologia ainda não consegue fazer com que objetos desapareçam da vista humana. Isso porque, até o momento, apenas algumas frequências de luz podem ser “cegadas” pelo revestimento criado.

Como funciona

O casaco que inibe a detecção de itens por parte de certas frequências foi feito de finas camadas de tecidos sintéticos – os conhecidos metamateriais. Usada para cobrir um pequeno tubo, a capa mostrou-se capaz de dissipar frequências de micro-ondas e ondas de rádio em torno do objeto – o que o tornou, aos tais espectros, de fato invisível.

Nenhuma fonte externa precisa fornecer energia à capa. (Fonte da imagem: Reprodução/Mashable)

De acordo com a professora do centro de pesquisas de Austin, Andrea Alù, o projeto se vale de amplificadores eletrônicos produzidos pela camada ultrafina de tecido sintético produzido. A tecnologia toma como base a criação de correntes elétricas – que podem fazer o objeto envolto pela capa ser “absorvido” por frequências mais amplas.

Possibilidades

As vantagens da capa em estágio atual – mesmo não possibilitando o desparecimento de objetos perante o olho humano – são largas. Aeronaves, por exemplo, poderiam passar completamente despercebidas por sistemas de detecção de rádio. Outro ponto definitivamente positivo do acessório é a não exigência de fontes externas de energia para seu pleno funcionamento.

“A incorporação da eletrônica em capas de camuflagem passiva poderá possibilitar um grande controle de corrente sobre uma superfície de objetos, o que vai possibilitar a dispersão [de ondas, tornando o item invisível]”, esclarece Jason Sonic, outro dos pesquisadores responsável por publicar o estudo.

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