Tudo bem que a tecnologia exerce um papel fundamental hoje. Em praticamente todos os setores ela se destaca na sociedade: saúde, educação, lazer etc. Mas calma lá: será que os computadores são capazes de tornar hospitais obsoletos? Na visão da Intel e do instituto Penn Schoen Berland, sim.

De acordo com eles, o hospital continuará exercendo um papel de suma importância, mas bem diferente do atual. Uma nova pesquisa realizada em oito países, na qual 12 mil pessoas foram entrevistadas (inclusive do Brasil), aponta que os hospitais podem ficar obsoletos num prazo de 10 anos em função da tecnologia.

Os demais países em que a pesquisa foi realizada são Itália, China, Indonésia, Estados Unidos, França, Japão e Índia. O levantamento indica que 80% dos entrevistados estão otimistas com relação à tecnologia para saúde. E vejam só: no Brasil, 75% disseram que utilizariam sensores para coletar dados sobre saúde, sendo que a média foi de somente 70%. Em outras palavras, o brasileiro tem uma predisposição maior a aceitar a tecnologia como condutora dos rumos de sua saúde.

Quem coordenou as pesquisas foi Eric Dishman, gerente-geral do Grupo de Ciências da Saúde e Vida da Intel. Em entrevista à Veja sobre o assunto, o pesquisador opina que, num futuro próximo, “o atendimento a doenças simples, como vírus gripais e outras, será feito por videoconferência”. Essa prática, de acordo com Dishman, já tem sido adotada na Escandinávia. As visitas são feitas virtualmente e utilizam alguns softwares específicos capazes de se adequar às necessidades de cada paciente.

(Fonte da imagem: Reprodução/Information Week)

Infecção hospitalar reduzida com a tecnologia

É claro que, em casos cirúrgicos e outras situações mais graves, a importância do hospital não pode ser colocada em xeque. Porém, segundo o estudo, muitas coisas devem mudar. O uso da tecnologia, por exemplo, pode reduzir o risco de infecção hospitalar.

Dishman aponta que uma das principais linhas de pesquisa da Intel é o diagnóstico doméstico independente utilizando dispositivos em casa. Os dados sobre a saúde de uma determinada pessoa, por exemplo, poderiam ser coletados a partir de um celular ou tablet e então compartilhados com o médico, evitando uma visita presencial ao consultório.

“Será possível cruzar informações como pressão arterial e outras para entender o que acontece no organismo de cada pessoa”, afirma o gerente, que prevê esse cenário possível com o auxílio do Big Data.

Ousado, não?

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