Um grupo de cientistas do Centro Acelerador Linear de Stanford descobriu uma maneira de melhorar o método de transmissão de dados pela internet. Segundo o ExtremeTech, o conceito permitiria acelerar as conexões que conhecemos a níveis inimagináveis: literalmente, os pesquisadores acreditam ser possível fazer as informações viajarem a uma velocidade perto de infinita.

O conceito por trás do projeto seria transformar um simples sinal de luz (no caso, aquele que usamos para enviar informações pela internet) em um “vórtice óptico”. Isso seria feito com a ajuda de uma série de magnetos, que fariam com que esse pulso de luz girasse e se distorcesse, adquirindo uma forma semelhante à de um saca-rolhas.

Do 2D ao 3D

Mas por que mudar o sinal de luz para um vórtice seria tão útil? O fato é que os pulsos que enviamos atualmente são, basicamente, bidimensionais. Dando a eles essa nova forma, porém, é possível guardar dados tridimensionalmente.

(Fonte da imagem: Reprodução/ExtremeTech)

Dessa maneira, há como transmitir uma quantidade ilimitada de informações em um mesmo espaço. É como se você pudesse sobrepor vários outros vórtices nos espaços entre cada vórtice, com uma diferença de frações de milímetros em suas posições: em comparação, o método bidimensional utilizado atualmente permite apenas um número pequeno de pulsos próximos antes que colisões atrapalhem a transmissão de dados.

Vale notar que, de acordo com os cientistas, criar uma super internet é apenas o começo. A tecnologia descoberta por eles está tão adiantada em comparação ao que temos atualmente que os próprios pesquisadores ainda não têm certeza do uso que algo assim poderia ter. Áreas completamente novas de estudo da ciência, por exemplo, são algumas das maiores apostas.

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