O mundo da tecnologia tem nos rumores um dos seus principais combustíveis. Volta e meia, você sempre vai ler o boato sobre a possibilidade do lançamento de um novo produto ou de uma nova tecnologia que vai arrebatar o mercado, porém, como os fatos também nos contam, nem sempre os rumores se confirmam.

Em 2013, não tenha dúvida, não vai ser diferente, e muita coisa que se esperava para não deve chegar. Nós apresentamos uma lista com 10 itens, sejam gadgets ou tecnologias em si, que ainda não serão vistas nas prateleiras das lojas nos próximos 12 meses — ou, mesmo já existindo, não passarão de protótipos ou pde produtos que não devem deslanchar neste ano.

Telas flexíveis em tablets e smartphones

(Fonte da imagem: Rdecom)

Você já deve ter se perguntado: qual a real utilidade das telas flexíveis? O fato é que, úteis ou não, elas estão nos planos de grandes empresas como Microsoft e Samsung. Pelo menos isso é o que indica um recente registro de patente por parte da companhia de Bill Gates e também a série de investimentos em telas do gênero por parte da empresa sul-coreana.

A Samsung, aliás, parece ser mesmo a grande entusiasta das telas flexíveis, com vários rumores girando em torno de seus lançamentos. Entretanto, salvo se uma grande surpresa ocorrer na próxima CES, não será tão em breve que este tipo de display vai ganhar o mercado. De qualquer forma, 2013 não será o ano das telas flexíveis.

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Carros autônomos

(Fonte da imagem: ThePeritus)

Outro tema até certo ponto recorrente na imprensa ligada ao mundo da tecnologia é o dos carros autônomos. São os veículos motorizados, como esses que lotam as ruas de toda grande cidade, só que guiados sem um motorista humano, trafegando em vias especiais, adaptadas para este tipo de carro.

Apesar de a ideia parecer interessante e de ter gente graúda, como Google e Volvo, trabalhando em projetos para trazê-la ao mundo real, em 2013 ela ainda não deve deslanchar. Nos próximos 12 meses, não deveremos ter carros assim sendo comercializados para o grande público, mas apenas protótipos funcionando em número reduzido e em forma de teste.

Os principais motivos podem ser tanto a incipiência do desenvolvimento desses carros, que, convenhamos, precisam ser altamente testados antes de saírem às ruas, e também a estrutura viária. Para funcionar, carros autônomos devem rodar sobre pistas adaptadas, com sensores e transmissores via rádio, por exemplo, para evitar colisões — e elas também estão longe de se tornar realidade.

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Popularização de pagamento via celular

(Fonte da imagem: Reprodução/BGR)

Em julho de 2012, Bill Gajda, responsável pelo setor mobile da Visa, anunciou que pagamentos via celular devem se popularizar de vez dentro de dois ou três anos, com os primeiros movimentos de tal mudança ocorrendo já em 2013. De fato, em algumas partes do mundo, especialmente nos Estados Unidos, algumas operadoras de telefone celular já trabalham com o Google Wallet, sistema de pagamento via NFC da companhia, também suportado por algumas lojas.

Contudo, apesar desse passo inicial, o método não deve se tornar comum já em 2013. O analista do setor Denee Carrington aposta que este tipo de pagamento deve começar a se popularizar de fato apenas a partir de 2015. Além de problemas operacionais, há ainda o fator resistência do consumidor em aderir a um método que, talvez, não pareça tão seguro quanto os tradicionais cartões de crédito e de débito.

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Carregadores sem fio de baterias em locais públicos

(Fonte da imagem: Reprodução/CanalTech)

Recentemente, Nokia e HTC lançaram aparelhos com suporte para receber carga via indução, um método que dispensa qualquer conector com fio para recarregar a bateria do seu tablet ou smartphone. As novidades reforçam a possibilidade de tal prática se transformar em uma tendência, passando a ser disponibilizada em locais públicos, tal qual já acontece com a internet sem fio.

Entretanto, é pouco provável que isso ocorra já em 2013 e a grande responsável pelo atraso é uma “guerra de padrões” que se desenha. Os aparelhos da Nokia e HTC usam o padrão Qi para carregamento sem fio, contudo as gigantes dos portáteis Samsung e Qualcomm firmaram acordo com o padrão AW4P (sigla para Alliance for Wireless Power ou, em tradução livre, Aliança para Energia Sem Fio).

Isso significa uma única coisa: grandes empresas seguindo padrões diferentes, o que deve deixar os estabelecimentos que gostariam de oferecer tal serviço um pouco relutantes sobre qual deles optar. Até que uma solução seja encontrada para o impasse, carregar a bateria de seu gadget em um local público sem precisar de conectores será apenas uma ideia distante.

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Realidade virtual

(Fonte da imagem: Divulgação/Sony)

Não é de hoje que a realidade virtual povoa o imaginário humano, mas deve demorar um pouco ainda para você conseguir comprar um dispositivo que trabalhe com esse tipo de tecnologia. Apesar de alguns projetos em fase mais avançada, como o Google Glass, a maioria das pesquisas em torno disso cria produtos que permanecem em fase de testes.

A quantidade de pesquisas na área e até mesmo a robustez de alguns projetos fazem crer que, em breve, produtos do gênero devem estar disponíveis no mercado. Mas com certeza isso não vai acontecer em 2013.

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Google Glass

(Fonte da imagem: Reprodução/Google)

2013 também não vai ser o ano do Google Glass, os óculos de realidade aumentada da Google que foram considerados pela revista Time como a maior invenção de 2012. Apesar disso, o dispositivo, que funcionaria como um verdadeiro computador diante dos seus olhos, não chega às lojas neste ano.

Além de críticas no que diz respeito a itens como invasão de privacidade, segurança de dados e até mesmo riscos à saúde, todos relacionados ao Google Glass, o aparelho deve ser lançado e, inicialmente, acessado apenas por um público bastante restrito também por causa do preço. Em junho de 2012, rumores davam conta de que o kit “Explorador” do Glass custaria cerca de R$ 3 mil.

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TV 4K

(Fonte da imagem: TecMundo)

As televisões Ultra HD são a novidade do momento quando o assunto é alta definição. Alcançando a incrível resolução de 7680x4320 pixels, valor bastante superior ao Full HD, de 1920x1080 pixels. Empresas como LG, Sony e principalmente a Samsung apostam no modelo, que está disponível atualmente para o consumidor a um preço bem salgado, com valores em torno de R$ 45 mil.

Sem a menor sombra de dúvidas, o preço absurdo cobrado em um aparelho com esta tecnologia vai contribuir e muito para sua baixa popularidade. O executivo da Samsung America Joe Stinziano falou durante a CES 2013 e reconheceu que este tipo de televisor ainda está restrito a um mercado de luxo, mas acredita ser apenas questão de tempo para a sua popularização.

O preço, garante Stinziano, vai diminuir, tal qual já ocorreu com outras tecnologias, como a LCD. Para ele, isso deve ocorrer dentro de três a cinco anos, ou seja, provavelmente você não vai adquirir uma TV 4K em 2013 sem desembolsar dezenas de milhares de reais do bolso.

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Windows Blue

(Fonte da imagem: Reprodução/Microsoft)

O Windows 8 foi lançado em 26 de outubro de 2012, mas há quem garanta que ele ganharia um sucessor já em 2013. Chamado de Windows Blue, o novo sistema seria o ato inicial da Microsoft rumo a um novo esquema de atualizações lançadas em períodos curtos, tal qual já ocorre com a Apple (atualizações anuais) e com a mais famosa das distribuições de Linux, o Ubuntu (atualizações semestrais).

Mas a ideia da Microsoft, que costuma lançar uma nova versão do seu SO a cada três anos, passar a vender atualizações anuais não parece encaixar muito bem com o perfil Windows. Vale lembrar que, antes de serem lançados oficialmente, as versões 7 e 8 do SO passaram por meses de testes com o público.

Além disso, a versão atual do Windows sofreu grandes mudanças em relação à sua antecessora, causando um certo receio em boa parte do público na hora de realizar o upgrade. Boatos sobre uma nova versão menos de um ano depois do seu lançamento acabariam por desencorajar ainda mais a aquisição de cópias do Windows 8.

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Facebook Phone

(Fonte da imagem: Reprodução/Laptop Mag)

Ex-engenheiros da Apple teriam sido contratados por Mark Zuckerberg para dar vida ao Facebook Phone, que, apontam os rumores, chegaria às lojas em 2013. De fato, os boatos em torno de um smartphone que levaria a marca da rede social mais popular do planeta existem desde o final de 2010 e todo ano promete ser o ano de seu lançamento.

Mas, mais uma vez, isso não deve acontecer neste ano. Apesar de publicações de peso como o The New York Times terem veiculado o rumor, afirmando inclusive que o Facebook adquiriu também alguns softwares da Apple para tal empreitada, o próprio Mark Zuckerberg afirmou na metade de 2012 que lançar um aparelho “não faria sentido”.

É claro que não seria o primeiro caso em que um executivo nega um lançamento que seria confirmado um tempo depois, mas talvez ainda não seja realmente o momento do Facebook partir para o mundo dos dispositivos, já bastante povoado e concorrido. Vale lembrar também que a rede social já possui parcerias com a HTC, que produz dois modelos completamente integrados ao serviço criado por Zuckerberg.

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Aparelho de TV da Apple

(Fonte da imagem: Reprodução/The Verge)

Que a Apple poderia lançar um aparelho de TV inteligente (que se chamaria iTV), todos já sabem, pois os rumores estão aí não é de hoje. Alguns boatos inclusive sugeriram que esses dispositivos já estariam sendo produzidos nas fábricas da Foxconn, na China.

Porém, ao que tudo indica, ter uma tela inteligente da Apple não será possível tão cedo. Não que alguma limitação da própria companhia impeça isso, muito pelo contrário, pois o presidente da Apple, Tim Cook, disse ano passado que essa era “uma área de intenso interesse” da empresa de Cupertino.

O grande empecilho parece ser o mercado de TV a cabo, um parceiro essencial para levar conteúdo diretamente ao televisor, dando a ele um toque diferenciado de outras TVs inteligentes. Como este é um mercado bastante fechado e burocrático — e isso não deve mudar ao longo de 2013, a Apple deve continuar negociando apenas o set-top box da sua Apple TV, pelo menos por enquanto.

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