Um dos problemas ecológicos do momento, o carregador com fio. (Fonte da imagem: Reprodução/Linkpb)

Talvez você nem pense nisso quando coloca o seu celular ou tablet para carregar, mas milhares de carregadores são jogados no lixo todos os dias. Por conta disso, os aterros sanitários ficam cheios de produtos que contêm metais pesados, como mercúrio e chumbo — o que acaba contaminando o solo de maneira muito séria.

Um grande fator que deve resolver esse problema são os carregadores sem fio. Como eles trabalham usando um campo eletromagnético, o processo de “encher a bateria” acaba por ser mais ecologicamente correto do que o tradicional. Dessa maneira, o impacto na natureza vai ser reduzido consideravelmente, o que garante um futuro melhor.

Esse método já é usado em pequenos produtos, sendo a escova elétrica um bom exemplo. Agora, o próximo passo é passá-lo para gadgets em geral. Se isso der realmente certo, aparelhos maiores podem ser incluídos nessa lista, como televisões, o que acabaria com a necessidade de fios.

O mais legal: não vai demorar muito

Exemplo de carregador sem fio usado atualmente. (Fonte da imagem: Reprodução/Canaltech)

Ao contrário do que algumas pessoas podem pensar, não vai levar muito tempo para que a tecnologia de recarga sem fio chegue à maioria dos consumidores. Só para você ter uma ideia, um método parecido com o que é estudado hoje em dia já tinha sido concebido por Nikola Tesla há quase cem anos.

Em 2009, a Duracell-Powermat começou a trabalhar com bobinas e receptores mais finos para que esse tipo de recarga possa ser usada com mais facilidade. Atualmente, a eficiência é de 86% em relação ao processo com fio — ou seja, o seu celular não vai ficar muito tempo sem bateria.

Outro ponto positivo é que já há um padrão Qi — lançado pela Wireless Power — para que você possa carregar o seu celular em vários lugares diferentes. Além disso, há um incentivo para que essa tecnologia seja popularizada, o que resultou em estações de carga em tampos de mesas no Madison Square Garden (Estados Unidos) e no Aeroporto Internacional de Windsor (Canadá).

Portanto, vamos torcer para que essa tecnologia chegue logo ao mercado e de forma acessível para a grande maioria das pessoas. A natureza agradecerá.

Fonte: Revista Popular Science

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