Uma nova tecnologia recém-desenvolvida por um grupo de pesquisadores do MIT e da Universidade de Tóquio pode resultar na criação de objetos bastante interessantes feitos, acredite se quiser, em papel. E não estamos falando em um simples recorte no material, mas sim em origamis incrivelmente complexos, capazes de simular praticamente qualquer forma.

Para tal, os pesquisadores desenvolveram um algoritmo incrivelmente poderoso. Este basicamente cria instruções de como dobrar um pedaço de papel para torna-lo qualquer tipo de poliedro (qualquer objeto tridimensional composto apenas de faces lisas, como cubos, prismas e outras formas).

Isso pode não parecer muito, em um primeiro momento. Mas, quando consideramos que praticamente qualquer forma pode ser aproximada a um poliedro – inclusive, lembrando que as figuras tridimensionais que vemos em vídeos, animações e games são basicamente poliedros incrivelmente complexos –, fica difícil não imaginar todo o potencial.

Criando o algoritmo dos super origamis

Vale notar que esse não é nem de longe o primeiro algoritmo de origami computacional já feito. Tanto Erik Demaine (do MIT) quanto Tomohiro Tachi (de Tóquio), os dois criadores desse novo sistema, haviam trabalhado em tecnologias semelhantes anteriormente; ambos, contudo, funcionavam com a ajuda de algumas “trapaças”.

O algoritmo de Demaine, por exemplo, precisava trabalhar obrigatoriamente com tiras de papel compridas e finas, o que significava um aproveitamento mínimo ao usar um tradicional quadrado de papel. Já o de Tachi foi o primeiro de seu gênero para a criação de formas 3D em origami, ainda em 2008, mas não era tão robusto.

Com o algoritmo de Demaine e Tachi, porém, esses problemas e limitações simplesmente não existem. Ele até mesmo traz algumas vantagens bastante interessantes, como a capacidade de ser usado para a criação de recipientes simplesmente trabalhando nas bordas dos objetos (e considerando, é claro, que o papel usado seja impermeável).

Pois é. Como falamos antes, o potencial desse algoritmo é simplesmente absurdo. Resta apenas torcer que empresas comecem a usar isso para colocar essas ideias em prática.