Você já se perguntou como funciona o código de barras? Essa tecnologia está presente no mundo há décadas, mas ainda é desconhecida por muitos. Nós todos já vimos como é: o operador de caixa passa o código sob um leitor e recebe várias informações sobre o produto escaneado – mas afinal, como essa decodificação ocorre?

Falando de maneira bem resumida, tudo o que o leitor faz é identificar, de forma precisa, a diferença de espessura das barras no código – isso soa meio óbvio, mas a maneira como tudo acontece acaba sendo interessante: o laser presente nos leitores incide uma luz sobre as barras; elas, por sua vez, refletem essa mesma luz para um sensor, que as identifica e as associa a um número conforme a sua espessura.

Esses números podem ser catalogados de diversas formas; porém, para facilitar o processo, existem órgãos internacionais em diversos países que definem o que cada número significa.

No Brasil, a divisão brasileira do GS1 é o órgão responsável por catalogar os códigos

Difícil de entender? Bom, vamos a um exemplo: digamos que a terceira barra de um código determine o fabricante do produto. Em uma determinada mercadoria, essa barra tem o valor ‘5’; é justamente aí que entram os órgãos de padronização – são eles que dizem o que o valor 5 significa. Isso é importante no caso de produtos importados, inclusive.

Imagine que um produto fabricado nos EUA venha a ser vendido no Brasil. Para que não haja confusão, é necessário que exista a mesma relação entre números e características nos dois países – só assim para um produto X, vendido nos EUA, não chegar aqui identificado como Y ou Z; entendeu?

Os tipos de códigos

O último dígito serve para verificação: é ele que diz se o código está correto

Agora que você já sabe como o código de barras é lido, nada mais sensato do que entender a sua estrutura também. Os tipos de códigos variam, mas os mais utilizados no mundo todo são os UPC-A e os EAN-13, que têm 12 e 13 números, respectivamente.

No caso dos UPC-A, o primeiro número identifica o local de fabricação do produto, mas sem muitos detalhes; normalmente, apenas o país é declarado. Já o segundo número pode, inclusive, ser composto de vários dígitos, pois é ele que identifica a fabricante daquele produto; o terceiro número, ademais, também pode ser mais extenso e dá as características gerais da mercadoria – informações como o nome produto, peso e afins.

Os códigos EAN-13 funcionam da mesma forma; a única diferença está na relação entre os números e as características, que diferem das presentes nos UPC-A. Além disso, cada um dos dois modelos de código tem uma versão reduzida, a EAN-8, com 8 dígitos, e a UPC-E, que suprime todos os zeros presentes em um código UPC-A.

Essas versões abreviadas não existem por acaso: às vezes, uma embalagem é tão pequena, mas tão pequena, que até os códigos também precisam ser menores.

Lendo os códigos de barras

Insira o número do código de barras no campo de buscas para visualizar as informações

Não é só um equipamento a laser que pode ler os códigos de barras: por meio de diversos aplicativos, disponíveis para Android e iOS, o seu smartphone consegue decifrá-los assim como qualquer código QR – que por sinal tem o mesmo princípio.

Assim que você escanear um código com o seu dispositivo, o software provavelmente retornará os números correspondentes às barras – o que não ajuda muito, afinal, em boa parte das embalagens, esse número vem escrito logo abaixo do código; não é nenhum mistério descobri-los por si só.

Contudo, se você tem acesso a esses dígitos, é possível utilizar o banco de dados GTIN, mantido pelos mesmos órgãos reguladores que citamos anteriormente, para identificar boa parte das informações que não sejam sigilosas.

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