(Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia Commons)
O que é algo que voa em altitudes surpreendentes, alta velocidade e tem grande força e poder destrutivo? Não, não é o Super-Homem, mas sim um avião: o General Atomics MQ-9 Reaper. Também conhecido como Predador B, ele consegue surpreender por suas características nada modestas, atingindo velocidades maiores que 400 km/h e voando a mais de 15 km do chão. E tudo isso sem precisar de um piloto, já que este avião tem autonomia de 24 horas.

Não é difícil de compreender os motivos que levaram o General Atomics MQ-9 Reaper a se tornar o mais poderoso desenvolvimento da General Atomics Aeronaltical Systems Inc.: todo o programa teve um custo de bilhões de dólares. Com apoio privado e de instituições de renome, como a NASA, o Predador B teve seu primeiro voo em 2001 e se consolidou como um dos maiores perigos do céu.

Equipado com sofisticados sistemas de radar, este assassino aéreo também transporta mísseis teleguiados e é comumente utilizado em ataques surpresas.

Nas instituições federais, o Predador B é a moda da vez

A Força Aérea e a Marinha dos EUA, a CIA, a Força Aérea Real britânica e a Força Aérea italiana são algumas das instituições que já empregaram os serviços do MQ-9 Reaper.

As vantagens apresentadas por este estilo de aeronave explicam bem as razões que a tornaram uma “moda” entre as agências federais: o Predador B pode ser facilmente comandado por um piloto que fica em uma estação de controle no chão. Ele também foi concebido para ser um caçador que pode atingir facilmente alvos móveis e para ser uma eficaz plataforma de vigilância de longa durabilidade.

Com tantas vantagens militares assim, não é à toa que este caçador dos céus também foi empregado pelos EUA no Afeganistão, a partir de 2007. Na época, a Força Aérea americana decidiu empregar aviões-robôs como uma forma mais segura (pelo menos, para os soldados) no combate ao terrorismo.

A família dos “Reapers”

Apesar de possuir incríveis sistemas de vigilância e atingir surpreendentes altitudes, o MQ-9 Reaper não é o primeiro da sua espécie. Ele, na verdade, é uma evolução dos chamados “Predators” — aviões sem pilotos que já eram usados em missões de espionagem.

Foto de 2007 mostra um MQ-9 Reaper em operação no Afeganistão (Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia Commons)
Nas instituições federais, as aeronaves não tripuladas — tanto Reapers como Predators — recebem a nomenclatura “UAVs” e são consideradas por muitos como uma das principais evoluções na história da estratégia militar.

No entanto, o primeiro estilo de aeronave espiã não possuía uma velocidade elevada e tinha um alcance limitado. Logo, nasceram os “Reapers” — aviões-robôs que podem voar durante várias horas ininterruptas e atingir velocidades consideráveis, como é o caso do MQ-9 Reaper.

Assim, segundo o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea dos Estados Unidos, General T. Michael Moseley, a grande mudança em usar os UAVs apenas em missões de inteligência, vigilância e reconhecimento para os papéis de caçadores ocorreu a partir da Operação “Liberdade do Iraque”, em que os Reapers ganharam um maior destaque e utilidade.

Altos investimentos

E com tantos bilhões investidos, o desempenho do General Atomics MQ-9 Reaper não poderia fazer feio. Por isso, no ar, ele é realmente impressionante: mesmo com uma carga máxima de armas, o Predador B consegue voar por 14 horas ininterruptas.

(Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia Commons)
Ele também possui radares e sensores altamente desenvolvidos, que permitem um amplo campo de visão e um poderoso foco em alvos específicos. Esses aparatos high-tech transmitem dados e vídeos para um time localizado no solo — formado por um piloto, um operador de sensores e o coordenador da missão —, possibilitando a visualização e o comando das ações da aeronave. 

No entanto, apesar de já possuir uma tecnologia muito avançada, os Reapers ainda estão passando por diversos aprimoramentos. Só a Força Aérea dos Estados Unidos está investindo cerca de 90 milhões em melhorias nos aviões-robôs adquiridos nos últimos dois anos.

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Ficou interessado em ter um dos maiores e mais perigosos predadores do céu? Para adquiri-lo, você só precisará desembolsar cerca de 37 milhões de dólares — e, provavelmente, o controle para comandá-lo remotamente já deve vir incluso no pacote.

Fonte: Gizmodo e Veja

 

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