Não é de hoje que as iniciativas militares direcionam os ritmos da tecnologia, com as invenções feitas para períodos de guerra e paz ajudando a avançar consideravelmente determinados setores da indústria. Um novo projeto da DARPA continua a trabalhar sob esse preceito e tenta repensar a forma como os processadores trabalham dados dentro do computador.

Atualmente, todos os CPUs utilizam o mesmo modelo base para lidar com informações: abocanhando a maior sequência de dados que conseguir e enchendo o seu cache a fim de tentar acabar com a tarefa o mais rápido possível. O problema é que, na verdade, esse não é o método mais eficiente para lidar com esse tipo de operação. Para ganhar desempenho, o Departamento de Defesa dos EUA está investindo US$ 80 milhões (cerca de R$ 256 milhões) na criação do primeiro processador analítico gráfico do mundo.

As diferentes formas de lidar com sequências de dados

O que isso significa? Basicamente que o projeto HIVE (Hierarchical Identify Verify Exploit) acessa pontos de dados aleatórios de no máximo 8 bytes e destrincha cada um deles individualmente. Dessa forma, é possível lidar com grandes bancos de dados de forma muito mais veloz e segura, garantindo até mesmo que a empreitada seja escalada para processos ainda maiores – utilizando múltiplos chips HIVE para garantir a performance mesmo em situações mais críticas e exigentes.

Deve levar alguns bons anos para vermos do que esse hardware é capaz

A DARPA não está sozinha nessa busca por novos modelos de processamento. De acordo com o Engadget, Intel, Qualcomm e outras companhias de pesquisa norte-americanas estão trabalhando junto ao órgão militar no desenvolvimento desse projeto, oferecendo seus conhecimentos na área para dar mais fôlego à iniciativa. Mesmo assim, não aposte suas fichas em um produto finalizado tão cedo. Isso porque a mudança no sistema de computação é tão grande que deve levar alguns bons anos para vermos do que esse hardware é capaz.

Comparação com outras formas de processamento

A espera pode valer a pena, principalmente se pensarmos em plataformas de defesa. Teoricamente, o HIVE poderia detectar ciberataques antes que eles se tornem um problema real ou descobrir um surto iminente de ataques químicos ou doenças em seus estágios iniciais. Será que a computação quântica ganhou um equivalente para operações que requerem processamento bruto?

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